Blog para postagem das redações da disciplina de Língua Portuguesa, regida pelo Prof. Lucas de Melo Bonez, de turmas de Ensino Médio do Instituto Santa Luzia.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
302 - R2 - Texto musical
Turma: 302
Proposta: Texto narrativo a partir de música a escolher.
Data-limite: 12/04, às 23h59.
Valor: 1,0.
Essa é a minha sina, esse é o meu estado! Ta na cara, da pra ver que eu estou apaixonado Com você eu vou pra lua, eu decolo pelo céu To rendendo pra você, eu mudei, sou fiel Bonde da Estronda-minha namorada
Já era 1 de março,eu estava de volta a porto alegre,de volta da temporada de verão em uma praia de Santa Catarina mas precisamente de Garopaba ,talvez a melhor temporada de verão de todos os tempos,alem do sol do mar do surfe do futebol a beira do mar conheci a garota dos meus sonhos,alguns podem dizer que isso é efeito de uma paixão passageira mas posso descrever ela perfeitamente:Garota de família, sincera, de porte, alem de sua beleza indescritível, seu corpo escultural,Toda vez que olhava pra ela, eu me perdia,parecia que estava fora de mim mesmo,passava mal.O meu sentimento por ela foi tornando cada vez mais forte no meu coração,quase impossível de controlar,a paixão dela por mim cada vez ia crescendo consideravelmente mais a cada dia que nós se encontrávamos na praia, de frente para o mar na praia do centro de Garopaba parei e pensei ainda não era a hora de começar a namorar.
Algumas semanas se passaram nós continuamos a se encontrar e parecia que a minha paixão por ela só se desenvolvia cada vez mais no meu coração e sentia nos olhos dela que a paixão dela por mim também só crescia.Nunca vou me esquecer desse dia em um fim de tarde depois de ter surfado com meus amigos sentei vendo o por do sol e parei para refletir,fiz essas perguntas para mim mesmo: porque eu não namoro? Porque eu não posso amar?! Decidir ferozmente no meu coração que ia tentar.Claro que a distancia dói para mim ela mora em canoas e eu em porto alegre mas isso não é uma barreira,mas quero ter o carinho dela andar com ela de mão dada todas as coisas que os namorados podem fazer juntos.Claro que muitos amigos meus me criticaram por eu começar a namorar mas obviamente minha amizade com eles não ia ser afetada pelo meu namoro.
Muitos dizem que amor de verão termina rápido,eu quero mudar essa história porque essa garota linda me conquistou.Apesar de sempre estar solteiro nunca estive sozinho,agora eu mudei sou compromissado,vou ser fiel com o meu amor.Já da pra ver claramente em minha cara que eu estou apaixonado.Tenho vários planos com meu amor,quero viajar passar as férias com ela,meus sonhos parecem irreais,meu amor por ela aumenta um pouco mais ,apesar da distancia eu em Porto Alegre ela em Canoas,e da saudade,aguardo ansiosamente ver meu amor e sei que a cada ano nosso amor vai aumentar um pouco mais.
"Hoje eu falei Pra mim Jurei até Que essa não seria pra você E agora é" (Monomania, Clarisse Falcão)
Lívia era uma mulher leviana, tocava violão e trabalhava ocasionalmente ajudando sua mãe a tratar de cachorros. Era casada, tinha uns vinte e poucos anos e uma beleza mediana, havia algo no rosto dela que a deixava com um ar bem humorado. Seu marido era advogado e amava sua profissão.
Os dois se conheceram na época da escola depois que ela perdeu um concurso de piadas, ele consolou-a. -Foi injusta a votação, eu teria dado a vitória para você se fosse um dos jurados. -Obrigada, eu também teria dado a vitória para mim se eu fosse uma das juradas. - Claro! Seu nome é? -Sou Lívia, estou no penúltimo ano. E o seu nome? - Prazer, sou o Patropie. Estou no últim... Ela o interrompe com uma escandalosa risada e responde - O seu nome é realmente Patropie? Eu nem sabia que isso era um nome... A partir daí a conversa fluiu muito bem. O amor do casal surgiu e cresceu rapidamente desde então.
Apesar do 'bico' que Lívia fazia trabalhando com sua mãe, ela sempre gostou de música e tentava a sorte no ramo. Gostava de sons mais populares e canções simples, aquelas gostosas de ouvir e que agradam a quase todos. Era muito talentosa, mas gravadora alguma havia se interessado no trabalho dela. Mas, ela nunca perdeu o otimismo.
Cada nova música que compunha mostrava-a primeiramente ao marido e, se ele aprovasse, mostrava à sua mãe. Entusiasmada com sua mais recente composição, pegou o violão, trouxe para a sala e começou a cantar. Patropie, já meio cansado de ouvir tantas músicas da amada, não deu muita atenção, saiu da sala e foi para a cozinha. Ela insistiu, foi cantando atrás. - Todas as suas músicas são sobre mim. Quem vai comprar este cd sobre uma pessoa só? -Disse ele. -Eu sei disso, sei que há mais "você" do que notas "dó" em minha canção. Já tentei fazer diferente, mas cada nova ideia que tenho é sobre você.
Eles se abraçaram, logo após, prepararam o jantar e comeram. Quando Lívia deitou-se para dormir sentiu algo que nunca tinha sentido: insônia. Pensava sobre tudo o que Patropie havia dito, no fundo ele tinha razão. Passados alguns minutos ela levantou, sentou-se na escrivaninha e começou a escrever. Além de fazer músicas, ela gostava de escrever para desabafar consigo mesma, costumava funcionar. Colocou no papel os acontecimentos daquele dia e como estava se sentindo.
O que ela não sabia, é que ao acabar de escrever ela visualizaria, naquilo, uma melodia. Foi o que aconteceu, então, ela pegou o violão novamente. O barulho acordara seu marido, mas ele tornou a dormir rapidamente, sem ver o que era. Um novo som estava pronto, ela dormiu.
Ao acordar, Patropie já havia saído. Ela ficou na dúvida de mostrava a nova música para ele, tinha medo que ele novamente não gostasse. Decidiu mudar, não mostrou a ninguém. Pagou pela própria gravação. Foi uma boa escolha, aquela tinha sido sua primeira música de sucesso.
Essa mesma música, mais tarde, deixaria Patropie triste ao perceber que não deu apoio à sua esposa e, após isso, sorriria por ainda poder dar o auxílio que ela merece. Foi exatamente isso que ele fez daquele momento em diante.
Eu estou aqui sem você, baby Mas você ainda está em minha mente solitária Eu penso em você, baby E eu sonho com você o tempo todo Eu estou aqui sem você, baby Mas você ainda está comigo em meus sonhos E hoje à noite, somos só você e eu (Here without you, 3 Doors Dowm)
Caminhava para lugar nenhum, enxergava o caminho a sua frente, mas não o via realmente. As insistentes lágrimas teimavam em escorrer em sua face, já sem o mesmo brilho de antes, também como o pudera? Palavras desconexas e imagens aleatórias surgiam em sua mente, não deixando o fluxo contínuo de lágrimas parar.
Seus pés quase não aguentavam a dor de levar todo aquele peso, tamanha era a tristeza e perplexidade após aquela notícia. “Como pudera fazê-lo?” Essas palavras surgiam em sua mente todo o tempo, cada vez com mais força e incompreensão. “Promessas não são para sempre? Então por que o fez?”
A dor em seus pés não era nada comparada à do seu coração. Nunca imaginaria escutar aquelas palavras proferidas em uma mesma frase, não quando se tratava dele, sempre tão cuidadoso, tratando para que ela nunca se sentisse desamparada. Ele sempre fora um mistério diante de seus olhos, mas enquanto ele ainda estivesse com ela, ela não se importaria, nada importaria mais do que estar com ele.
Foi então que compreendeu, fê-lo para não a ver sofrer, para protegê-la, mesmo quando era ele quem deveria ser protegido. Seu coração apertou e então entendia que o que sentia era amor e que ele nunca quebrara promessa nenhuma, pois ela ainda estava lá.
“Até que a morte nos separe” nunca pareceu tão doloroso pensar nestas palavras. O momento havia chegado, e a morte, oh tão implacável e cruel Morte, havia o tirado de si. Disseram-lhe uma vez que só se amava uma vez na vida, que quando o amor acabava, de alguma forma, apenas um buraco ficava onde uma vez batia um coração.
E ela, mais que ninguém, o sentia, comprimindo todos os seus momentos felizes em nada, em apenas vagas lembranças do que eram. Quando ele foi embora, percebeu que nunca mais seria a mesma, pois uma parte dela jazia junto com o corpo de quem mais amou na vida.
O vento era tão forte que o sentia carregando para longe de todos e para mais perto de seu amor. Em um ato de paixão e coragem, decidiu se juntar a ele. “Morte nenhuma poderá nos separar, pois você é meu e eu sou sua e hoje à noite, somos só eu e você”. Seu corpo fora engolido por monstruosas ondas que batiam enraivecidas no paredão de pedras, novamente eles estariam juntos.
E quando a aurora chegar, eu terei que ir Mas esta noite vou lhe abraçar forte Porque no amanhecer estaremos por conta própria Mas esta noite preciso lhe abraçar bem forte (Daylight – Marron 5)
Marcos era um jovem de 18 anos, havia acabado de tirar sua carteira de motorista e estava cursando o segundo ano da faculdade de engenharia elétrica. Morava com seus pais em uma casa enorme de um condomínio da parte nobre da cidade. Era um jovem muito humilde embora sempre pudesse ter tudo o que quisesse, era um grande fã de vídeo games e em seu quarto fazia questão de ter vários jogos e personagens de que gostava.
Porem naquele dia nublado Marcos não estava em casa, havia saído para ver um filme com os amigos e com sua namorada Ana. Naquele dia faziam dois anos de namoro e resolveram ver um filme romântico para comemorar. Os dois quase não prestavam atenção ao filme, passaram grande parte do tempo conversando, em uma troca de caricias e sussurros Marcos lembrou-se de como se conheceram. Foi no primeiro dia da faculdade, Marcos estava totalmente perdido entre todas as ruas e blocos do campus, foi quando ele a avistou Ana com seus cabelos loiros balançando ao vento, ela já era veterana na faculdade e ajudou Marcos a se localizar, a partir daquele ele sabia que havia encontrado alguém para toda a vida.
Após o filme Marcos levou Ana até a porta de casa e se despediram, quando se virou para ir em direção ao carro novamente sentiu uma vibração em seu bolço, era seu celular que ainda estava em silencioso devido ao filme. Ao atender ouviu a voz de sua mãe, de forma exaltada e autoritária disse para o Marcos ir para casa imediatamente. Marcos pegou o carro e, com os pensamentos fora do lugar foi para casa. Ao abrir a grande porta de casa sentiu um clima diferente, avia centenas de caixas espalhadas pelo corredor, ao se dirigir para a sala deparou-se com seus pais arrumando roupas e moveis em malas. Sua mãe se sentou no sofá e com um olhar apressado disse que iriam para a Espanha, pois seu pai houvera conseguido uma promoção em seu trabalho. Marcos simplesmente não sabia o que dizer, estava tremulo, levantou-se e foi para seu quarto, apoiou-se em sua cama velha, olhou atentamente para seu quarto, viu ali toda sua infância passando em sua frente, no mesmo momento lembrou-se de seus amigos e de Ana, não estava preparado para deixa-la. Os olhos de Marcos simplesmente encheram-se de lagrimas, e posse a dormir.
Já à noite, acordou com seu quanto praticamente todo desmontado, desceu as longas escadas, pegou a chave do carro e sem nem mesmo dar satisfação aos seus pais, foi encontrar Ana. Enquanto dirigia ficou pensava no que iria dizer a ela, sem nem mesmo saber se teria coragem de se despedir. Alguns minutos se passaram e Marcos chegou em frente da casa dela, desceu do carro posse em frente à porta da casa, com o dedo quase encostado à campainha fechou os olhos e respirou fundo. Quem atendeu foi Ana, já de camisola, ela não pode expressar nenhuma reação, Marcos simplesmente a abraçou, e assim ficaram durante minutos até que ele cochichou em seu ouvido que iria partir com seus pais, para a Europa, em um voo na manha do dia seguinte. Ana sem dizer nada abraçou Marcos mais forte e assim ficaram iluminados pela luz da lua noite adentro.
“Você se foi daqui Logo você irá desaparecer Sumindo em uma luz bonita Porque todo mundo está mudando E eu não me sinto bem” (Everybody’s Changing – Keane)
Rafael acordou. Deitado, pode ver pela janela do seu quarto que ainda era noite, ainda lhe restavam algumas horas de escuridão. Depois de alguns minutos decidiu levantar, vestiu um casaco e foi apreciar, de seu pequeno apartamento, a névoa que cobria a metrópole. Tentou se conter, mas foi obrigado a rir da ocasião: seus pensamentos também estavam enevoados.
Lembranças de seu passado voltavam para atormentar seu sono profundo, deixando-o confuso. Agora inquieto, questionava sua consciência de modo perturbador: queria respostas; queria saber se poderia ter trilhado outros caminhos; queria saber se, caso as coisas tivessem sido diferentes, seu único amor estaria ao seu lado neste momento.
Há anos deixara de pensar nela. Tinha seguido em frente com a sua vida e arrependimento nunca esteve em seu vocabulário. Achava normal seu amor por ela ter se dissipado, da mesma maneira que as pessoas se vestem para sair de casa. Rafael era assim: sem emoção aparente que lhe desse personalidade própria; imutável em relação às pessoas que passavam por sua vida.
Tinha guardado todas suas emoções no lugar mais obscuro de sua alma, mas nada podia as segurar agora. Um turbilhão de lembranças que passava por sua cabeça o quebrou em pedaços, como se fosse uma frágil taça de cristal. Olhava para seu passado como se não tivesse futuro; se arrependia como se pudesse voltar no tempo; chorava o amor perdido como se não fosse amar novamente.
Por mais racional que fosse, Rafael não conseguia se libertar de suas emoções. Percebeu que a batalha tinha sido perdida há muito tempo, e rendeu-se às lembranças que nunca notou que estivessem ali. No horizonte, o sol nascia, banhando seu rosto com a mais pura das luzes: a luz da impermanência, que lhe dava forças para aceitar o que já passou, e coragem para as mudanças que estão por vir.
"Eu sei onde voce se esconde sozinha no seu carro Sei todas as coisas que fazem voce ser quem é Eu sei que adeus nao signica nada Volta e me pede que a segure toda vez que ela cair" She Will Be Loved, Maroon 5
Bom, meu nome é Flavio, tenho 37 anos, tenho um bom emprego e sou casado com a melhor mulher que eu poderia imaginar nesse mundo. Mas hoje eu vim aqui pra contar como tudo aconteceu entre nós, minha mulher e eu, que somos muito felizes por sinal. Foi em um final de tarde, metro lotado, estava saindo do meu trabalho, cansado só pensava em chegar e me deitar, quando me deparo com uma mulher que sem querer bate em mim, ela me pareceu perturbada sem saber o que dizer ficava me olhando como se quisesse algo mas nao sabia como falar ou perguntar, entao me apresentei perguntei se ela queria ajuda, ela disse que sim, perguntou se eu nao aceitava tomar um café com ela, em uma cafeteria ali perto, eu achando aquilo tudo meio estranho a mulher meio confusa, decidi aceitar. Fomos ate a cafeteria, ela muito falante, conversava sobre diversos assuntos, muito simpática, gostei muito dela. Depois de cafés e conversas até altas horas, ela decidiu me chamar pra sair, eu fiquei surpreso eu sou muito timido e nao tenho muito jeito com as mulheres, so que estava tao feliz por conversar com ela que resolvi aceitar. No trabalho eu so pensava nela, saimos algumas vezes, mas era ela sempre que me chamava até porque eu nem tinha o numero dela. Entre saidas e conversar com ela, eu percebi que estava cada vez mais apegado a ela e me apaixonando muito, nao parava de pensar nela, de querer ver ela. Até que um dia, me chamaram para uma entrevista de emprego, eu ia ser promovido, mas quando eu cheguei la me deparo com ela, bebendo no bar que eu ia realizar minha entrevista, ela ja estava um pouco bebada chegou falando com o meu chefe, oferecendo bebida pra ele, tomou várias doses de bebida, falou besteiras e acabou destruindo minha chance de subir profissionalmente, no final tive que levar ela para casa bebeda carregada em meus braços. Depois disso fiquei muito pensativo sobre o que eu deveria fazer em relaçao ao nosso namoro, ou ao nosso romance, pois nao estavamos namorando de fato, entao precisava saber o que ia fazer com nos dois, com nossa historia. Resolvi me encontrar com meus amigos para perguntar o que eles achavam dela, eles me falaram tudo de pior que eu poderia imaginar, me disseram que ela nao era pra mim, que estava arruinando minha carreira, que estava estragando minha vida e meus planos e que ela nao passava de uma maniaca, eu sabia de tudo o que eles estavam falando mas pensei tudo isso sao as coisas que me fazem precisar deixar ela, só que eu nao posso deixar ela, pois mesmo com tudo isso eu sou apaixonado por essa mulher e ela me completa. Um dia depois disso, ela me liga, dizendo que é para me encontrar com ela no ginásio de enventos de um colégio e levar uma rosa vermelha, eu fiquei meio confuso com esse pedido, mas decidi fazer o que ela me pediu. Chegou o dia, eu levei a rosa que ela pediu, chegando la ela estava tocando piano para umas 20 pessoas era um concerto ela estava linda, com um vestido vermelhor, longo, deixava ela mais radiante do que ela era. Fiquei maravilhado ao ver aquilo e com certeza me apaixonei mais ainda por ela. No dia seguinte, ela me ligou novamente, para sairmos irmos ao parque e que era para eu levar um urso para ela, eu ja estava meio cansado desses pedidos malucos dela, ela era uma mulher maravilhosa, linda, inteligente, estava apaixonado, mas ela tambem tinha os lados ruins dela como ser mandona, estar sempre bebada, parece que para esquecer de algo, querer sempre me mandar tudo que ela pedi, eu estava farto disso, querer sair sempre so quando ela quer e entao quando eu ia dizer pra ela que nao ia ir, nao ia sair com ela porque estava cansado dela mandar em mim, ela desliga e nao deixa nem ao menos eu dizer que nao. Com isso, eu fui ao parque, nos divertimos como sempre, eu levei o urso que ela pediu, resolvi ceder as vontades dela.
Depois desse dia, ficamos uma semana sem se falar, ligava pra ela so que ela nao me atendia, fui ate a casa dela, ninguem estava, assim passou uma semana. No domingo final de noite ela decidi me ligar, falou que queria me encontrar no central park e era pra eu levar uma carta comigo para ela, eu nao estava entendo, achei a voz dela estranha no telefone, tentei saber o que tinha acontecido mas ela nao me respondeu, so falava para eu escrever uma carta. Eu entao escrevi, mas algo estava me dizendo que era uma carta de despedida, de que eu precisava escrever tudo que eu pensava pra ela naquela carta, entao foi o que eu fiz. Na segunda pela tarde, me encontrei com ela, ela nao dizia nada, somente que escreveu uma carta também e que lá haviam coisas escritas que explicariam certas atitudes dela durante todo esse periodo, me falou que nos iamos enterrar a carta em uma capsula e deixar enterrada para abrirmos daqui a 1 ano, eu estava sentindo que aquilo era uma despedida, muito triste eu entao sem saber o que fazer, pedi para ela me explicar o motivo disso e ela somente foi embora dizendo que daqui a 1 ano eu entenderia tudo. Eu cheguei em casa, estava totalmente abalado com aquilo, meus amigos foram na minha casa me disseram que ela estava me ajudando, pois ela era só um problema pra mim, mas eu nao queria pensar em nada, somente nela comigo. Fiquei 6 meses esperando por ela, todos os dias so esperava que chegasse o momento de ir novamente la e ler a carta, meus amigos estavam muito preocupados por eu ficar somente pensando nela sem viver minha vida e entao fizeram um acordo comigo de me apresentar 6 gurias por 6 meses, o restante que faltava para chegar o dia do encontro com ela novamente, eu topei me encontrei com 6 gurias durante 6 meses, mas nenhuma delas me fez sorrir como eu sorria com a Kate, nenhuma delas me fez ficar feliz como eu ficava. Passou entao 1 ano e havia chego o dia, o encontro, eu estava mais perdido do que qualquer outra pessoa no mundo cheguei la, antes do horario, esperei, esperei, esperei, passou o horario que tinhamos combinado e nada dela, decidi abrir a carta e ler sozinho mesmo, na carta dizia o seguinte:
Oi Flavio, acredito que vocë tenha se perguntado muito a respeito do assunto que estaria aqui, eu confesso que meu desejo é estar ai, lendo com vocë, mas se eu nao estiver saiba que é porque nao consegui eu resolvi esperar um ano para ver se eu conseguia me recuperar do meu sofrimento, para ver se eu realmente ia conseguir te amar como tu merece, entao a prova disso, vai ser se eu estiver lendo com voce, se eu nao aparecer saiba que nao é porque eu nao quis, mas sim por nao ter forçar. Vou lhe contar porque fiz tudo aquilo enquanto estavamos juntos, meu marido morreu, 1 mes antes de eu te conhecer, eu amava ele demais, a perda dele pra mim, foi a pior coisa que eu ja passei nós tinhamos uma casa, iamos construir nosso futuro juntos e do nada ele morre me deixa, eu estava confusa, perdida, mas quando vi voce naquele metro, eu vi meu marido, voce é muito parecido com ele, decidi entao ir ate voce e tentar tirar minha dor atraves de ti, te chamei pra sair, ri contigo, fiz como se meu marido ainda estivesse la, minhas bebedeiras, eram porque eu ficava muito triste e precisava tirar minha dor em outra coisa, o motivo de eu te mandar ir ao meu concerto com uma rosa, era porque meu marido fez a mesma coisa, o motivo de eu te empurrar naquele lago e depois salvar tua vida, foi porque meu marido morreu daquele jeito. Bom, todas as coisas que nao tinham sentido pra ti, eram porque eu queria fazer tudo que eu fiz com meu marido, eu achava que estaria suprindo a dor se fizesse isso, mas naquela semana que fiquei longe, percebi que eu estava me apaixonando por ti, mas nao era isso que eu imaginava eu estava cada vez mais perto de ti, dos teus gostos, de como tu era, e nao de como meu marido era, e fui percebendo que eu nao podia te usar para esquecer minhas dores fazendo os mesmos programas que fiz com meus marido, eu precisa de ti, nao dele mais, mas eu fiquei com medo, de te perder igual perdi ele, entao resolvi te deixar durante 1 ano e ver se eu me recuperava sozinha dessa dor. A prova disso seria se eu fosse ai. Se eu nao estiver siga sua vida, seja feliz! Com carinho, Kate
Apos ler tudo isso, eu estava sem reaçao, chorei por um tempo, lendo aquilo tudo, mas percebi que se ela nao estava ali é porque nao queria mais me ver, nao estava preparada. Fiquei pensativo por um tempo, parece que depois de saber de tudo isso, as coisas ficaram mais obvias na minha cabeça, mas mesmo assim eu ainda nao entendia ela. Passou um mes, minha vida nada tinha mudado, eu apenas seguia ela normalmente, saia com algumas mulheres, nenhuma que me deixasse como fiquei por ela, mas eu sabia que devia esquecer Kate da minha cabeça. Em um dia normal, eu saindo do meu trabalho, recebo uma ligaçao, era de uma amiga minha que ano passado havia dito para eu me encontrar com uma amiga dela que ela tinha para me apresentar, mas que no dia a amiga desistiu, eu como precisava sair, resolvi ir ate o encontro. Chegando la, me reparo com Kate, sentada na mesa com a minha amiga, por um segundo eu nao acreditei que isso estava acontecendo depois de 1 ano e 1 mes sem ver ela e achando que jamais iria a encontrar, saber que ano passado ja era pra termos nos encontrado, eu fiquei mais surpreso do nunca, Kate se virou pra mim e abriu um sorriso, me abraçou e disse que no dia seguinte que haviamos combinado para ir la abrir a carta, ela foi, encontrou um senhor que disse pra ela que a pessoa que ela tinha marcado o encontro tinha ido la, mas que ela nao foi, e entao ele desistiu, ela me contou que ficou muito triste e pensou que o destino fosse a gente nao ficar junto, mas quando ela me viu la, acreditou que o destino nunca falha. Entao, essa foi minha historia com minha mulher, Kate que hoje estamos casados a 4 anos, somos muito felizes juntos e agradeço a cada dia por ter conhecido ela e pelo destino ter nos juntado. Sempre acredite no seu destino, ele sempre vai dar um jeito de fazer voce seguir o seu caminho, mas saiba voce tem que ajudar para isso acontecer, ele nao faz tudo sozinho.
“Ela vai mudar, Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou Vai ficar feliz de ver que ele também mudou Pelo jeito não descarta uma nova paixão Mas espera que ele ligue a qualquer hora...”. (Mesmo que Mude do Bidê ou Balde)
Bianca era uma menina encantadora, sempre sorridente e cheia de amigos. Acabará de completar 15 anos, o sonho de toda a menina, finalmente virava mulher. Morava a menos de dois anos em São Paulo, e foi nessa cidade tão movimentada que conheceu Henrique.
Henrique era totalmente diferente de Bianca, era fechado e tinha poucos amigos, arrumava briga quase todos os dias no colégio e eram poucos que não tinham medo dele. A única coisa que fazia Henrique se sentir especial era Bianca, que estava sempre alegre. Eles se conheceram quando Bianca se mudou, Henrique morava na casa ao lado da dela, a princípio, ela também teve um pouco de medo dele, mas depois percebeu que aquela marra de Henrique era só fachada para esconder os problemas, que eram muitos.
Os dois primeiros anos juntos foram maravilhosos, Henrique conseguiu enfrentar o problema de ter que morar sozinho, pois sua mãe havia morrido pouco antes de Bianca aparecer. Bianca não podia querer outra coisa, tinha um namorado que faria tudo por ela e pais que a apoiavam em tudo. Passaram-se alguns meses, e Henrique se mostrava cada vez mais fechado, havia conhecido novas pessoas e agora Bianca já não era mais sua prioridade.
Certo dia, Bianca estava voltando do colégio quando algo chamou sua atenção: era Henrique deitado no chão como se estivesse morto. Bianca se assustou e logo saiu correndo em direção ao namorado, estava com medo que ele estivesse inconsciente ou até que tivesse morto. Ela rapidamente ligou para a emergência e, em menos de uma hora, socorreram Henrique e foi constatado que ele havia sofrido uma overdose causada pelo uso excessivo de drogas, Bianca não acreditou, achou até que outras pessoas podiam ter drogado Henrique, mas sabia que ele nunca faria isso com ela. Na verdade, Bianca tinha medo, pois Henrique andava agressivo a mais de um ano, e com todos os problemas, ela nunca teve tempo para perguntar o que estava acontecendo.
Henrique acordou no dia seguinte ao ocorrido, e quando abriu os olhos viu Bianca e logo sorriu, mas ela não estava alegre, queria que Henrique se explicasse ou tudo acabaria ali mesmo. Ele então disse para ela toda a verdade: a menos de um ano tinha conhecido Daniel, um famoso traficante de São Paulo, que o convidou para vender drogas com ele, como era um dinheiro fácil, Henrique aceitou sem hesitar, pois queria muito dar uma vida melhor para Bianca. Ela infelizmente não pensava como ele, depois de escutar a história de Henrique, várias coisas passaram na sua cabeça e ela foi embora sem ao menos se despedir. (...)
Já havia se passado um ano, e mesmo morando ao lado de Henrique, Bianca nunca mais o viu. Ela sabia que ele não tinha largado o vicio, mesmo assim ainda o amava. Agora o medo e a saudade de Henrique eram grandes e ela faria de tudo para tentar se livrar desses sentimentos. Assim como ele, Bianca também conheceu novas pessoas, e já havia se envolvido com um novo garoto, Juliano, mas sabia que quando visse Henrique sentiria vergonha por ter feito isso com ele. Juliano era bem parecido com Bianca, estudavam na mesma escola e eram colegas, ele tinha 16 anos e também havia se mudado a pouco tempo para São Paulo, ao contrário de Henrique, Juliano era bem cavalheiro e era amigo de todos no colégio. Bianca não podia negar, Juliano era encantador e com o tempo ela foi cedendo a esse encanto.
Nove meses ao lado de Juliano e Bianca não conseguia tirar Henrique da cabeça, cruzou com ele na rua umas duas ou três vezes e ele parecia mudado, não parecia tão agressivo como antes. Bianca sabia que Henrique tinha seu telefone, assim como ela também tinha o dele, e a vontade que ela tinha era de ligar só pra perguntar se estava tudo bem, se ele sentia saudade e dizer que nunca tinha o esquecido, mas o medo da rejeição e a presença de Juliano nunca a deixaram fazer isso.
Na cabeça de Henrique, a culpa de tudo isso era dele, e ele fazia questão de passar por ela e mostrar que estava bem, mas na verdade não dormia a dias. Os problemas dele só aumentaram, tinha contas a pagar, mal ia ao colégio e devia muito dinheiro a Daniel, que já o cobrava a meses. Havia se tornado viciado em crack sem ao menos perceber, começou apenas vendendo para conseguir um trabalho extra, mas logo Daniel ofereceu um pouco da droga para que Henrique provasse, como ele achou que nada aconteceria, ele experimentou e em menos de um mês já não conseguia ficar sem aquilo. Sabia que se tivesse Bianca do seu lado, nada disso estaria acontecendo. No dia em que viu Bianca com Juliano, e percebeu como ele a tratava mal quando estavam namorando, viu o jeito com que Juliano olhava para ela e viu também o quanto ela estava feliz ao lado de Juliano. Ele mal conseguia olhar para ela, tinha medo de que ela nem se lembrasse quem ele era, tentou acenar umas duas vezes e ela até chegou a olhar, mas depois desviou. Fazia dois dias que ele pensava em ligar para ela e dizer que não aguentava mais ficar longe dela, mas depois desse acontecimento, ele preferiu tentar tirar isso da cabeça o mais rápido possível.
E foi numa noite de domingo que Bianca decidiu que não podia mais esperar, queria Henrique, pois já não aguentava mais mentir para Juliano, que estava cada vez mais apaixonado por ela. Então ela pegou o celular e do fundo de uma gaveta tirou um papelzinho amassado com vários corações, onde estava escrito “amor, me liga 4534-4324”, ela tomou coragem e discou o número, mas o celular de Henrique estava na caixa postal. Bianca decidiu ir até a casa dele, pois como já era tarde, ele devia estar dormindo. Quando chegou até lá chamou por ele, mas ninguém atendeu, ela sabia onde ficava uma chave reserva, bem atrás da bananeira que a mãe dele havia plantado antes de morrer, então foi até a árvore e pegou a chave, quando entrou, tudo estava bagunçado como se Henrique tivesse ido embora. Em cima da bancada da cozinha havia um bilhete que dizia “09h30min na praça, com o dinheiro Ass. Daniel”, Bianca logo percebeu que algo tinha acontecido com Henrique e entrou em desespero, voltou para casa e conseguiu acordar a sua mãe, que a levou até a Praça da Sé aonde foi marcado o encontro de Daniel e Henrique.
Chegando lá encontrou tudo que não queria ver, Daniel sendo preso e Henrique baleado no chão. Saiu correndo em direção ao corpo, mas antes que chegasse lá ele foi tapado com um pano branco. Bianca não conseguiu acreditar, Henrique não podia estar morto, ele sempre esteve ali e ela preferiu ignorar e sabia que se tivesse ficado ao lado dele, talvez esse problema tivesse sido resolvido e agora eles estariam juntos. Ela não pode nem chegar perto do corpo e a única coisa que a consolava no momento era o abraço forte de sua mãe, olhava aquela cena horrível e pensava em tudo de boa que tinha vivido ao lado dele, e também no tempo que perdeu ao lado de Juliano.
Voltou para casa, ainda sem acreditar no ocorrido, ligou para Juliano e disse que precisava conversar. Quando ele chegou a casa dela, ela contou toda a sua história com Henrique e também contou da morte dele, Juliano se espantou, mas entendeu o que Bianca sentia e prometeu que eles seriam apenas amigos a partir de agora.
Às 10 e meia do dia seguinte era o enterro de Henrique, Bianca não conseguia nem se levantar da cama, chorou muito no dia anterior, mas pensou que seria a última vez que veria Henrique, então se arrumou e foi com seus pais até o cemitério. Chegando lá se aproximou de Henrique, que parecia estar dormindo dentro daquele caixão, e ela sorriu olhando para ele, como sempre fazia quando estava ao seu lado, e dentro do bolso de Henrique deixou um bilhete escrito “é sempre amor mesmo que acabe”. Depois, outras pessoas chegaram perto do caixão, e quando chegou a hora de fechá-lo Bianca não parecia tão triste como antes. Enquanto acompanhavam o caixão só uma coisa passava na cabeça de Bianca: já era muito tarde para ligar.
"No fundo do oceano, morto e rejeitado, Onde a inocência arde... Em chamas A muitas milhas de casa, estou andando em frente Congelado até os ossos, estou" (Iron - Woodkid)
-Fico pensando, quando tudo era mais tranquilo, quando não estava a beira da morte -Disse Derek. -Sinto falta de minha esposa, dos meu filhos, tenho medo de que eles achem que eu já não irei mais voltar para casa. -Tenha calma Derek! -Gritou Igor. -Vamos sair daqui com vida, isso eu te garanto! Também estou com medo, se permanecermos juntos teremos mais chance de sobreviver!
Derek haviam sido convocado para a guerra, entre seu país e o país vizinho que havia tomado já vários territórios. Em seu batalhão conheceu Igor, um cara jovem de dezenove anos, ambos eram apelas soldados comuns e tinham medo dessa enorme guerra que já perdura a três anos. No vigésimo sétimo dia desde a entrada de seu batalhão na guerra, Derek, Igor e mais treze homens focam convocados para missão: sabotar uma base de suprimentos inimigo.
Derek, Igor e a equipe foram por um avião militar até a base. Todos teriam de saltar de paraquedas e se encontrar em um determinado local, para seguirem com a missão. Todos saltaram, e na decida quatro homens acabaram sendo mortos pelos morteiros inimigos. Já alertados, reforçaram a defesa do local. O restante da equipe conseguiu chegar no local, já poderiam seguir com a missão, avançaram até a base e conseguiram se infiltrar pela rede de esgotos do local, seguiram até sair em um beco. No beco um dos homens da equipe se descuidou e acabou dando um tiro com sua “Lee-Enfield” e foram descobertos. Houve então um massacre, cerca de quarenta soldados inimigos apareceram e fuzilaram a equipe. Derek e Igor conseguiram fugir, entrando no prédio ao lado pela escada que havia no beco no momento exato que eles foram descobertos.
Os dois ficaram abalados, morrendo de medo e já não sabiam mais o que fazer. Não sabiam se continuavam aquela missão ou tentassem sair de lá com vida. Eles decidem sair de lá de qualquer jeito, e depois disso fugir da guerra, entraram em uma sala que parecia um escritório, trancaram as portas com o que tinha na sala e escalaram o prédio pela janela. Foram avistados pelos soldados, porém eles não pararam, correram por todo o telhado do prédio prenderam as cordas de seus equipamento na chaminé e desceram pelo outro lado da base. Correram o mais rápido possível, com medo de olhar para trás, quando sem perceber Igor pisa em uma mina e os dois acabam morrendo.
“Devia ter amado mais Ter chorado mais Ter visto o sol nascer Devia ter arriscado mais E até errado mais Ter feito o que eu queria fazer...” (Epitáfio - Titãs)
Um homem de semblante muito sério, cabelos grisalhos e um olhar intrigado e desgastado está deitado na cama, visivelmente doente. Seu quarto esbanja um luxo desnecessário. Aparenta ter 50 anos, talvez um pouco menos, seu rosto apresenta uma expressão de cansaço – talvez em função do que a doença o fez passar. O senhor que repousa, sobre uma enorme e confortável cama, se chama Ruan Román, um renomado advogado. Román luta contra um câncer que descobriu há alguns anos, mas nada do que tentara o ajudou. Em sua cama, sem ter o que fazer, pensa em uma frase que ouvira algumas vezes durante a sua vida: “Antes de morrermos um filme sobre a nossa vida passa em nossa mente”. A partir dessa expressão Román começa uma reflexão sobre, não só sobre a sua vida, mas sobre tudo que a envolve. O sentido de viver, o legado que deseja deixar. Inicia então a lembrar de sua infância, muito humilde,por sinal, no interior do Rio Grande do Sul. Sua mãe, Dona Rosa, o criou sozinho – não chegou a conhecer seu pai. Enquanto criança nunca usufruiu de qualquer tipo de luxo, mas sua mãe nunca deixou que lhe faltasse o necessário. Deixa então sua cidade e Dona Rosa para trás prometendo melhorar a sua condição para voltar e ajuda-la. Partiu rumo a Porto Alegre para cursar a faculdade de direito, decidido a mudar sua própria vida. Alguns anos mais tarde ele consegue se formar, porém antes que sua mãe pudesse ver o que conquistara. O advogado se orgulha muito do que conquistou. Mas há uma coisa que o deixa intrigado, e de certa forma o entristece: Ele não cultivou grandes amizades, e por mais que tente se esforçar não consegue lembrar o nome de algum colega da universidade. Vivenciou inúmeras paixões, e não sabe ao certo por que nenhuma deu certo. A única conclusão plausível a que conseguiu chegar é que talvez nunca tenha dado prioridade a qualquer relação, ao contrário do que faz com o seu trabalho. Nem mesmo todo o dinheiro que conquistou pudera resolver o seu problema de saúde. Não há o que fazer. Ele reflete sobre tudo o que experimentou da vida, e pensa “será que tudo isso valeu a pena?”. Román imagina como seria se o trabalho não fosse prioridade, ou se tivesse encontrado alguém para partilhar o que conquistou. Pensa que morrer na companhia de uma enfermeira que não conhece bem, não é uma morte digna. Deitado em sua cama – uma das poucas coisas que o conforta – ele espera a morte chegar para acabar com essa monotonia, pensando como seria se trilhasse caminhos diferentes, se arriscado mais, amado mais, ter feito o que queria fazer.
“Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega pra ficar Tem gente que vai pra nunca mais Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai e quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar E assim, chegar e partir” (Encontros e Despedidas – Maria Rita)
Estavam os dois lá, sentados, quietos, ela com os olhos cheios de lágrimas e ele sério, com os braços ao redor dos ombros dela. Estavam com as duas malas gigantes e uma bolsa em suas frentes, observando as chegadas e partidas, os abraços apertados e choros de pessoas se despedindo, e os sorrisos de outras chegando; esperavam pelo trem que iria separá-los.
Os dois moravam na França, namoravam há 6 anos já, e ela estava indo viajar, conhecer outros lugares e estudar; sua viagem começaria por Londres, onde nunca tinha estado e sempre quis ir, pois adorava tudo lá: as pessoas, os lugares, e até mesmo o clima nublado que lá predomina. Assim que contou para ele que estava com data marcada para viajar, ele não aceitou, disse que ela tinha que ficar com ele, que não podia fazer isso e que ele era totalmente contra. Mas, com o tempo e depois de inúmeras brigas, ele foi aceitando o fato de que era isso que ela queria e que nada nem ninguém iria convencê-la do contrário.
O trem chegara, e já era hora de partir. Ambos se levantaram, e nessa hora as lágrimas já escorriam pelo rosto dos dois; ficaram parados por alguns segundos, olhando um para o outro, e se abraçaram e se beijaram como se nunca mais fossem se ver. Fizeram juras de amor, prometendo nunca esquecerem um do outro, e que quando ela estivesse pronta para voltar, iria procurá-lo e, então, pensariam juntos em como se resolveriam. Ela prometeu escrever sempre que possível, sempre que parasse em algum lugar novo. Ele prometeu amá-la para sempre.
Ela foi em direção ao trem e, a cada passo que dava, parava e olhava para trás para que pudesse ter uma última imagem dele e daqueles olhos lindos que a encantaram anos atrás. Ele também não tirava os olhos dela, ficava pensando em como amava ela, em como não saberia como iria viver sem ela daqui pra frente. Enfim, ela entrou no trem e ele a perdeu de vista; ainda ficou alguns minutos parado, em pé, pensando no futuro, se eles iriam se reencontrar logo ou se ainda iria demorar anos, ou, até mesmo, se nunca mais iriam se ver; ficou vendo as pessoas indo e vindo na estação, sorrindo e chorando, apressadas e caminhando lentamente como se não quisessem ir embora. Finalmente o trem partiu, separando-os, deixando os dois pensando se, um dia, quem sabe, ainda iriam se ver.
“Fiz tudo ao meu tempo, me apressei A escolha foi minha, eu não pensei direito Estou muito deprimido pra continuar Você vai se arrepender quando eu não estiver aqui”
(Adam's Song, Blink 182)
Nos dias mais claros, nas tardes mais chuvosas, no mundo onde o futebol não era o que tudo o que pensava. Hoje eu me encontro aqui, triste por ter tido uma chance e jogado ela fora. Futebol era a minha vida, mas tudo se foi naquele jogo... Onde tudo poderia dar certo, onde qualquer atitude mudaria o meu futuro... Eu falhei. Deixe-me contar o que aconteceu. Eu tinha 16 anos, era um adolescente muito tímido. Os únicos que falavam comigo eram alguns que achavam que eu tinha algum futuro, além da minha família, que sempre me apoiou desde o começo. Enfim, eu estava indo para o meu primeiro treino lá no Inter. Isso mesmo! Estava no Inter! O nervosismo que eu estava sentindo era sem comparação, nunca tinha ficado assim na vida, se eu errasse ali, era uma oportunidade perdida. Peguei a lotação. Sempre achei que Porto Alegre ficava mais bonita quando estava nervoso, engraçado, vai que é doença. Chegando no CT, achei alguns conhecidos, alguns bons amigos, até que o nervosismo foi me esquecendo, porém ele voltou intensamente quando eu vi o treinador. Parecia um sujeito que fazia o mal porque gostava de ver os outros sofrerem, se tinha alguém que me metia medo, era ele. Tentei não dar muita atenção ao sujeito, tentei logo mostrar o porquê de terem me colocado lá, acabei fazendo o treino da minha vida, fui tão bem que o técnico do time principal, que estava na casamata, me chamou e disse: “Ei guri! O Cleidnélson tá machucado e nós estávamos precisando de um camisa 10 imediato, o que tu acha de treinar com o time principal amanhã?” Mal conseguia respirar, parecia sonho se tornando realidade. Aceitei na hora o convite e no próximo dia já estaria jogando com todas aquelas estrelas que via na TV, desde Dionilson até Ekleison, não podia acreditar.
Chegando em casa, falei para todos que estavam lá o que havia acontecido em meu primeiro treino no CT, eles não podiam esconder a felicidade, mas mostraram preocupação, e com razão, se eu estava nervoso antes de um treino normal, imagina quando eu treinar com o time principal. Tentava manter distância desse pensamento, mas não consegui dormir. Logo ao amanhecer percebi que aquele seria o meu dia, tinha achado uma nota de 50 reais no chão -se aquilo não era sorte, eu não sei mais o que era. Eram umas 2h da tarde, hora de pegar a lotação para ir ao treino. Cheguei no local e parecia que eu tinha feito um gol de final de Copa do Mundo (o da vitória), eram tantos jornalistas, tantos comentaristas, tantas pessoas da imprensa que eu não conseguia caminhar. Todos perguntavam o mesmo: “Quem é você?”. Preferi não responder naquela hora, responderia na bola, logo ali no gramado. Cheguei no técnico e me apresentei, ele logo me deu a camisa 10, disse que eu jogaria do lado de Ekleison no jogo de domingo contra o Cruzeiro de Porto Alegre. Pra mim tanto fazia o adversário, estava feliz apenas por estar ali. No treino, fiz outra apresentação de gala, respondia aos céticos a minha escolha, porém, no meio do treino, acabei brigando com Ekleison e eu sabia que, por conta dessa briga, iria ser sabotado dentro do elenco. Era domingo, dia do primeiro e último jogo meu pelos profissionais do Inter. Antes do jogo falei com Ekleison, pedi desculpas, eu não era o tipo de cara que ficava de birra com os outros, era mais daqueles que apartava brigas, um cara da paz. Não me respondeu nada, virou a cara para o campo, só vi que estava mal-humorado. Não dei muita bola, mas devia, a sabotagem que eu estava prevendo não demorou muito para acontecer. Até que eles eram criativos, não me passavam a bola, e quando passavam, tinham a certeza de que eu faria alguma besteira. Sempre davam um jeito de me colocar nas situações mais complicadas. Eu não poderia ter ido pior naquele jogo, perdemos, fomos massacrados, e o principal culpado, agora odiado por todos, era eu. A depressão não demorou para aparecer. O futebol, agora, é passado para mim. Eu sei que tinha o potencial para ser um grande jogador, e por causa de um só jogador, fui totalmente excluído do mundo da bola. Estou escrevendo este texto como forma de consolar a minha pessoa, encontrei na escrita um modo de controlar toda a tristeza que está dentro de mim, anda funcionando, apesar de eu preferir estar dentro de campo com as mesmas pessoas que me tiraram de lá. O Inter acabou perdendo aquele campeonato. Tenho certeza de que eles se arrependeram de terem me deixado para trás. Eu faria tudo por eles.
"Quem um dia irá dizer que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão?"
(Eduardo e Mônica - Legião Urbana)
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram. Já eram sete horas da manhã, e ele estava atrasado para sua aula. Em outra parte da cidade, estava Mônica, num bar, tomando um conhaque, sem se preocupar com outros compromissos. Mais tarde, quando Eduardo foi para seu cursinho, pois estava no ultimo ano do ensino médio, seu amigo o convidou para uma festa naquela mesma noite, falando que tinha uma festa legal, e queriam se divertir. Lá, Eduardo encontrou Mônica, os dois conversaram muito e foram se conhecendo, mas a festa estava muito estranha. Eduardo já não aguentava beber e estava atrasado para chegar em casa, pois já eram quase duas horas da manhã. Os dois trocaram telefone, e após um tempo, decidiram se encontrar. O Eduardo sugeriu para se encontrarem numa lanchonete perto da casa dele, mas a Mônica queria ir ver o filme do Godard. Então os dois decidiram se encontrar no parque da cidade, que ficaria no meio do caminho para os dois. Eles eram muito diferentes. Mônica era uma mulher mais alternativa, falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação. E gostava do Bandeira, do Bauhaus, de Van Gogh e dos Mutantes. Já Eduardo ainda era aquele garotinho que jogava futebol de botão com seu avô, e fazia aulas de inglês. Mesmo com tudo diferente, os dois se davam muito bem. Começaram a se ver todos os dias e a vontade de um pelo outro crescia cada vez mais. Eduardo e Mônica fizeram muitas coisas juntos, como natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar. Por serem muito diferentes, aprendiam muitas coisas. A Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar. O tempo passou, Eduardo aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer, e decidiu trabalhar. Enquanto isso, Mônica terminava a faculdade. Ela se formou no mesmo mês que ele passou no vestibular. Os dois comemoraram juntos, e também brigaram juntos, como qualquer outro casal. Todo mundo dizia que eles se completavam, que nem feijão com arroz. Logo após isso, decidiram morar juntos, construíram uma casa e tiveram gêmeos. A vida dos dois era difícil, tiveram que batalhar muito para conseguir dinheiro para se sustentar, foi a parte mais difícil de suas vidas. Decidiram voltar para Brasília e seguiram suas vidas, com altos e baixos, mas sempre enfrentando tudo juntos, mesmo com todas suas diferenças. Mas quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
“Embora machuque serei o primeiro a dizer Que eu estava errado Oooh sei que eu provavelmente estou muito atrasado Em tentar me desculpar por meus erros Mas só quero que você saiba
espero que ele te compre flores espero que ele segure sua mão Te dê todas as horas dele Quando ele tiver a chance Leve você a todas as festas Porque me lembro o quanto Você amava dançar Faça todas as coisas que eu deveria ter feito Quando eu era seu homem Faça todas as coisas que eu deveria ter feito Quando eu era seu homem.”
(Bruno Mars – When I was your man)
“Carta 37: Eu sei que talvez essa seja só mais uma carta que você não vai responder, mas, honestamente, eu espero que não seja. Já faz mais de um ano desde que tudo acabou, Ana, eu sei que a culpa é minha, sei que eu fui um idiota durante a maior parte do tempo, mas eu mudei. Desta vez eu estou falando sério. Por favor, uma resposta é só o que eu te peço, o que eu te suplico! Eu prometo que paro de lhe escrever se me der uma resposta a isso, preciso saber se você ainda me vê como a pessoa de antes, então, por favor, não devolva essa carta como fizestes com as outras trinta e seis. Te amo. Com todo o amor do mundo, Arthur.”
Ana releu a carta cerca de dez vezes antes de sequer pensar em como a respondê-la. Era um assunto que estava se repetindo pela trigésima sétima vez, no período de apenas um ano, desde que o romance dos dois teve seu fim. Esta carta, diferentemente das anteriores, era extremamente curta e decisiva, o que fez seu conteúdo mexer com as emoções e o coração de Ana. Seu novo namorado, Marcos, não se chocou quando descobriu que Arthur a havia procurado. Ele sabia o quão especial sua namorada era e não estava disposto a deixá-la. Apesar de ter certa segurança em relação ao seu relacionamento, ele conseguiu perceber o quão abalada Ana ficou, logo, sugeriu que ela respondesse a carta, como um meio de dizer que tudo realmente acabou e zerar a possibilidade de um reencontro. Dentro destas circunstâncias, Ana se encontrava em um café, no centro, longe de seu atual namorado, sozinha com a carta do homem que machucou tanto seu coração. Ela decidiu por escrever uma resposta, mas não conseguia pensar em quase nada. Ana escrevia palavras aleatórias em um pedaço de papel, e ao escrever apagava-as imediatamente. A única palavra restante foi “acabou”. Por fim, desistiu de escrever racionalmente palavra por palavra e deixou-se levar por seus sentimentos e dúvidas.
Ao receber uma carta com o endereço de Ana, Arthur animou-se e desejou ser uma carta de reconciliação, porém ao ler seu conteúdo, derramou-se em lágrimas.
“Alguma vez você se colocou no meu lugar? Já se perguntou como eu me sentia quando recebia suas mensagens apaixonadas, sabendo que não era a única? O meu grande consolo é saber que um temporal não dura para sempre e o amor também não. Arthur, amor não é um costume, algo para se agarrar quando se esta solitário, e muito menos uma palavra bonita para se dizer. Ele é uma coisa simples e feliz, que acontece apesar de nós. Ana” Agora já não adiantava espernear, insistir, implorar. Ele a perdera. A verdade é que Arthur se importava muito com Ana, mas não tanto como achava e nem tão pouco quanto Ana pensava.
Semanas se passaram sem nenhuma noticia de Arthur, ele finalmente havia desistido. Ana não conseguia fingir que a insatisfação não tomava conta do seu ser e, consequentemente, Marcos, seu namorado, percebeu que as cartas de Arthur haviam desencadeado algo profundo nas emoções de Ana. Andando pelas ruas de seu bairro, com Ana. Marcos perguntou, casualmente: -Ele não enviou mais nada? -Não. Respondeu Ana, claramente incomodada com o assunto. -Você poderia pelo menos fingir que ele não é mais importante3 na sua vida. -Eu cansei de fingir marcos. Cansei de tudo pra falar a verdade.
Os dois param na beirada da calçada, e Marcos tenta abraçar Ana. Ela não retribui seu gesto e, ao contrário, o empurra para longe. -Marcos, eu não consigo mais fingir tudo isso. Eu gosto muito de você, mas de que adianta gostar sem saber gostar nem de mim mesma? Eu estou cansada de só estar feliz quando você esta feliz, francamente, não gosto disso, e estou cansada. -Eu achava que você me amasse, era o que você dizia. -Eu não sei amar ninguém, ainda não. Eu tenho que primeiro aprender a amar a mim mesma, a acordar todo dia de manhã por mim e por mais ninguém! Sinto muito, mas não podemos mais continuar com isso. -Então acabou? -Sim, acabou. Ao voltar para casa, nada era igual, todas as relações de Ana não haviam funcionado e mais um estava ali, a arrumar suas coisas e ser colocado para a rua por ela.
Houve apenas uma última carta de Arthur, que, agora, não mexia mais com o coração de Ana. A carta era endereçada à Marcos, mas como não haviam condições psicológicas de entregá-la, Ana leu-a.
“Marcos, não escrevo esta ultima carta para causar afronta nenhuma, pelo contrário, quero lhe dizer para não desperdiçar a chance que tens nas mãos. Pessoas assim não se encontra duas vezes na vida, então, leve-a para dançar quando ela quiser, segure a mão dela quando ela estiver com medo, ame-a o máximo que puder, pois ela merece. Com carinho, Arthur.”
Ana se sentiu um tanto insultada ao receber aquilo, mas sabia que deveria responder. Ela sentia-se confiante e pronta para seguir em frente, desde que fechasse este capítulo de sal vida.
“Querido Arthur, não há necessidade em dizer como devo ser tratada, eu mesma consigo sair pra dançar sem precisar de ajuda alheia, eu consigo controlar meus medos e inseguranças, e ninguém no mundo algum dia vai me amar tanto quanto eu. Ana.”
"Outra noite que você Passa e finge que nem vê Não esconde o teu rancor Quer tentar me enlouquecer Quanta coisa a gente faz Depois quer voltar atrás" (Armandinho-Outra noite que se vai)
Sofie sempre foi dessas de amar demais, sentir demais, querer demais, tudo demais. Porém, desta vez, sentia que era diferente, era algo muito mais além de amor, era obsessão... Todos os defeitos de Bernard lhe encantavam, seu jeito de falar enrolado, seu olhar que lhe parecera o mais sincero, seu jeito de andar feito um príncipe. Pra falar a verdade, para Sofie, Bernard era um príncipe. Era o chamado “amor de sua vida”, o final feliz, o “felizes para sempre” que toda a princesa já desejou ter. Seu amado, Bernard, até gostava dela, mas gostava mais de farra, de beber, de sair, de noite. Bernard, porém, sabia enganar do melhor jeito possível e fazê-la acreditar que se amavam na mesma intensidade. Não que Bernard não gostasse de Sofie, gostava, muito, mas sabe aquela história “...Mas é algo que sinto aqui dentro, feito flor que perde o perfume com o tempo...” então, isso definia. O amor de ambos com certeza não eram na mesma intensidade, Bernard já estava cansado, sabia que não servia para relacionamentos sérios, mas tentou,tentou por ela, por ele, pelos dois. Bernard podia dizer que foi amor á primeira vista quando encontrou Sofie, por volta de dois anos atrás, seus olhos negros lhe assustavam, mas era o susto mais belo que podia sentir seus longos cabelos loiros ao vento, expressavam a maior doçura que alguém já pode ter visto tido e sentindo. Os dois juntos eram o tipo de casal perfeito, um conto de fadas, a dama e o vagabundo. – Lembro-me como se fosse ontem de nossas tardes no parque em dias ensolarados, de nossas sessões de filme em noites chuvosas e frias, cobertor, pipoca, filme e nós dois mais nada importava naquele instante. Estendo-me ao falar dele, pois foi uma longa história, pode ser que essa história ainda continue, mas eu me garanto e sei que isso vai demorar, pois desta vez, o buraco foi profundo, a dor foi enorme e recuperar tudo não vai ser uma tarefa fácil, se é que um dia iremos decidir recuperar isso.
Bernard fazia de tudo para ver Sofie sorrir, pois achava seu sorriso lindo, mas também amava lhe ver braba, irritava-a brincando mesmo que Sofie odiasse isso. Apesar de tudo, o que Bernard menos queria era vê-la chorar, por mais que não gostasse na mesma intensidade, sabia que se falasse ou demonstrasse isso para ela, iria ser uma tremenda desilusão. Uma coisa que me esqueci de falar sobre Bernard, é que ele era fraco em relação á garotas, ainda mais na situação em que estava não sabendo ao certo o que sentia mais sobre Sofie. Não sabendo se queria continuar ou, se queria arriscar. Bernard nunca imaginou que Sofie , uma garota que sempre foi tão bobinha e ingênua iria descobrir aquilo, quem dirá, procurar, arriscar, e ver , ao vivo e á cores. Então, Bernard estava traindo-a, talvez fosse por motivos de fraqueza, mas nada explica uma traição, Bernard não tinha mais saída, era admitir sem saber com que cara e com que jeito reagir, pois foi pego no flagra, na hora certa, no lugar certo e no momento certo. Sofie ficou sabendo desta suposta traição á tempos, mas nunca acreditou, pois estava cega de amor, talvez não só cega, mas cega, surda e muda. Até que, na festa do dia 2 de novembro de 2011, do colégio em que estudavam, Sofie descobriu. Ela esperava daquela noite, um das noites mais especiais de sua vida e que iria poder enfim, provar para todos que Bernard não lhe traia coisa nenhuma. Mas para sua surpresa, tristeza, desilusão e ódio (talvez de si mesma, por se deixar levar pelo “papo furado” de Bernard), ao entrar no salão, Sofie se deparou com umas das cenas mais horríveis de sua vida, como se o tempo parasse naquele momento, todos olhavam pra ela como se falassem ao mesmo tempo “eu te avisei”, ver Bernard beijando outros lábios, sentindo outros gostos, para ela, era impossível acreditar, se pôs a chorar. Não sabia o motivo do choro, se era ódio, um ódio imortal da garota por ser tão cara de pau a ponto de beijar seu namorado, ou ódio dele, ódio por tudo que ele foi por tudo que deixou de ser, por todas as mentiras, por toda ilusão, talvez aquele choro seguido de soluços, podia ser de tristeza mesmo, por não ter escutado seus amigos, por ser tão ingênua. Mas só lhe passava uma coisa pela cabeça: á quanto tempo isso já vem acontecendo? Por quê? Como? Quando? – Eu Juro... ju...
Bernard tentava se explicar, até que, foi interrompido com uma forte fala de Sofie, que decidiu levantar-se e falar o que precisava ser dito ali, naquele momento, precisava mostrar-se forte só por um instante. – Você... Eu só não esperava isso de você, não mesmo Bernard. Não me procure, não mais quero desculpas nem “choromelas”, eu já estou triste e decepcionada demais para isso, e estou farta de mentiras. Lamento por você, por desperdiçar amor maior. Mas de uma coisa você pode ter certeza: igual á mim e ao meu amor, você não vai encontrar nunca mais. Nunca! Sofie virou as costas e se foi. Deixando todos pasmos, simplesmente não acreditando que aquilo acontecera. Bernard chorando com seu sentimento de culpa, afinal, bem feito. A menina? Ah, essa nem estava mais ali, já tinha fugido á tempos para escapar de uma briga maior. Desde então, Sofie e Benard nunca mais se falaram, das redes sociais eles desapareceram, seus celulares foram apagados, e as lembranças foram passando pelo tal “processo de esquecimento”, era o necessário. Anos se passaram e Sofie já era uma nova menina, uma mulher, mais madura, mais realista e agora sabia dos perigos que a vida traz, já estava na faculdade, trabalhando e levando sua própria vida e também com um novo relacionamento, com um homem mais maduro, porém, mesmo assim, Sofie não acreditava mais nos contos de fadas e sabia que não iria encontrar um príncipe encantado. Já Bernard, estava levando sua vida do mesmo jeito, estava na faculdade também e trabalhando. Porém, solteiro e o sentimento de culpa ainda lhe pertencia, mais fraco, mas ainda estava ali. Bernard achou o número de Sofie em um casaco. Aquele que tinha usado em seu primeiro encontro com ela, pensou muito e decidiu enfim ligar, chamou, até que Sofie atendeu e com aquele mesmo tom de voz, jeito de falar, disse o tão esperado “Alô? Quem é?” – Alô, sei que não é uma pessoa que você esperava uma ligação, e também nem sei se lembra mais de mim, mas é o Bernard. – Bernard? Ah claro, lembro... Resmungou com o tom de quem realmente não esperava aquilo. – Pois é Bernard, não sei se você lembra de como eu era também, mas aquela garotinha mudou, agora sou uma mulher, e como eu já disse, não quero desculpas nem mais nada que venha de ti. Agora quem diz dane-se sou eu.
"Tava tudo armado esquematizado Pra você ficar comigo Fui ao teu encontro, todo arrumado Nem tinha noção do perigo Você não estava sozinha Levou alguém mas que surpresa Por pouco não perdi a linha Me conquistou, mais que beleza E eu fiquei olhando hipnotizado E até rolou um clima" (Apaixonado pela sua amiga-Gustavo Lins)
Rodrigo era um homem bonito,bem sucedido mas porém solitário,sua vida era dedicada inteiramente ao trabalho.Tinha sofrido uma desilusão amorosa, sua namorada o traio com seu melhor amigo depois disso ele nunca mais se envolve com ninguém. Até que certo dia ele resolveu entrar num site de relacionamento e acabou se envolvendo com uma mulher, que se dizia a procura de um grande amor.Eles passavam horas e horas conversando, Rodrigo chegava do trabalho e ia direto pra frente do computador, conversar com Aline. Passou-se uma semana e eles marcaram de se encontrar em um bar da Lapa, Rodrigo estava ansioso e Aline insegura pois não sabia o que lhe esperava lá e acabou levando sua amiga Ana junto no encontro. Ao chegar em frente ao bar Rodrigo viu duas mulheres sentadas em uma messa, logo percebeu que uma delas era Aline, pois os dois haviam combinado de irem de camisa branca pra se reconhecerem.Mas Rodrigo ficou encantado com a amiga de Aline, ele cumprimentou as duas sentou-se a mesa e não conseguiu disfarçar seu encanto por Ana, passou o tempo todo admirando ela; Aline acabou percebendo e pediu pra ir ao banheiro mas acabou indo embora. Ana e Rodrigo ficaram conversando e não viram o tempo passar,até que Ana percebeu que sua amiga não tinha voltado e que já era de madrugada, Rodrigo disse que a levava em casa, ao sair do carro Rodrigo pediu o numero de Ana e tacou-lhe um beijo.Rodrigo chegou em casa encantado, estava apaixonado pela moça.Ana assim que entrou em casa ligou para amiga e confessou que tinha se apaixonado por Rodrigo, Aline disse pra ela ser feliz e que não era pra ela se preocupa, pois Rodrigo não fazia seu tipo. No outro dia Rodrigo ligou para Ana e os dois combinaram de sair, ficaram um mês saindo direto, até que Ana descobriu que estava gravida, os dois acabaram se casando e descobriram que iam ter filhos gêmeos.
"Todo mal combater Despertar o poder Sua constelação sempre irá te proteger Supera a dor e dá forças pra lutar" (Pegasus Fantasy, versão brasileira, Angra.)
Diz a lenda, que desde os tempos mitológicos, a cada 240 anos, um grupo de cavaleiros é formado para livrar o mundo das forças do mal, esses cavaleiros são treinados desde crianças com o único propósito de serem dignas para vestirem suas armaduras, feitas do pó de estrelas, dando-as um poder inacreditável e uma brilhosidade incrível. Ao todo são 12 armaduras, cada uma representando um signo do zodíaco, esperando desde sempre um jovem capaz de elevar seu cosmo a ponto de poder trajá-las.
Numa pacata e monótona tarde de uma segunda feira na Itália, Draven, um adolescente de 16 anos, teria sua vida mudada para sempre com a visita inesperada de um idoso em sua casa. O idoso tocou a campainha e vagarosamente Draven atendeu a porta:
- O que foi seu velho? Eu te conheço? O que te traz aqui? - Eu vim lhe tornar um cavaleiro, um cavaleiro de Atena, disse o idoso sorridente - Você é louco? Quem é você? Cavaleiro? Atena? - Me dê um momento para explicar melhor, O mundo precisa de você, Atena precisa de você, você tem poderes incríveis... -Saia da minha casa seu velho louco! Chamarei a polícia se você não me obedecer - Disse Draven, interrompendo o calmo senhor.
Nesse momento o velho faz uma proposta a Draven, pedindo um tempo de sua atenção se ele mesmo conseguisse esmigalhar uma rocha com as próprias mãos, Draven rindo e duvidando do velho aceita a proposta e fica totalmente abismado quando vê um paralelepípedo sendo esmigalhado em milhões de pedaços pelas mãos do velho com uma imensa facilidade.
- Co-como você fez isso? É um super herói? Não me machuque, por favor! - Eu não vou te fazer mal meu rapaz, agora cumpra com sua palavra.
Após uma longa conversa entre os dois, foi revelado pelo velho que Atena é a protetora do planeta terra, uma deusa, e a cada 240 anos surgem os cavaleiros, os cavaleiros de Atena, no qual sua fonte imensa de poder vem do cosmo emanado de dentro de seu corpo, um poder que todos os humanos possuem, mas só os cavaleiros o sabem utilizar e o fortalecer, assim os fazendo possuir força sobre-humana.
- Mas porque os cavaleiros são formados de 240 a 240 anos? Proteger a terra de quem? Os policiais não podem resolver isso?- responde Draven, repleto de dúvidas. - Haha, creio que apenas os policiais não poderiam combater o que está por vir meu caro... Logo, Hades, o imperador do inferno, atacará a terra, como faz a cada 240 anos na chamada "A Guerra Santa", e precisamos do último cavaleiro para estármos preparados contra Hades, e esse cavaleiro é você, da constelação de sagitário. - EEEEU???-respondeu Draven indignado- Sou apenas um jovem normal, sem nenhum talento especial! Você deve estar se confundindo! Eu até agora não sei oque é esse cosmo que você tanto falou, e pelo oque eu entendi, ele está ligado totalmente e fonte de poder dos cavaleiros... - Não existe erros meu jovem, a própria Atena, que se encontra na grécia, apontou você como cavaleiro de sagitário... Falando nisso, vamos tirar o resto de suas dúvidas com ela e com os outros cavaleiros- disse o senhor, com uma serenidade invejável
Draven, como era de se esperar, estava desesperado, e replicou dizendo que não poderia ir até a Grécia do nada, sem dar satisfações nenhumas com seus pais, ainda mais com um velho que acabara de conhecer. Ignorando o rapaz, o idoso simplesmente com sua bengala deu uma batida no chão, os fazendo aparecer, do nada, dentro de um grande palácio de mármore, onde em um trono havia uma mulher linda, jovem, cercada de 11 homens trajando enormes e pesadas armaduras douradas
-Bom trabalho Garen, trouxe Draven até nos! - disse a mulher misteriosa sentada no trono. - Só cumpri com o que me foi pedido, senhorita Atena. - Espera ai, como você sabe meu nome? Onde estou? Quem são vocês!? - disse Draven quase desmaiando de medo - Sou Atena, jovem cavaleiro, fique tranquilo, estes senhores o ensinarão tudo o que é necessário, fico feliz de contar com sua presença
Por semanas, Draven, aprendeu sobre como ser um cavaleiro, tendo aulas e ensinamentos com o restante dos cavaleiros, testando sua capacidade física e sua lealdade ao máximo, assim como o fazendo aumentar o poder de seu cosmo. Garen, o velho, o ajudava o teletransportando para sua casa na Itália todos os dias, e o trazendo para a Grécia.
-Enfim, nomeio o novo cavaleiro de sagitário, Draven!- disse Atena após meses de preparação de Draven para se tornar um cavaleiro, uma festa foi realizada e seu nome na história dos cavaleiros mitológicos foi escrita. É só uma questão de tempo até guerra contra Hades começar, porém, podemos dormir tranquilos, sabendo que 12 fiéis e poderosos cavaleiros nos protegerão, assim como ocorreu desde sempre.
“Gostei do seu charme e do seu groove Gostei do jeito como rola com você Gostei do seu papo e do seu perfume Gostei do jeito como eu rolo com você
Sinceramente você pode se abrir comigo Honestamente eu só quero te dizer Que eu acertei o pulo quando te encontrei Acertei o pulo quando te encontrei”
( “ Sinceramente”, CACHORRO GRANDE)
Em um dia de muito sol e calor na cidade de Belo Horizonte, Bernardo, um advogado recém formado tentava atravessar uma avenida muito movimentada, para ir em direção ao seu trabalho. Nos breves minutos que estava parado na sinaleira, começou a observar uma floricultura, admirar a beleza das flores, que estavam do outro lado da rua. A sinaleira e Bernardo atravessou, indo de encontro com as flores para observa-las mais de perto, pois adorava flores. Quando chegou bem próximo delas, uma menina mediana, morena e simpática se aproximou dele. -Oi! Posso te ajudar? – Disse ela- Bernardo pôs os olhos na menina, começando pelos pés e seguindo em direção ao rosto. Bernardo no exato momento que há viu se apaixonou por sua beleza e simpatia. -Oi! – Ele respondeu Bernardo tentava pensar em alguma coisa para falar com a menina, mas sua cabeça não conseguia raciocinar. A única coisa que ele percebeu foi seu crachá, aonde mostrava que o nome dela era Julia. Enquanto Julia esperava a resposta de Bernardo entrou uma outra menina na loja e com isso Julia pediu licença e foi atende-la. Bernardo saiu da loja com uma sensação que não conseguia descrever, como se duas almas que até então andavam sozinhas, agora haviam se encontrado e eram com um encaixe perfeito. O dia todo passou lentamente para Bernardo, todo o tempo que ficou lendo processos e cuidando dos afazeres do escritório pensava em Júlia, na sua beleza, no seu sorriso, na sua voz, no conjunto dela que havia deixado ele encantado. No outro dia então, Bernardo acordou mais cedo e voltou até a floricultura, agora mais arrumado e perfumado do que nunca. Logo que avistou Julia caminhou de encontro há ela. -Bom Dia Júlia! Será que você pode sair pelo menos uns 30minutos para tomar café comigo? - Disse ele rapidamente- -Bom Dia! Posso perguntar para o meu chefe se consigo esses 30 minutos. – Disse Júlia meio insegura em relação ao que deveria fazer, mas algo nela dizia que deveria sair com ele. – Então Júlia entrou em uma sala da loja e poucos minutos depois saiu de lá, confirmando assim a proposta de Bernardo. Os dois então saíram da loja e foram até uma padaria que tinha ali perto, sentaram em uma mesa perto da janela, um de frente para o outro. Bernardo estava visivelmente nervoso, mas mesmo assim de primeira deixou explicito para Júlia o que havia sentido. - Júlia, ontem quando atravessei a rua para ver as flores e encontrei você senti algo que nunca tinha sentido por alguém na minha vida, algo muito forte. Sei que não nos conhecemos, mas quero saber cada detalhe da sua vida, cada segredo, mania, sonho, tudo!- Disse Bernardo. – - Bom...não posso dizer que não senti o mesmo, me senti atraída por você também, mas acho que devemos ir com calma. – Disse Júlia meio assustada, mas surpresa positivamente. – Então os dois ficaram conversando por alguns minutos, até que chegou o horário da Júlia voltar para a floricultura. Os dois então na mesma noite acabaram saindo, conversando mais, ficando, e todas as manhãs eles se viam e aquele sentimento de encantamento se renovava. Os dois acabaram descobrindo muitas coisas em comum, gostavam das mesmas bandas, receitas, passeios, muitas coisas em comum. E então os dois que não acreditavam no amor a primeira vista acabaram vivenciando ele e aproveitando totalmente.
“Estátuas e cofres e paredes pintadas Ninguém sabe o que aconteceu. Ela se jogou da janela do quinto andar Nada é fácil de entender.” (Pais e Filhos, Legião Urbana)
Acordou atordoada, sua cabeça fervilhava pensamentos: não sabia se havia sido um sonho ou lembranças do dia passado. Sofia era uma menina de 16 anos que já conhecia as frustrações da vida. Isolada e cabisbaixa, passava seis horas de agonia diárias enquanto estudava. Passou a ser rejeitada desde a infância. Seus pais, os únicos símbolos de motivação e exemplos de confiança sempre deram suporte, porém não percebiam o conflito interno que se passava com a filha. Sofia até dava sinais; no inicio tentava desenrolar um diálogo com a mãe, contando suas dificuldades na escola. De nada ajudou, os conselhos eram sempre os mesmos: “você está passando por uma fase, tudo melhorará no futuro”.
Sofia era uma menina muito talentosa. Fazia arte como ninguém mais. Adorava pintar quadros. Quadros depressivos, porém de uma exuberância sem igual. Voltava da escola e ia para seu quarto, uma espécie de ateliê. Quieta e inquietante como uma rosa num jardim de outono. Refugiava-se da incerteza do amanhã sem sentido. Era seu único meio de realmente libertar suas expressões.
Na multidão sentia-se sozinha. Sozinha sentia-se isolada. O vazio sempre era o mesmo. Como o mundo poderia ser tão cruel? Apesar de conturbada, era uma menina que exigia muito de si mesma. Questionava-se: “como explicar para meus pais que não sou alguém feliz?”. Era comum passar tardes e tardes cogitando a possibilidade de deixar de existir: “No fim ninguém sabe a razão de viver, então para que viver uma vida triste?”.
Já era outubro. Preparava-se para o tão aguardado fim dos dias de ensino médio (já que estava no último ano de escola). Manteve-se firme durante os próximos meses. O pensamento às vezes falava mais alto. Sofia procurava por respostas, porém nada mais fazia sentido. Parecia simplesmente não existir nenhuma luz no fim do túnel. A dor emocional era tamanha que seria pouco comparar com qualquer dor física.
No último dia de aula. Sofia parou para refletir toda sua vida desde que nasceu. Morreu, naquele dia, a insegurança. A morte era certa. As frustrações da vida não faziam mais parte de seu futuro. Acabou percebendo que por mais incerta que a vida fosse, a única certeza era de que ninguém sabia nada de nada. Deu-se conta de que foi julgada por pessoas que não sabiam nada da vida, afinal ninguém sabe. Naquela tarde ensolarada de novembro, Sofia se suicidou; ou melhor, Sofia suicidou sua depressão.
"Momentos meus, que foram teus Agora é recordar." ("Nossos Momentos", Gal Costa)
Quando Ana Elizabeth e Eduardo voltavam para casa, depois de um longo e cansativo dia de trabalho, ela mal poderia esperar pela notícia que receberia. Ana via em Eduardo uma expressão estranha, diferente, algo que jamais havia visto nele, mas era incapaz de imaginar o motivo. Tentou puxar alguns assuntos, mas eram rapidamente interrompidos por ele com respostas simples e curtas.
Ao final do jantar, Eduardo calmamente resolveu abrir-se com Ana e disse que sentia muito, mas a relação de 17 anos havia acabado para ele. Eduardo achara outra pessoa que o faria mais feliz que Ana Elizabeth. Com um gesto de frieza, se levantou da mesa, foi até o quarto e pegou uma mala que já deixara pronta, deu um beijo de adeus na testa de Ana e foi embora, sem dar a ela ao menos uma chance de se despedir.
Ana sem saber o que fazer desnorteada em meio tal notícia, iniciou um choro que perdurou durante dias. Tornou-se uma rotina chegar do trabalho e admirar a casa solitária. Volta e meia ela decidia pegar uma caixa, onde guardava as lembranças de seu relacionamento com Eduardo, mas nunca teve coragem de abrir. Desde o dia em que ele a deixaram ela nunca mais o viu ou teve noticias suas.
Ana ao longo do tempo esquecia Eduardo, construiu uma nova vida sozinha, porem algumas coisas eram difíceis de serem superadas. Nunca entendeu como ele pode deixa-la de tal forma, logo ela que o amava incondicionalmente e que acreditava encontrar nele o grande amor de sua vida.
Alguns anos depois, em um sábado, Ana acordou cedo e resolveu arrumar a casa, e já havia superado definitivamente a falta que Eduardo fazia, foi então que tocaram a campainha e ela graciosamente desajeitada abriu a porta e quem se encontrava do lado de fora era Eduardo, ele viera pedir desculpas e se disse arrependido, querendo voltar. Foi quando Ana disse que era tarde demais e muito tempo se passara. Ela já havia superado a sua falta. Aconselhou Eduardo para que seguisse em frente, pois foi essa a única escolha que ele a deixou quando foi embora.
Ana fechou a porta e continuou a arrumação que havia começado, e só naquela noite ela se lembrou da caixa que escondera, pegou-a, abriu e então relembrou momentos especiais que vivera ao lado de Eduardo, mas que agora eram apenas lembranças dentro de uma caixa jogada no fundo do guarda-roupa. Lembranças, nada mais do que lembranças.
"Sua mãe te fez assim linda, te embrulhou e dedicou pra mim." ("Até o Final" de Projota)
Tudo aquilo que viria a acontecer, aquelas duas vidas ligadas, uma a outra, passando por todos os momentos, bons e ruins, até o final. Aquilo que ninguém imaginou, aquilo que nem os dois imaginaram, agora se concretizou.
Cada um em seu lado, mas os dois estudando no mesmo colégio e morando no mesmo bairro, desde os sete anos de idade. Ela, politicamente correta. Ele, o "rebelde" da turma e o terror do bairro em que moravam. Ninguém em nenhum momentos poderia imaginar aquelas duas pessoas, tão diferentes vivendo uma do lado da outra, unidos até o final.
Naquele primeiro dia de julho, depois das merecidas férias, em que ela viajou para a Disney por dez dias, e ele viajou para a serra gaúcha por dois dias, foi quando eles se conheceram. Ela como sempre chegando no horário, e ele atrasado, todo afobado para não perder a prova de geografia, a primeira do trimestre, em que ele trombaram no corredor do colégio, e por um milagre ele se tornou um cavalheiro e a ajudou a juntar seus livros didáticos, seus cadernos, seu estojo azul e sua garrafa d'água cinza metálico. Foi assim que suas vidas se cruzaram, de um jeito indelicado, mas que aos poucos se tornou o relacionamento de mais felicidade para os dois.
Ninguém queria, ninguém imaginava cada um largando seus respectivos casos para ficarem um com o outro. Após alguns meses eles acabaram descobrindo que suas vidas estavam unidas a muito mais tempo do que eles mesmo pudessem imaginar. foi assim que eles descobriram que sim, eles foram feitos um para o outro, para ficarem juntos até o final.
"Quase ri até chorar, (ha hahahahaha) Invocando seus medos mais profundos (vem cá sua p*** de m****)
Deve tê-la apunhalado cinquenta malditas vezes, Não posso acreditar nisso, Rasguei seu coração diante dos seus olhos, Os olhos enganam fácil, coma, coma, coma" (A Little Piece of Heaven - Avenged Sevenfold)
Era Novembro. O clima estava frio e mórbido, e as árvores, secas. Brendom sempre foi um homem diferente. Gostava muito de estudar, assim como todas as noites saía sozinho para caminhar nas longas noites de inverno. Por algum motivo, muitas pessoas não gostavam dele. Apesar de ser extrovertido, tinha algo estranho em seu olhar. Um vazio inexplicável, uma ausência de brilho que diversas vezes perturbava as pessoas. Talvez seja porque viu sua mãe assassinar seu pai diante de seus olhos. Talvez seja porque sua mãe o culpava pela morte do marido. Talvez porque ele teve que se virar sozinho pois foi largado na rua por se opor a sua mãe. Talvez não. Sarah era a única amiga de Brendom. Nunca ligou para a beleza ou para aspectos físicos. Era uma mulher doce e sentimental, clara e pura como a neve. -Como as estações passam rápido, não é, Brendom? -Na verdade, eu acho o contrário. Adoro o inverno! Essa estação, em particular, tem uma beleza inexplicável. Não sei por que diabos ninguém gosta de uma estação tão linda... -Deve ser por causa do frio extremo. Até mesmo no verão! Não suporto mais ficar na Lituânia. -Quanto tempo vamos demorar até chegar? - Ambos estudavam na FUMEN (Faculdade Federal de Medicina), e faziam algumas Cadeiras juntos. - Estou cansado de caminhar. -Já estamos chegando, seja paciente. Após alguns minutos caminhando, finalmente chegaram. -Sarah, até depois. Como não nos veremos na aula, nos encontramos lá na festa. -Tranquilo. Se cuida, Bren. Não se esqueça de passar lá em casa às 22h!
Brendom gostava muito de Medicina, mas odiava Microbiologia. Passou a aula debruçado sobre a mesa. Só levantava a cabeça para ver o horário e depois voltava a cochilar. Algum tempo se passou. Brendom estava atrasado. -Ei, acorde! -Hum, o que houve? -Já são 21h, acabou a aula há 30 minutos. Saia logo daqui, Brendom. -Ah, que desgraça! Desculpe-me, já estou indo. Brendom correu com todas as forças para casa. Tinha que se arrumar para o evento e levar Sarah junto. Ele simplesmente não podia se atrasar. Colocou o primeiro Blazer que viu, arrumou uma gravata e penteou o cabelo. Estava quase saindo de casa quando percebeu que estava usando apenas um par de meias com sua roupa de baixo. Voltou para o quarto, colocou uma calça e, finalmente, saiu de casa. Ao olhar para seu relógio - 22h e 15min - se desesperou. Correu até avistar o Apartamento de Sarah. Ao chegar, ele ajeita seu Blazer e passa a mão no cabelo, bate na porta e, para sua surpresa, a madrasta de Sarah é quem abre a porta. -Olá, querido. O que faz aqui? -Oi, a Sarah está? -Na verdade, não. Alguns rapazes vieram aqui e a levaram para a festa. Sinto muito, ela avisou que ia sair? -Não, na verdade não. Iríamos juntos, mas tudo bem. Nos encontraremos lá.
Brendom, cabisbaixo, sai de lá e vai direto à festa. Ficava perto de uma colina escura, onde costumava fazer caminhadas. Passando pela colina, vê uma luz fraca e decide se aproximar, para ver o que estava acontecendo. Chegando lá, vê algumas pessoas rindo e ouve sons estranhos. A luz fraca ilumina o local e então vê sua amada, ainda consciente, sendo estuprada por 3 homens. Seus gritos de desespero penetram em seus ouvidos e chegam até seus tímpanos com uma frequência ensurdecedora. Tudo o que pôde fazer, foi assistir a lenta morte do seu maior amor, novamente sem poder fazer nada. Ele jurou vingança.
"Tá tudo certo mas não sei o que dizer Eu não vou, mas o tempo vem aqui" (Olhos Certos, Detonautas)
E eu continuo tentando te encontrar, pra dizer que ainda lembro daquelas noites. É, aquelas noites em que começávamos juntos e terminávamos juntos. Daquele blusão azul brega que naquela viagem á Gramado me fizestes comprar. Dizer que meu único desejo é te fazer feliz, viver ao teu lado e nada mais. Me perco nesses pensamentos, e me encontro indo ao teu encontro, até por os pés nos chão. Amanheci mais um dia, sem aquela habitual mensagem de bom dia, sem aquele porta retrato do meu lado de quando fomos ao zoológico e te fiz superar teu medo de macacos. Almocei, arrumei-me colocando aquela blusa que você achava linda, coloquei aquele perfume que me destes no meu aniversário e saí. Peguei minha bicicleta e fui para a escola cabisbaixo, lembrando que irei te ver, mas não poderei te ter. Cheguei na escola, te vi chegar, fitei nos teus olhos, que sempre me deixavam sem ter o que dizer. Me encantei e me encanto todos os dias pelo teu olhar. Nos olhamos, um sorriso, nada mais, e entramos.
Um, dois, três períodos sem nem ao menos pegar na tua mão, acariciar teus cabelos e perceber como tu estas linda hoje. Te via descontente, mas será que não eram teus olhos que me enganavam? Percebi que não eram quando vi um bilhete sobre minha mesa em seguida que você passou. Gelei. Meu coração batia forte. Abri o bilhete, li mentalmente: "Podemos ir até o parque de bicicleta?" Ela perguntava algo à minha professora sobre cadeias carbônicas e me fitava com o seu olhar hipnotizante. Eu me perdia num mar negro, onde eu era escravo de uma beleza absurda. Quando voltou para seu lugar, pegou o bilhete sutilmente e sentou-se. Olhava para o relógio contando os segundos para o final da aula. O que Caroline haveria de me dizer? Que me amava e nada mais importava? Que essas coisas de relacionamento desgastado era uma crise de momento e seríamos felizes?
Cinco e meia, o sinal bateu. Esperei que ela arrumasse seu material na mochila. Saímos juntos da sala, porém friamente. Caroline mal me olhava. Sentia ela fria ao ficar perto de mim. Pegamos nossas bicicletas e fomos em direção ao parque. Fiquei meio constrangido de dizer algo. Eu estava completamente feliz, porém assutado. Faziam dias que não tinha um contato com Caroline sem ser no ambiente escolar. Chegamos ao parque, o sol estava quase se pondo. Desembarcamos das bicicletas e sentamos na grama. Fiquei a olhando e lembrando do nosso primeiro beijo. Mesmo lugar, primavera também, porém eu ainda usava aparelho nos dentes.
Ela olhou para o sol, me olhou pelo canto dos olhos, sorriu e disse: - Surpreso? - Um pouco... - Respondi. - Te chamei até aqui por que acho que não tivemos uma conversa descente. - É, de certa forma concordo. - Queria que soubesse que estou meio descontente com o fim que tivemos, eu ainda te amo. Talvez te ame de uma forma que nunca amarei ninguém. - Certo, e por que a duas semanas atrás veio com o papo de "namoro desgastado?" - Entrei em um momento de raiva, falei meio grosseiro. - Na verdade, o problema sou eu. - Me explique. - Faz três anos que estamos juntos. Tivemos uma história linda, tu foi a melhor pessoa que eu conheci até hoje... - Prossiga... - Eu quero estudar, curtir, viver a vida mais intensa. Não que perdemos tempo, mas quero um momento novo na minha vida. Tu fez parte de três anos da minha vida. - Está querendo dizer que prefere viver novas "aventuras" do que namorarmos? - Não quero que entenda assim... - Eu passei dias sem te ver Caroline, e mesmo assim tu continuou em mim, e sempre vai continuar. Dói ouvir que fui trocado por novas "experiencias". Devo ter sido uma delas, só que a longo prazo! - Bernardo, está sendo idiota falando isso. - Acho que a única idiota aqui é você Caroline, por tocar três anos no lixo por aventuras. Bom, essa conversa me fez concluir bastante coisa. Preciso ir embora. Posso te levar em casa... - Não se preocupe, mais pai vai me buscar. Vamos para à praia e levarei minha bicicleta. Avisei que estaria aqui. - Tudo bem. - Me perdoe por tudo isso eu s... - Não se preocupe, não tenho raiva de você. Só não me peça nada mais. Amizade, nada. Acho que não posso esperar mais nada de você, também não quero que espere nada de mim. - Tudo bem, só quero que saiba que também estou sofrendo...
Dei uma risada irônica, peguei minha bicicleta e fui em direção de casa. No caminho, o vento batia em meu rosto, como se ele trouxesse todas as lembranças minhas e de Caroline. Eu ficava, mas o tempo vinha em minha direção, batendo em mim junto com o vento. Continuava pedalando, e cada vez mais o tempo vinha, trazendo Caroline apenas em minhas lembranças.
Ele disse que veio da Jamaica Ele tinha alguns acres Alguns vistos falsos Por que ele nunca conseguiu seus papéis Desistiu do amor, f-deu com as destruidoras de corações Mas ele estava ganhando dinheiro Com os mandachuvas Ele estava misturado com muitas coisas, comandando como se tivesse anéis Drogas no condomínio e alguns gramas para a Sing Sing Braço esquerdo, uma tatuagem de sua mãe 5 anos preso, eles o libertaram De qualquer forma, eu o senti, ajudei-o. Tranquei-o, botei o cinto nele. Levei-o para Bélgica, bem-vindo! Garotas bonitas assim são raras. A minha cela é melhor que a cela onde ele estava preso Sou a vadia por aqui Chamo-o de papai como se fosse filha dele Ele gosta quando fico bêbada Mas eu gosto quando ele está sóbrio Isso é o melhor que há Nunca f-do com iniciantes Deixo-o brincar com a minha b-ceta E depois lambo dos seus dedos Estou na área
Eles chegam junto a mim, mas é você. Você, isto não é Ensino Médio. Eu e minha galera, podemos curtir. Eu me doo a você sempre que você quiser Ponha onde você quiser Baby, é seu em qualquer lugar, em todo lugar Baby, é o seu mundo, não é? Baby, é o seu mundo, não é?
High School (Parte 1)
-Então... Lily era seu nome? - Perguntava o rapaz. -Na verdade seu nome era Milena, mas eu preferia seu apelido. - Ele respondeu. -Entendo. Ela fugiu? Como isso aconteceu? -Ah, longa história.
Marcelo estava nervoso com o questionário imposto pelo rapaz. Cada minuto que passava ficava mais aflito, e aquela situação não estava o ajudando. Com alguns dólares a menos no cofre, Marcelo tentava contar sobre a moça para o rapaz da forma mais detalhada possível, mas não conseguia controlar o nervosismo. Até mesmo aquela casa já trazia a ele lembranças ruins. Em sua sala de estar, cheia de janelas e com lareira. Até mesmo a grande poltrona em que estava sentado trazia lembranças á sua mente. Marcelo tentava continuar:
-Não sei nem porque ela fez isso. Realmente não entendo.
O que mais o deixava frustrado não era o seu dinheiro roubado, mas sim a fuga de Milena. A sensação do vazio que o preenchia naquele momento era intensa e ele não conseguia fazê-la parar. Como pode? Como pode o amor de sua vida deixá-lo dessa maneira? Marcelo sabia que era errado financiar sua razão de viver da forma que fazia e, de certa forma, já considerava a possibilidade de acontecer tudo isso, mas ainda assim era mais forte do que ele. Ele sabia que se parasse de levar as coisas da maneira que estava levando Milena iria embora de qualquer forma. Foi o que aconteceu, mas não da exata maneira que ele esperava.
-Tudo bem, cara. Vamos fazer o possível. Ainda assim não é certo, não fazemos ideia de para onde eles fugiram.
“Eles”. Essa palavra ecoava na cabeça de Marcelo. Sim, Milena fugiu com mais alguém. Fugiu com um homem, aquele desgraçado. Desgraçado era o homem que levou Milena embora e também como Marcelo se sentia naquela hora. “Eu o ajudei. Eu a amava e sustentava. Como puderam fazer tal coisa?” Continuava a pensar. O tal homem tinha surgido, aparentemente, do nada: Simplesmente apareceu na região e falou com Marcelo. Dizia que estava quebrado e que estava sendo perseguido no seu país de origem por conta de dívidas pessoais. Pedia ajuda. Na verdade, implorava por ela. Marcelo entendeu a situação logo de cara e não realmente achou que aquele homem pudesse dar tanto prejuízo, como aconteceu. Ele fazia parte da mesma empresa e, se fosse bem acolhido, podia tornar-se um ótimo aliado em tempos mais difíceis, como normalmente acontecem nesse ramo.
-Hm... Tudo bem, mas ainda estou um pouco confuso. -Dizia o rapaz- Conte-me a história inteira, por favor. Acho que vai nos ajudar.
-Tudo bem. A história começa quando conheci Lily: Estava eu andando de carro pela zona sul da cidade quando me deparo com uma bela figura. Ela andava na calçada próxima a um conjunto de lojas durante a madrugada, e tinha cabelos negros como a mesma. Mulher alta, mas com formas bastante femininas, tinha um jeito imponente de andar. Eu sabia que me envolveria em encrenca, mas não resisti. Assim que parei o carro, ela se aproximou da janela e trocamos algumas palavras. Convidei-a para entrar no carro e, assim que o fez, decidimos algum lugar melhor para irmos. Ambos sabíamos o que queríamos naquele momento, era fácil perceber. -Milena era uma... -O rapaz falou assustado. Dando a entender a palavra que faltava na frase com sua expressão facial. -Sim. Mas naquela noite eu também não ligava pra isso. Você sabe como são as coisas. -Marcelo havia entendido a pergunta e também a surpresa do rapaz, afinal, era a reação normal de todas as pessoas. - Aquela noite foi uma das melhores de minha vida, tenho absoluta certeza. - Cabisbaixo, fez uma leve pausa, onde parecia pensar nas palavras que diria. Depois de levantar a cabeça, respirar profundamente e se acalmar, continuou: - Eu não achei que fosse me sentir da forma que me senti na manhã seguinte. Após aquela noite com Lily, não queria que acabasse daquela forma, nem naquele dia. Marcelo voltara a ficar nervoso, a forma como se lembrava dela naquele momento tão bom em que passou com Lily fazia-o ficar desconfortável. -Vários dias passaram e eu ainda pensava nela. Não por causa daquela noite, a situação já havia mudado: Pensava nela como minha mulher, minha esposa. - Continuou Marcelo. -Mas você já pensava em tê-la como esposa logo após o primeiro encontro? - Perguntou o rapaz. -Não. Na verdade, houve outros encontros. Todos foram ótimos, exatamente como o primeiro. A questão é que ela me atraia de uma forma incrível. Era misteriosa, sedutora. Queria que ela passasse mais tempo comigo, mas eu teria de continuar pagando. Você sabe, a vida que ela vivia, apesar de repugnante para a sociedade, rendia a ela uns bons trocados. Ela não ficaria comigo, um completo estranho para ela, sem que eu a pagasse mais do que o que ela ganhava. -O casamento de vocês era um acordo? - Perguntou -E também de mentira. Nunca realmente nos casamos, ela apenas morava comigo. Marcelo voltou a ficar cabisbaixo. O rapaz, André, estava achando aquilo tudo muito estranho: Como pode alguém tão rico e poderoso estar tão abalado com tal situação? Sendo Marcelo um dos mais poderosos chefes da máfia do país em que viviam, era simplesmente muito assustador. Mas André ainda não sabia o que deveria ser feito: -Mas me explique mais. Devo persegui-los, mata-los? O que quer que eu faça? - Perguntou André. -Não faço a mínima ideia do que deve ser feito. -Respondeu Marcelo, ainda pensativo. -Conte-me mais sobre a história, então. Decidimos o que a minha gangue deve fazer no final da história. Marcelo, então, continuou: -Estávamos bem. Vivíamos felizes e sem problemas para nos preocuparmos. Ter a visão de Milena á beira da piscina era algo revigorante. Ela me dava forças. Na verdade, vê-la de qualquer maneira era algo esplendidamente bom pra mim. O real problema foi quando Juan surgiu. Ele disse pra mim que estava tendo problemas e que precisou fugir, mas que ao invés de vir pra cá e tentar viver normalmente, resolveu me procurar, pois queria continuar no ramo. Ele gostava desse tipo de vida. Esse entusiasmo todo dele me animou: Podia ser um ótimo aliado caso as coisas ficassem mais embaraçosas do que já eram normalmente. Não que fosse comum: Eu sempre fui o líder da região, você sabe. É muito raro alguém me incomodar por aqui. Ou precisa ser alguém preparado, ou alguém muito burro. Você sabe, não é, André? Assustado e visivelmente nervoso, André olhou para os dois guarda-costas que estavam posicionados atrás da poltrona de Marcelo e, rapidamente, confirmou com a cabeça.
-Foi quando ele chegou por aqui que senti que Lily não era mais a mesma. Continuava misteriosa, porém de uma forma diferente. Sentia que ela estava evitando me falar algumas coisas. Estava nas nuvens, parecia não ligar para o que estava aqui embaixo. Suspeitei que Juan pudesse ter algo a ver com essa alteração de Milena, mas ainda assim não procurei entender mais sobre isso. -Quando foi que você teve certeza? - Questionou André, agora mais calmo. -Comecei a suspeitar quando, á noite, estava indo ao meu quarto. Vi ambos em um corredor, próximos, conversando. Ao notarem a minha presença, imediatamente se afastaram e, enquanto ela me paparicava, ele saia de lá, sem fazer sua presença ser notada. No momento não fiz questão de saber do que se tratava o cochicho, mas aquela noite foi uma noite ruim. -Como assim? -Continuava a perguntar o rapaz, já curioso pela história. -Eu não conseguia parar de pensar sobre aquela cena. Sobre o que eles estavam conversando? Por que aquela reação quando cheguei? Não dormi bem. Era o amor de minha vida me evitando e um homem já muito suspeito dentro de minha casa. -Mas por que você simplesmente não o tirou daqui? -Eu tentei. Mas Milena não me permitia. Eu me rendia á sua vontade e ela me entregava o que eu queria: Ela mesma. Estávamos levando as coisas dessa maneira desde que ele chegou. Certa vez ela me pediu um carro e eu, como parte do acordo, dei. Ela, então, “repassou” o carro para o tal de Juan. Foi ai que eu finalmente resolvi fazer o que já deveria ter feito há muito tempo: Depois desse acontecimento, á noite, resolvi olhar os vídeos da câmera de segurança. Já era tarde demais: O plano deles já estava em ação. O carro estava posicionado próximo á porta da mansão e alguém mascarado pegava tudo de um de meus cofres. Era o que possuía a maior quantidade de dinheiro, colares e afins. - Marcelo então ficou com uma expressão de raiva. Parecia que ao lembrar-se de algumas cenas, sua cabeça se enchia de ódio e nojo de ambos os fugitivos. -E então? - André chegava á ficar aflito com a história contada por Marcelo. -Quando finalmente cheguei á sala, junto de meus seguranças, já era tarde. Ambos haviam fugido. Achei apenas uma máscara jogada ao chão e um DVD. -Um DVD? O que havia nele? - André continuava a interromper Marcelo. Sem realmente dar atenção á pergunta de André, Marcelo continuou sua história: -Só depois de toda a adrenalina passar foi que eu percebi que o mistério sobre o mascarado era, na verdade, mais claro que água: Era lógico que Milena era a pessoa mascarada. Ela era a única que sabia a combinação do cofre e, com certeza, armou algum plano de fuga, junto de Juan, para levar o dinheiro embora. Fez uma pausa e decidiu responder a tal pergunta: - No DVD tinha sido gravado um relato da própria Lily, contando sobre o que estava acontecendo, sobre como ela se sentia. No DVD ela deixava claro que estava infeliz e que o dinheiro não importava mais, na verdade, estaria levando ele por causa de Juan. Disse que só foi junto dele pois ambos se amavam e que ela jamais sentiria algo tão real por mim. Ainda por cima tive que ouvir um “blá blá blá” sobre ele também ter se decepcionado amorosamente antes de sair da Jamaica. Aquela desgraçada. -Entendo. - Confirmou André. -É por isso na verdade, que preciso de você. Quero que você ache ambos e mate-os. Prefiro vê-la morta do que nos braços de outro alguém. -Serviço dado é serviço feito, Marcelo. Você sabe disso.
“Pobre de espírito aquele que não se aventurar O comodismo é um mal parasitário Juventude perdida é o caralho Eu tenho muito mais pra dizer” (Forfun – Good Trip)
Era uma sexta-feira, e alguns jovens se preparavam para passar o final de semana na praia. Eram cinco jovens: Josivaldo, Derpino, Herp, Josicleide e Maricleide. Eles planejaram passar o final de semana na praia para sair um pouco da rotina, conhecerem novos lugares e pessoas novas. Eles partiram para a praia na sexta-feira de noite, eles tinham alugado uma casa e pretendiam fazer uma festa lá. Chegando lá eles arrumaram as coisas na casa e foram descansar, pois foi uma viajem muito longa, onde todos dormiram, só Josivaldo ficou acordado, pois foi quem dirigiu. No sábado, eles acordaram por voltas das 11 horas da manhã, nem tomaram café, pois já estava praticamente na hora do almoço. Então as meninas, Josicleide e Maricleide, foram fazer a comida, enquanto os rapazes foram comprar algumas coisas para a festa que eles pretendiam dar, e já convidar algumas pessoas para irem. A festa, por incrível que pareça, foi muito boa, pois muitas pessoas foram e todos se divertiram muito, não tiveram brigas, muitas pessoas se conheceram e fizeram amizades e algumas conseguiram até um relacionamento sério. No domingo os 5 jovens voltaram para suas casas. A juventude é uma coisa que os jovens têm que saber aproveitar, e fazendo esse tipo de coisa, eles conseguem manter essa jovialidade, claro que nem tudo é festa, mas tem que aproveitar enquanto pode e ter responsabilidades. Muitos acham que os jovens de hoje em dia tem a juventude perdida, mas na verdade, são apenas questões de gerações diferentes, e não, a juventude não está perdida e os jovens de hoje ainda têm muito pra mostrar.
Era uma vez um homem que tinha um cavalo e esse cavalo era incrível, era um grande cavalo, com o pelo macio e sedoso, o cavalo era tão incrível que com um simples tapa em sua nuca se transformava em um avião, e depois voltava a sua forma de cavalo, o nome do cavalo era Cavalo, ele tinha esse nome porque era tão incrível que não precisava de um nome, porque todos sabiam quem era Cavalo e o quão incrível ele era.
Um dia enquanto passeava pelo bosque o homem encontrou uma bela moca parada em baixo de uma arvore, ele era um homem muito sagaz e esbelto e que sabia das qualidades incríveis de seu cavalo, Cavalo, ele veio de encontro a moca e disse a ela: -Olhe para meu cavalo, meu cavalo é incrível A moca lambe o peito do incrível cavalo e diz: -Hummm, tem gosto de passas. A moca ficou tão maravilhada pelo modo como Cavalo era incrível que ficou hipnotizada por sua beleza de deus grego, sabendo que a moca estava encantada pela forma de como Cavalo era incrível o homem disse para moca: -Suba no meu cavalo, que vou leva-la ao redor do universo, e todos os outro lugares também. A moca sem pensar subiu em Cavalo, e eles foram felizes para sempre voando pelo universo a fora.
Meu amor
ResponderExcluirEssa é a minha sina, esse é o meu estado!
Ta na cara, da pra ver que eu estou apaixonado
Com você eu vou pra lua, eu decolo pelo céu
To rendendo pra você, eu mudei, sou fiel
Bonde da Estronda-minha namorada
Já era 1 de março,eu estava de volta a porto alegre,de volta da temporada de verão em uma praia de Santa Catarina mas precisamente de Garopaba ,talvez a melhor temporada de verão de todos os tempos,alem do sol do mar do surfe do futebol a beira do mar conheci a garota dos meus sonhos,alguns podem dizer que isso é efeito de uma paixão passageira mas posso descrever ela perfeitamente:Garota de família, sincera, de porte, alem de sua beleza indescritível, seu corpo escultural,Toda vez que olhava pra ela, eu me perdia,parecia que estava fora de mim mesmo,passava mal.O meu sentimento por ela foi tornando cada vez mais forte no meu coração,quase impossível de controlar,a paixão dela por mim cada vez ia crescendo consideravelmente mais a cada dia que nós se encontrávamos na praia, de frente para o mar na praia do centro de Garopaba parei e pensei ainda não era a hora de começar a namorar.
Algumas semanas se passaram nós continuamos a se encontrar e parecia que a minha paixão por ela só se desenvolvia cada vez mais no meu coração e sentia nos olhos dela que a paixão dela por mim também só crescia.Nunca vou me esquecer desse dia em um fim de tarde depois de ter surfado com meus amigos sentei vendo o por do sol e parei para refletir,fiz essas perguntas para mim mesmo: porque eu não namoro? Porque eu não posso amar?! Decidir ferozmente no meu coração que ia tentar.Claro que a distancia dói para mim ela mora em canoas e eu em porto alegre mas isso não é uma barreira,mas quero ter o carinho dela andar com ela de mão dada todas as coisas que os namorados podem fazer juntos.Claro que muitos amigos meus me criticaram por eu começar a namorar mas obviamente minha amizade com eles não ia ser afetada pelo meu namoro.
Muitos dizem que amor de verão termina rápido,eu quero mudar essa história porque essa garota linda me conquistou.Apesar de sempre estar solteiro nunca estive sozinho,agora eu mudei sou compromissado,vou ser fiel com o meu amor.Já da pra ver claramente em minha cara que eu estou apaixonado.Tenho vários planos com meu amor,quero viajar passar as férias com ela,meus sonhos parecem irreais,meu amor por ela aumenta um pouco mais ,apesar da distancia eu em Porto Alegre ela em Canoas,e da saudade,aguardo ansiosamente ver meu amor e sei que a cada ano nosso amor vai aumentar um pouco mais.
A PRIMEIRA MÚSICA
ResponderExcluir"Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é"
(Monomania, Clarisse Falcão)
Lívia era uma mulher leviana, tocava violão e trabalhava ocasionalmente ajudando sua mãe a tratar de cachorros. Era casada, tinha uns vinte e poucos anos e uma beleza mediana, havia algo no rosto dela que a deixava com um ar bem humorado. Seu marido era advogado e amava sua profissão.
Os dois se conheceram na época da escola depois que ela perdeu um concurso de piadas, ele consolou-a.
-Foi injusta a votação, eu teria dado a vitória para você se fosse um dos jurados.
-Obrigada, eu também teria dado a vitória para mim se eu fosse uma das juradas.
- Claro! Seu nome é?
-Sou Lívia, estou no penúltimo ano. E o seu nome?
- Prazer, sou o Patropie. Estou no últim...
Ela o interrompe com uma escandalosa risada e responde
- O seu nome é realmente Patropie? Eu nem sabia que isso era um nome...
A partir daí a conversa fluiu muito bem. O amor do casal surgiu e cresceu rapidamente desde então.
Apesar do 'bico' que Lívia fazia trabalhando com sua mãe, ela sempre gostou de música e tentava a sorte no ramo. Gostava de sons mais populares e canções simples, aquelas gostosas de ouvir e que agradam a quase todos. Era muito talentosa, mas gravadora alguma havia se interessado no trabalho dela. Mas, ela nunca perdeu o otimismo.
Cada nova música que compunha mostrava-a primeiramente ao marido e, se ele aprovasse, mostrava à sua mãe. Entusiasmada com sua mais recente composição, pegou o violão, trouxe para a sala e começou a cantar. Patropie, já meio cansado de ouvir tantas músicas da amada, não deu muita atenção, saiu da sala e foi para a cozinha. Ela insistiu, foi cantando atrás.
- Todas as suas músicas são sobre mim. Quem vai comprar este cd sobre uma pessoa só? -Disse ele.
-Eu sei disso, sei que há mais "você" do que notas "dó" em minha canção. Já tentei fazer diferente, mas cada nova ideia que tenho é sobre você.
Eles se abraçaram, logo após, prepararam o jantar e comeram. Quando Lívia deitou-se para dormir sentiu algo que nunca tinha sentido: insônia. Pensava sobre tudo o que Patropie havia dito, no fundo ele tinha razão. Passados alguns minutos ela levantou, sentou-se na escrivaninha e começou a escrever. Além de fazer músicas, ela gostava de escrever para desabafar consigo mesma, costumava funcionar. Colocou no papel os acontecimentos daquele dia e como estava se sentindo.
O que ela não sabia, é que ao acabar de escrever ela visualizaria, naquilo, uma melodia. Foi o que aconteceu, então, ela pegou o violão novamente. O barulho acordara seu marido, mas ele tornou a dormir rapidamente, sem ver o que era. Um novo som estava pronto, ela dormiu.
Ao acordar, Patropie já havia saído. Ela ficou na dúvida de mostrava a nova música para ele, tinha medo que ele novamente não gostasse. Decidiu mudar, não mostrou a ninguém. Pagou pela própria gravação. Foi uma boa escolha, aquela tinha sido sua primeira música de sucesso.
Essa mesma música, mais tarde, deixaria Patropie triste ao perceber que não deu apoio à sua esposa e, após isso, sorriria por ainda poder dar o auxílio que ela merece. Foi exatamente isso que ele fez daquele momento em diante.
O beijo das ondas
ResponderExcluirEu estou aqui sem você, baby
Mas você ainda está em minha mente solitária
Eu penso em você, baby
E eu sonho com você o tempo todo
Eu estou aqui sem você, baby
Mas você ainda está comigo em meus sonhos
E hoje à noite, somos só você e eu
(Here without you, 3 Doors Dowm)
Caminhava para lugar nenhum, enxergava o caminho a sua frente, mas não o via realmente. As insistentes lágrimas teimavam em escorrer em sua face, já sem o mesmo brilho de antes, também como o pudera? Palavras desconexas e imagens aleatórias surgiam em sua mente, não deixando o fluxo contínuo de lágrimas parar.
Seus pés quase não aguentavam a dor de levar todo aquele peso, tamanha era a tristeza e perplexidade após aquela notícia. “Como pudera fazê-lo?” Essas palavras surgiam em sua mente todo o tempo, cada vez com mais força e incompreensão. “Promessas não são para sempre? Então por que o fez?”
A dor em seus pés não era nada comparada à do seu coração. Nunca imaginaria escutar aquelas palavras proferidas em uma mesma frase, não quando se tratava dele, sempre tão cuidadoso, tratando para que ela nunca se sentisse desamparada. Ele sempre fora um mistério diante de seus olhos, mas enquanto ele ainda estivesse com ela, ela não se importaria, nada importaria mais do que estar com ele.
Foi então que compreendeu, fê-lo para não a ver sofrer, para protegê-la, mesmo quando era ele quem deveria ser protegido. Seu coração apertou e então entendia que o que sentia era amor e que ele nunca quebrara promessa nenhuma, pois ela ainda estava lá.
“Até que a morte nos separe” nunca pareceu tão doloroso pensar nestas palavras. O momento havia chegado, e a morte, oh tão implacável e cruel Morte, havia o tirado de si. Disseram-lhe uma vez que só se amava uma vez na vida, que quando o amor acabava, de alguma forma, apenas um buraco ficava onde uma vez batia um coração.
E ela, mais que ninguém, o sentia, comprimindo todos os seus momentos felizes em nada, em apenas vagas lembranças do que eram. Quando ele foi embora, percebeu que nunca mais seria a mesma, pois uma parte dela jazia junto com o corpo de quem mais amou na vida.
O vento era tão forte que o sentia carregando para longe de todos e para mais perto de seu amor. Em um ato de paixão e coragem, decidiu se juntar a ele. “Morte nenhuma poderá nos separar, pois você é meu e eu sou sua e hoje à noite, somos só eu e você”. Seu corpo fora engolido por monstruosas ondas que batiam enraivecidas no paredão de pedras, novamente eles estariam juntos.
A despedida
ResponderExcluirE quando a aurora chegar, eu terei que ir
Mas esta noite vou lhe abraçar forte
Porque no amanhecer estaremos por conta própria
Mas esta noite preciso lhe abraçar bem forte
(Daylight – Marron 5)
Marcos era um jovem de 18 anos, havia acabado de tirar sua carteira de motorista e estava cursando o segundo ano da faculdade de engenharia elétrica. Morava com seus pais em uma casa enorme de um condomínio da parte nobre da cidade. Era um jovem muito humilde embora sempre pudesse ter tudo o que quisesse, era um grande fã de vídeo games e em seu quarto fazia questão de ter vários jogos e personagens de que gostava.
Porem naquele dia nublado Marcos não estava em casa, havia saído para ver um filme com os amigos e com sua namorada Ana. Naquele dia faziam dois anos de namoro e resolveram ver um filme romântico para comemorar. Os dois quase não prestavam atenção ao filme, passaram grande parte do tempo conversando, em uma troca de caricias e sussurros Marcos lembrou-se de como se conheceram. Foi no primeiro dia da faculdade, Marcos estava totalmente perdido entre todas as ruas e blocos do campus, foi quando ele a avistou Ana com seus cabelos loiros balançando ao vento, ela já era veterana na faculdade e ajudou Marcos a se localizar, a partir daquele ele sabia que havia encontrado alguém para toda a vida.
Após o filme Marcos levou Ana até a porta de casa e se despediram, quando se virou para ir em direção ao carro novamente sentiu uma vibração em seu bolço, era seu celular que ainda estava em silencioso devido ao filme. Ao atender ouviu a voz de sua mãe, de forma exaltada e autoritária disse para o Marcos ir para casa imediatamente. Marcos pegou o carro e, com os pensamentos fora do lugar foi para casa. Ao abrir a grande porta de casa sentiu um clima diferente, avia centenas de caixas espalhadas pelo corredor, ao se dirigir para a sala deparou-se com seus pais arrumando roupas e moveis em malas. Sua mãe se sentou no sofá e com um olhar apressado disse que iriam para a Espanha, pois seu pai houvera conseguido uma promoção em seu trabalho. Marcos simplesmente não sabia o que dizer, estava tremulo, levantou-se e foi para seu quarto, apoiou-se em sua cama velha, olhou atentamente para seu quarto, viu ali toda sua infância passando em sua frente, no mesmo momento lembrou-se de seus amigos e de Ana, não estava preparado para deixa-la. Os olhos de Marcos simplesmente encheram-se de lagrimas, e posse a dormir.
Já à noite, acordou com seu quanto praticamente todo desmontado, desceu as longas escadas, pegou a chave do carro e sem nem mesmo dar satisfação aos seus pais, foi encontrar Ana. Enquanto dirigia ficou pensava no que iria dizer a ela, sem nem mesmo saber se teria coragem de se despedir. Alguns minutos se passaram e Marcos chegou em frente da casa dela, desceu do carro posse em frente à porta da casa, com o dedo quase encostado à campainha fechou os olhos e respirou fundo. Quem atendeu foi Ana, já de camisola, ela não pode expressar nenhuma reação, Marcos simplesmente a abraçou, e assim ficaram durante minutos até que ele cochichou em seu ouvido que iria partir com seus pais, para a Europa, em um voo na manha do dia seguinte. Ana sem dizer nada abraçou Marcos mais forte e assim ficaram iluminados pela luz da lua noite adentro.
LUZ E NÉVOA
ResponderExcluir“Você se foi daqui
Logo você irá desaparecer
Sumindo em uma luz bonita
Porque todo mundo está mudando
E eu não me sinto bem”
(Everybody’s Changing – Keane)
Rafael acordou. Deitado, pode ver pela janela do seu quarto que ainda era noite, ainda lhe restavam algumas horas de escuridão. Depois de alguns minutos decidiu levantar, vestiu um casaco e foi apreciar, de seu pequeno apartamento, a névoa que cobria a metrópole. Tentou se conter, mas foi obrigado a rir da ocasião: seus pensamentos também estavam enevoados.
Lembranças de seu passado voltavam para atormentar seu sono profundo, deixando-o confuso. Agora inquieto, questionava sua consciência de modo perturbador: queria respostas; queria saber se poderia ter trilhado outros caminhos; queria saber se, caso as coisas tivessem sido diferentes, seu único amor estaria ao seu lado neste momento.
Há anos deixara de pensar nela. Tinha seguido em frente com a sua vida e arrependimento nunca esteve em seu vocabulário. Achava normal seu amor por ela ter se dissipado, da mesma maneira que as pessoas se vestem para sair de casa. Rafael era assim: sem emoção aparente que lhe desse personalidade própria; imutável em relação às pessoas que passavam por sua vida.
Tinha guardado todas suas emoções no lugar mais obscuro de sua alma, mas nada podia as segurar agora. Um turbilhão de lembranças que passava por sua cabeça o quebrou em pedaços, como se fosse uma frágil taça de cristal. Olhava para seu passado como se não tivesse futuro; se arrependia como se pudesse voltar no tempo; chorava o amor perdido como se não fosse amar novamente.
Por mais racional que fosse, Rafael não conseguia se libertar de suas emoções. Percebeu que a batalha tinha sido perdida há muito tempo, e rendeu-se às lembranças que nunca notou que estivessem ali. No horizonte, o sol nascia, banhando seu rosto com a mais pura das luzes: a luz da impermanência, que lhe dava forças para aceitar o que já passou, e coragem para as mudanças que estão por vir.
"Eu sei onde voce se esconde
ResponderExcluirsozinha no seu carro
Sei todas as coisas que fazem voce ser quem é
Eu sei que adeus nao signica nada
Volta e me pede que a segure toda vez que ela cair"
She Will Be Loved, Maroon 5
Bom, meu nome é Flavio, tenho 37 anos, tenho um bom emprego e sou casado com a melhor mulher que eu poderia imaginar nesse mundo. Mas hoje eu vim aqui pra contar como tudo aconteceu entre nós, minha mulher e eu, que somos muito felizes por sinal.
Foi em um final de tarde, metro lotado, estava saindo do meu trabalho, cansado só pensava em chegar e me deitar, quando me deparo com uma mulher que sem querer bate em mim, ela me pareceu perturbada sem saber o que dizer ficava me olhando como se quisesse algo mas nao sabia como falar ou perguntar, entao me apresentei perguntei se ela queria ajuda, ela disse que sim, perguntou se eu nao aceitava tomar um café com ela, em uma cafeteria ali perto, eu achando aquilo tudo meio estranho a mulher meio confusa, decidi aceitar.
Fomos ate a cafeteria, ela muito falante, conversava sobre diversos assuntos, muito simpática, gostei muito dela. Depois de cafés e conversas até altas horas, ela decidiu me chamar pra sair, eu fiquei surpreso eu sou muito timido e nao tenho muito jeito com as mulheres, so que estava tao feliz por conversar com ela que resolvi aceitar.
No trabalho eu so pensava nela, saimos algumas vezes, mas era ela sempre que me chamava até porque eu nem tinha o numero dela.
Entre saidas e conversar com ela, eu percebi que estava cada vez mais apegado a ela e me apaixonando muito, nao parava de pensar nela, de querer ver ela.
Até que um dia, me chamaram para uma entrevista de emprego, eu ia ser promovido, mas quando eu cheguei la me deparo com ela, bebendo no bar que eu ia realizar minha entrevista, ela ja estava um pouco bebada chegou falando com o meu chefe, oferecendo bebida pra ele, tomou várias doses de bebida, falou besteiras e acabou destruindo minha chance de subir profissionalmente, no final tive que levar ela para casa bebeda carregada em meus braços.
Depois disso fiquei muito pensativo sobre o que eu deveria fazer em relaçao ao nosso namoro, ou ao nosso romance, pois nao estavamos namorando de fato, entao precisava saber o que ia fazer com nos dois, com nossa historia. Resolvi me encontrar com meus amigos para perguntar o que eles achavam dela, eles me falaram tudo de pior que eu poderia imaginar, me disseram que ela nao era pra mim, que estava arruinando minha carreira, que estava estragando minha vida e meus planos e que ela nao passava de uma maniaca, eu sabia de tudo o que eles estavam falando mas pensei tudo isso sao as coisas que me fazem precisar deixar ela, só que eu nao posso deixar ela, pois mesmo com tudo isso eu sou apaixonado por essa mulher e ela me completa.
Um dia depois disso, ela me liga, dizendo que é para me encontrar com ela no ginásio de enventos de um colégio e levar uma rosa vermelha, eu fiquei meio confuso com esse pedido, mas decidi fazer o que ela me pediu. Chegou o dia, eu levei a rosa que ela pediu, chegando la ela estava tocando piano para umas 20 pessoas era um concerto ela estava linda, com um vestido vermelhor, longo, deixava ela mais radiante do que ela era. Fiquei maravilhado ao ver aquilo e com certeza me apaixonei mais ainda por ela. No dia seguinte, ela me ligou novamente, para sairmos irmos ao parque e que era para eu levar um urso para ela, eu ja estava meio cansado desses pedidos malucos dela, ela era uma mulher maravilhosa, linda, inteligente, estava apaixonado, mas ela tambem tinha os lados ruins dela como ser mandona, estar sempre bebada, parece que para esquecer de algo, querer sempre me mandar tudo que ela pedi, eu estava farto disso, querer sair sempre so quando ela quer e entao quando eu ia dizer pra ela que nao ia ir, nao ia sair com ela porque estava cansado dela mandar em mim, ela desliga e nao deixa nem ao menos eu dizer que nao. Com isso, eu fui ao parque, nos divertimos como sempre, eu levei o urso que ela pediu, resolvi ceder as vontades dela.
Depois desse dia, ficamos uma semana sem se falar, ligava pra ela so que ela nao me atendia, fui ate a casa dela, ninguem estava, assim passou uma semana. No domingo final de noite ela decidi me ligar, falou que queria me encontrar no central park e era pra eu levar uma carta comigo para ela, eu nao estava entendo, achei a voz dela estranha no telefone, tentei saber o que tinha acontecido mas ela nao me respondeu, so falava para eu escrever uma carta. Eu entao escrevi, mas algo estava me dizendo que era uma carta de despedida, de que eu precisava escrever tudo que eu pensava pra ela naquela carta, entao foi o que eu fiz.
ResponderExcluirNa segunda pela tarde, me encontrei com ela, ela nao dizia nada, somente que escreveu uma carta também e que lá haviam coisas escritas que explicariam certas atitudes dela durante todo esse periodo, me falou que nos iamos enterrar a carta em uma capsula e deixar enterrada para abrirmos daqui a 1 ano, eu estava sentindo que aquilo era uma despedida, muito triste eu entao sem saber o que fazer, pedi para ela me explicar o motivo disso e ela somente foi embora dizendo que daqui a 1 ano eu entenderia tudo.
Eu cheguei em casa, estava totalmente abalado com aquilo, meus amigos foram na minha casa me disseram que ela estava me ajudando, pois ela era só um problema pra mim, mas eu nao queria pensar em nada, somente nela comigo. Fiquei 6 meses esperando por ela, todos os dias so esperava que chegasse o momento de ir novamente la e ler a carta, meus amigos estavam muito preocupados por eu ficar somente pensando nela sem viver minha vida e entao fizeram um acordo comigo de me apresentar 6 gurias por 6 meses, o restante que faltava para chegar o dia do encontro com ela novamente, eu topei me encontrei com 6 gurias durante 6 meses, mas nenhuma delas me fez sorrir como eu sorria com a Kate, nenhuma delas me fez ficar feliz como eu ficava.
Passou entao 1 ano e havia chego o dia, o encontro, eu estava mais perdido do que qualquer outra pessoa no mundo cheguei la, antes do horario, esperei, esperei, esperei, passou o horario que tinhamos combinado e nada dela, decidi abrir a carta e ler sozinho mesmo, na carta dizia o seguinte:
Oi Flavio, acredito que vocë tenha se perguntado muito a respeito do assunto que estaria aqui, eu confesso que meu desejo é estar ai, lendo com vocë, mas se eu nao estiver saiba que é porque nao consegui eu resolvi esperar um ano para ver se eu conseguia me recuperar do meu sofrimento, para ver se eu realmente ia conseguir te amar como tu merece, entao a prova disso, vai ser se eu estiver lendo com voce, se eu nao aparecer saiba que nao é porque eu nao quis, mas sim por nao ter forçar.
ResponderExcluirVou lhe contar porque fiz tudo aquilo enquanto estavamos juntos, meu marido morreu, 1 mes antes de eu te conhecer, eu amava ele demais, a perda dele pra mim, foi a pior coisa que eu ja passei nós tinhamos uma casa, iamos construir nosso futuro juntos e do nada ele morre me deixa, eu estava confusa, perdida, mas quando vi voce naquele metro, eu vi meu marido, voce é muito parecido com ele, decidi entao ir ate voce e tentar tirar minha dor atraves de ti, te chamei pra sair, ri contigo, fiz como se meu marido ainda estivesse la, minhas bebedeiras, eram porque eu ficava muito triste e precisava tirar minha dor em outra coisa, o motivo de eu te mandar ir ao meu concerto com uma rosa, era porque meu marido fez a mesma coisa, o motivo de eu te empurrar naquele lago e depois salvar tua vida, foi porque meu marido morreu daquele jeito. Bom, todas as coisas que nao tinham sentido pra ti, eram porque eu queria fazer tudo que eu fiz com meu marido, eu achava que estaria suprindo a dor se fizesse isso, mas naquela semana que fiquei longe, percebi que eu estava me apaixonando por ti, mas nao era isso que eu imaginava eu estava cada vez mais perto de ti, dos teus gostos, de como tu era, e nao de como meu marido era, e fui percebendo que eu nao podia te usar para esquecer minhas dores fazendo os mesmos programas que fiz com meus marido, eu precisa de ti, nao dele mais, mas eu fiquei com medo, de te perder igual perdi ele, entao resolvi te deixar durante 1 ano e ver se eu me recuperava sozinha dessa dor. A prova disso seria se eu fosse ai. Se eu nao estiver siga sua vida, seja feliz!
Com carinho, Kate
Apos ler tudo isso, eu estava sem reaçao, chorei por um tempo, lendo aquilo tudo, mas percebi que se ela nao estava ali é porque nao queria mais me ver, nao estava preparada. Fiquei pensativo por um tempo, parece que depois de saber de tudo isso, as coisas ficaram mais obvias na minha cabeça, mas mesmo assim eu ainda nao entendia ela.
Passou um mes, minha vida nada tinha mudado, eu apenas seguia ela normalmente, saia com algumas mulheres, nenhuma que me deixasse como fiquei por ela, mas eu sabia que devia esquecer Kate da minha cabeça.
Em um dia normal, eu saindo do meu trabalho, recebo uma ligaçao, era de uma amiga minha que ano passado havia dito para eu me encontrar com uma amiga dela que ela tinha para me apresentar, mas que no dia a amiga desistiu, eu como precisava sair, resolvi ir ate o encontro.
Chegando la, me reparo com Kate, sentada na mesa com a minha amiga, por um segundo eu nao acreditei que isso estava acontecendo depois de 1 ano e 1 mes sem ver ela e achando que jamais iria a encontrar, saber que ano passado ja era pra termos nos encontrado, eu fiquei mais surpreso do nunca, Kate se virou pra mim e abriu um sorriso, me abraçou e disse que no dia seguinte que haviamos combinado para ir la abrir a carta, ela foi, encontrou um senhor que disse pra ela que a pessoa que ela tinha marcado o encontro tinha ido la, mas que ela nao foi, e entao ele desistiu, ela me contou que ficou muito triste e pensou que o destino fosse a gente nao ficar junto, mas quando ela me viu la, acreditou que o destino nunca falha.
Entao, essa foi minha historia com minha mulher, Kate que hoje estamos casados a 4 anos, somos muito felizes juntos e agradeço a cada dia por ter conhecido ela e pelo destino ter nos juntado.
Sempre acredite no seu destino, ele sempre vai dar um jeito de fazer voce seguir o seu caminho, mas saiba voce tem que ajudar para isso acontecer, ele nao faz tudo sozinho.
Meu titulo:
ResponderExcluirO destino do amor
Minha Menina
ResponderExcluir“Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora...”.
(Mesmo que Mude do Bidê ou Balde)
Bianca era uma menina encantadora, sempre sorridente e cheia de amigos. Acabará de completar 15 anos, o sonho de toda a menina, finalmente virava mulher. Morava a menos de dois anos em São Paulo, e foi nessa cidade tão movimentada que conheceu Henrique.
Henrique era totalmente diferente de Bianca, era fechado e tinha poucos amigos, arrumava briga quase todos os dias no colégio e eram poucos que não tinham medo dele. A única coisa que fazia Henrique se sentir especial era Bianca, que estava sempre alegre. Eles se conheceram quando Bianca se mudou, Henrique morava na casa ao lado da dela, a princípio, ela também teve um pouco de medo dele, mas depois percebeu que aquela marra de Henrique era só fachada para esconder os problemas, que eram muitos.
Os dois primeiros anos juntos foram maravilhosos, Henrique conseguiu enfrentar o problema de ter que morar sozinho, pois sua mãe havia morrido pouco antes de Bianca aparecer. Bianca não podia querer outra coisa, tinha um namorado que faria tudo por ela e pais que a apoiavam em tudo. Passaram-se alguns meses, e Henrique se mostrava cada vez mais fechado, havia conhecido novas pessoas e agora Bianca já não era mais sua prioridade.
Certo dia, Bianca estava voltando do colégio quando algo chamou sua atenção: era Henrique deitado no chão como se estivesse morto. Bianca se assustou e logo saiu correndo em direção ao namorado, estava com medo que ele estivesse inconsciente ou até que tivesse morto. Ela rapidamente ligou para a emergência e, em menos de uma hora, socorreram Henrique e foi constatado que ele havia sofrido uma overdose causada pelo uso excessivo de drogas, Bianca não acreditou, achou até que outras pessoas podiam ter drogado Henrique, mas sabia que ele nunca faria isso com ela. Na verdade, Bianca tinha medo, pois Henrique andava agressivo a mais de um ano, e com todos os problemas, ela nunca teve tempo para perguntar o que estava acontecendo.
Henrique acordou no dia seguinte ao ocorrido, e quando abriu os olhos viu Bianca e logo sorriu, mas ela não estava alegre, queria que Henrique se explicasse ou tudo acabaria ali mesmo. Ele então disse para ela toda a verdade: a menos de um ano tinha conhecido Daniel, um famoso traficante de São Paulo, que o convidou para vender drogas com ele, como era um dinheiro fácil, Henrique aceitou sem hesitar, pois queria muito dar uma vida melhor para Bianca. Ela infelizmente não pensava como ele, depois de escutar a história de Henrique, várias coisas passaram na sua cabeça e ela foi embora sem ao menos se despedir.
(...)
Já havia se passado um ano, e mesmo morando ao lado de Henrique, Bianca nunca mais o viu. Ela sabia que ele não tinha largado o vicio, mesmo assim ainda o amava. Agora o medo e a saudade de Henrique eram grandes e ela faria de tudo para tentar se livrar desses sentimentos. Assim como ele, Bianca também conheceu novas pessoas, e já havia se envolvido com um novo garoto, Juliano, mas sabia que quando visse Henrique sentiria vergonha por ter feito isso com ele. Juliano era bem parecido com Bianca, estudavam na mesma escola e eram colegas, ele tinha 16 anos e também havia se mudado a pouco tempo para São Paulo, ao contrário de Henrique, Juliano era bem cavalheiro e era amigo de todos no colégio. Bianca não podia negar, Juliano era encantador e com o tempo ela foi cedendo a esse encanto.
ResponderExcluirNove meses ao lado de Juliano e Bianca não conseguia tirar Henrique da cabeça, cruzou com ele na rua umas duas ou três vezes e ele parecia mudado, não parecia tão agressivo como antes. Bianca sabia que Henrique tinha seu telefone, assim como ela também tinha o dele, e a vontade que ela tinha era de ligar só pra perguntar se estava tudo bem, se ele sentia saudade e dizer que nunca tinha o esquecido, mas o medo da rejeição e a presença de Juliano nunca a deixaram fazer isso.
Na cabeça de Henrique, a culpa de tudo isso era dele, e ele fazia questão de passar por ela e mostrar que estava bem, mas na verdade não dormia a dias. Os problemas dele só aumentaram, tinha contas a pagar, mal ia ao colégio e devia muito dinheiro a Daniel, que já o cobrava a meses. Havia se tornado viciado em crack sem ao menos perceber, começou apenas vendendo para conseguir um trabalho extra, mas logo Daniel ofereceu um pouco da droga para que Henrique provasse, como ele achou que nada aconteceria, ele experimentou e em menos de um mês já não conseguia ficar sem aquilo. Sabia que se tivesse Bianca do seu lado, nada disso estaria acontecendo. No dia em que viu Bianca com Juliano, e percebeu como ele a tratava mal quando estavam namorando, viu o jeito com que Juliano olhava para ela e viu também o quanto ela estava feliz ao lado de Juliano. Ele mal conseguia olhar para ela, tinha medo de que ela nem se lembrasse quem ele era, tentou acenar umas duas vezes e ela até chegou a olhar, mas depois desviou. Fazia dois dias que ele pensava em ligar para ela e dizer que não aguentava mais ficar longe dela, mas depois desse acontecimento, ele preferiu tentar tirar isso da cabeça o mais rápido possível.
E foi numa noite de domingo que Bianca decidiu que não podia mais esperar, queria Henrique, pois já não aguentava mais mentir para Juliano, que estava cada vez mais apaixonado por ela. Então ela pegou o celular e do fundo de uma gaveta tirou um papelzinho amassado com vários corações, onde estava escrito “amor, me liga 4534-4324”, ela tomou coragem e discou o número, mas o celular de Henrique estava na caixa postal. Bianca decidiu ir até a casa dele, pois como já era tarde, ele devia estar dormindo. Quando chegou até lá chamou por ele, mas ninguém atendeu, ela sabia onde ficava uma chave reserva, bem atrás da bananeira que a mãe dele havia plantado antes de morrer, então foi até a árvore e pegou a chave, quando entrou, tudo estava bagunçado como se Henrique tivesse ido embora. Em cima da bancada da cozinha havia um bilhete que dizia “09h30min na praça, com o dinheiro Ass. Daniel”, Bianca logo percebeu que algo tinha acontecido com Henrique e entrou em desespero, voltou para casa e conseguiu acordar a sua mãe, que a levou até a Praça da Sé aonde foi marcado o encontro de Daniel e Henrique.
ResponderExcluirChegando lá encontrou tudo que não queria ver, Daniel sendo preso e Henrique baleado no chão. Saiu correndo em direção ao corpo, mas antes que chegasse lá ele foi tapado com um pano branco. Bianca não conseguiu acreditar, Henrique não podia estar morto, ele sempre esteve ali e ela preferiu ignorar e sabia que se tivesse ficado ao lado dele, talvez esse problema tivesse sido resolvido e agora eles estariam juntos. Ela não pode nem chegar perto do corpo e a única coisa que a consolava no momento era o abraço forte de sua mãe, olhava aquela cena horrível e pensava em tudo de boa que tinha vivido ao lado dele, e também no tempo que perdeu ao lado de Juliano.
Voltou para casa, ainda sem acreditar no ocorrido, ligou para Juliano e disse que precisava conversar. Quando ele chegou a casa dela, ela contou toda a sua história com Henrique e também contou da morte dele, Juliano se espantou, mas entendeu o que Bianca sentia e prometeu que eles seriam apenas amigos a partir de agora.
Às 10 e meia do dia seguinte era o enterro de Henrique, Bianca não conseguia nem se levantar da cama, chorou muito no dia anterior, mas pensou que seria a última vez que veria Henrique, então se arrumou e foi com seus pais até o cemitério. Chegando lá se aproximou de Henrique, que parecia estar dormindo dentro daquele caixão, e ela sorriu olhando para ele, como sempre fazia quando estava ao seu lado, e dentro do bolso de Henrique deixou um bilhete escrito “é sempre amor mesmo que acabe”. Depois, outras pessoas chegaram perto do caixão, e quando chegou a hora de fechá-lo Bianca não parecia tão triste como antes. Enquanto acompanhavam o caixão só uma coisa passava na cabeça de Bianca: já era muito tarde para ligar.
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ResponderExcluir"No fundo do oceano, morto e rejeitado,
ResponderExcluirOnde a inocência arde... Em chamas
A muitas milhas de casa, estou andando em frente
Congelado até os ossos, estou"
(Iron - Woodkid)
-Fico pensando, quando tudo era mais tranquilo, quando não estava a beira da morte -Disse Derek.
-Sinto falta de minha esposa, dos meu filhos, tenho medo de que eles achem que eu já não irei mais voltar para casa.
-Tenha calma Derek! -Gritou Igor.
-Vamos sair daqui com vida, isso eu te garanto! Também estou com medo, se permanecermos juntos teremos mais chance de sobreviver!
Derek haviam sido convocado para a guerra, entre seu país e o país vizinho que havia tomado já vários territórios. Em seu batalhão conheceu Igor, um cara jovem de dezenove anos, ambos eram apelas soldados comuns e tinham medo dessa enorme guerra que já perdura a três anos. No vigésimo sétimo dia desde a entrada de seu batalhão na guerra, Derek, Igor e mais treze homens focam convocados para missão: sabotar uma base de suprimentos inimigo.
Derek, Igor e a equipe foram por um avião militar até a base. Todos teriam de saltar de paraquedas e se encontrar em um determinado local, para seguirem com a missão. Todos saltaram, e na decida quatro homens acabaram sendo mortos pelos morteiros inimigos. Já alertados, reforçaram a defesa do local. O restante da equipe conseguiu chegar no local, já poderiam seguir com a missão, avançaram até a base e conseguiram se infiltrar pela rede de esgotos do local, seguiram até sair em um beco. No beco um dos homens da equipe se descuidou e acabou dando um tiro com sua “Lee-Enfield” e foram descobertos. Houve então um massacre, cerca de quarenta soldados inimigos apareceram e fuzilaram a equipe. Derek e Igor conseguiram fugir, entrando no prédio ao lado pela escada que havia no beco no momento exato que eles foram descobertos.
Os dois ficaram abalados, morrendo de medo e já não sabiam mais o que fazer. Não sabiam se continuavam aquela missão ou tentassem sair de lá com vida. Eles decidem sair de lá de qualquer jeito, e depois disso fugir da guerra, entraram em uma sala que parecia um escritório, trancaram as portas com o que tinha na sala e escalaram o prédio pela janela. Foram avistados pelos soldados, porém eles não pararam, correram por todo o telhado do prédio prenderam as cordas de seus equipamento na chaminé e desceram pelo outro lado da base. Correram o mais rápido possível, com medo de olhar para trás, quando sem perceber Igor pisa em uma mina e os dois acabam morrendo.
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ResponderExcluirO Saldo de Uma Vida
ResponderExcluir“Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...”
(Epitáfio - Titãs)
Um homem de semblante muito sério, cabelos grisalhos e um olhar intrigado e desgastado está deitado na cama, visivelmente doente. Seu quarto esbanja um luxo desnecessário. Aparenta ter 50 anos, talvez um pouco menos, seu rosto apresenta uma expressão de cansaço – talvez em função do que a doença o fez passar. O senhor que repousa, sobre uma enorme e confortável cama, se chama Ruan Román, um renomado advogado. Román luta contra um câncer que descobriu há alguns anos, mas nada do que tentara o ajudou.
Em sua cama, sem ter o que fazer, pensa em uma frase que ouvira algumas vezes durante a sua vida: “Antes de morrermos um filme sobre a nossa vida passa em nossa mente”. A partir dessa expressão Román começa uma reflexão sobre, não só sobre a sua vida, mas sobre tudo que a envolve. O sentido de viver, o legado que deseja deixar. Inicia então a lembrar de sua infância, muito humilde,por sinal, no interior do Rio Grande do Sul. Sua mãe, Dona Rosa, o criou sozinho – não chegou a conhecer seu pai. Enquanto criança nunca usufruiu de qualquer tipo de luxo, mas sua mãe nunca deixou que lhe faltasse o necessário. Deixa então sua cidade e Dona Rosa para trás prometendo melhorar a sua condição para voltar e ajuda-la. Partiu rumo a Porto Alegre para cursar a faculdade de direito, decidido a mudar sua própria vida. Alguns anos mais tarde ele consegue se formar, porém antes que sua mãe pudesse ver o que conquistara.
O advogado se orgulha muito do que conquistou. Mas há uma coisa que o deixa intrigado, e de certa forma o entristece: Ele não cultivou grandes amizades, e por mais que tente se esforçar não consegue lembrar o nome de algum colega da universidade. Vivenciou inúmeras paixões, e não sabe ao certo por que nenhuma deu certo. A única conclusão plausível a que conseguiu chegar é que talvez nunca tenha dado prioridade a qualquer relação, ao contrário do que faz com o seu trabalho.
Nem mesmo todo o dinheiro que conquistou pudera resolver o seu problema de saúde. Não há o que fazer. Ele reflete sobre tudo o que experimentou da vida, e pensa “será que tudo isso valeu a pena?”. Román imagina como seria se o trabalho não fosse prioridade, ou se tivesse encontrado alguém para partilhar o que conquistou. Pensa que morrer na companhia de uma enfermeira que não conhece bem, não é uma morte digna.
Deitado em sua cama – uma das poucas coisas que o conforta – ele espera a morte chegar para acabar com essa monotonia, pensando como seria se trilhasse caminhos diferentes, se arriscado mais, amado mais, ter feito o que queria fazer.
Um dia, quem sabe
ResponderExcluir“Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir”
(Encontros e Despedidas – Maria Rita)
Estavam os dois lá, sentados, quietos, ela com os olhos cheios de lágrimas e ele sério, com os braços ao redor dos ombros dela. Estavam com as duas malas gigantes e uma bolsa em suas frentes, observando as chegadas e partidas, os abraços apertados e choros de pessoas se despedindo, e os sorrisos de outras chegando; esperavam pelo trem que iria separá-los.
Os dois moravam na França, namoravam há 6 anos já, e ela estava indo viajar, conhecer outros lugares e estudar; sua viagem começaria por Londres, onde nunca tinha estado e sempre quis ir, pois adorava tudo lá: as pessoas, os lugares, e até mesmo o clima nublado que lá predomina. Assim que contou para ele que estava com data marcada para viajar, ele não aceitou, disse que ela tinha que ficar com ele, que não podia fazer isso e que ele era totalmente contra. Mas, com o tempo e depois de inúmeras brigas, ele foi aceitando o fato de que era isso que ela queria e que nada nem ninguém iria convencê-la do contrário.
O trem chegara, e já era hora de partir. Ambos se levantaram, e nessa hora as lágrimas já escorriam pelo rosto dos dois; ficaram parados por alguns segundos, olhando um para o outro, e se abraçaram e se beijaram como se nunca mais fossem se ver. Fizeram juras de amor, prometendo nunca esquecerem um do outro, e que quando ela estivesse pronta para voltar, iria procurá-lo e, então, pensariam juntos em como se resolveriam. Ela prometeu escrever sempre que possível, sempre que parasse em algum lugar novo. Ele prometeu amá-la para sempre.
Ela foi em direção ao trem e, a cada passo que dava, parava e olhava para trás para que pudesse ter uma última imagem dele e daqueles olhos lindos que a encantaram anos atrás. Ele também não tirava os olhos dela, ficava pensando em como amava ela, em como não saberia como iria viver sem ela daqui pra frente. Enfim, ela entrou no trem e ele a perdeu de vista; ainda ficou alguns minutos parado, em pé, pensando no futuro, se eles iriam se reencontrar logo ou se ainda iria demorar anos, ou, até mesmo, se nunca mais iriam se ver; ficou vendo as pessoas indo e vindo na estação, sorrindo e chorando, apressadas e caminhando lentamente como se não quisessem ir embora. Finalmente o trem partiu, separando-os, deixando os dois pensando se, um dia, quem sabe, ainda iriam se ver.
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ResponderExcluirO FUTEBOL ACABOU PRA MIM
ResponderExcluir“Fiz tudo ao meu tempo, me apressei
A escolha foi minha, eu não pensei direito
Estou muito deprimido pra continuar
Você vai se arrepender quando eu não estiver aqui”
(Adam's Song, Blink 182)
Nos dias mais claros, nas tardes mais chuvosas, no mundo onde o futebol não era o que tudo o que pensava. Hoje eu me encontro aqui, triste por ter tido uma chance e jogado ela fora. Futebol era a minha vida, mas tudo se foi naquele jogo... Onde tudo poderia dar certo, onde qualquer atitude mudaria o meu futuro... Eu falhei. Deixe-me contar o que aconteceu.
Eu tinha 16 anos, era um adolescente muito tímido. Os únicos que falavam comigo eram alguns que achavam que eu tinha algum futuro, além da minha família, que sempre me apoiou desde o começo. Enfim, eu estava indo para o meu primeiro treino lá no Inter. Isso mesmo! Estava no Inter! O nervosismo que eu estava sentindo era sem comparação, nunca tinha ficado assim na vida, se eu errasse ali, era uma oportunidade perdida. Peguei a lotação. Sempre achei que Porto Alegre ficava mais bonita quando estava nervoso, engraçado, vai que é doença. Chegando no CT, achei alguns conhecidos, alguns bons amigos, até que o nervosismo foi me esquecendo, porém ele voltou intensamente quando eu vi o treinador. Parecia um sujeito que fazia o mal porque gostava de ver os outros sofrerem, se tinha alguém que me metia medo, era ele. Tentei não dar muita atenção ao sujeito, tentei logo mostrar o porquê de terem me colocado lá, acabei fazendo o treino da minha vida, fui tão bem que o técnico do time principal, que estava na casamata, me chamou e disse: “Ei guri! O Cleidnélson tá machucado e nós estávamos precisando de um camisa 10 imediato, o que tu acha de treinar com o time principal amanhã?” Mal conseguia respirar, parecia sonho se tornando realidade. Aceitei na hora o convite e no próximo dia já estaria jogando com todas aquelas estrelas que via na TV, desde Dionilson até Ekleison, não podia acreditar.
Chegando em casa, falei para todos que estavam lá o que havia acontecido em meu primeiro treino no CT, eles não podiam esconder a felicidade, mas mostraram preocupação, e com razão, se eu estava nervoso antes de um treino normal, imagina quando eu treinar com o time principal. Tentava manter distância desse pensamento, mas não consegui dormir. Logo ao amanhecer percebi que aquele seria o meu dia, tinha achado uma nota de 50 reais no chão -se aquilo não era sorte, eu não sei mais o que era. Eram umas 2h da tarde, hora de pegar a lotação para ir ao treino. Cheguei no local e parecia que eu tinha feito um gol de final de Copa do Mundo (o da vitória), eram tantos jornalistas, tantos comentaristas, tantas pessoas da imprensa que eu não conseguia caminhar. Todos perguntavam o mesmo: “Quem é você?”. Preferi não responder naquela hora, responderia na bola, logo ali no gramado. Cheguei no técnico e me apresentei, ele logo me deu a camisa 10, disse que eu jogaria do lado de Ekleison no jogo de domingo contra o Cruzeiro de Porto Alegre. Pra mim tanto fazia o adversário, estava feliz apenas por estar ali. No treino, fiz outra apresentação de gala, respondia aos céticos a minha escolha, porém, no meio do treino, acabei brigando com Ekleison e eu sabia que, por conta dessa briga, iria ser sabotado dentro do elenco.
ResponderExcluirEra domingo, dia do primeiro e último jogo meu pelos profissionais do Inter. Antes do jogo falei com Ekleison, pedi desculpas, eu não era o tipo de cara que ficava de birra com os outros, era mais daqueles que apartava brigas, um cara da paz. Não me respondeu nada, virou a cara para o campo, só vi que estava mal-humorado. Não dei muita bola, mas devia, a sabotagem que eu estava prevendo não demorou muito para acontecer. Até que eles eram criativos, não me passavam a bola, e quando passavam, tinham a certeza de que eu faria alguma besteira. Sempre davam um jeito de me colocar nas situações mais complicadas. Eu não poderia ter ido pior naquele jogo, perdemos, fomos massacrados, e o principal culpado, agora odiado por todos, era eu.
A depressão não demorou para aparecer. O futebol, agora, é passado para mim. Eu sei que tinha o potencial para ser um grande jogador, e por causa de um só jogador, fui totalmente excluído do mundo da bola. Estou escrevendo este texto como forma de consolar a minha pessoa, encontrei na escrita um modo de controlar toda a tristeza que está dentro de mim, anda funcionando, apesar de eu preferir estar dentro de campo com as mesmas pessoas que me tiraram de lá. O Inter acabou perdendo aquele campeonato. Tenho certeza de que eles se arrependeram de terem me deixado para trás. Eu faria tudo por eles.
EDUARDO E MÔNICA
ResponderExcluir"Quem um dia irá dizer que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer
Que não existe razão?"
(Eduardo e Mônica - Legião Urbana)
Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram. Já eram sete horas da manhã, e ele estava atrasado para sua aula. Em outra parte da cidade, estava Mônica, num bar, tomando um conhaque, sem se preocupar com outros compromissos.
Mais tarde, quando Eduardo foi para seu cursinho, pois estava no ultimo ano do ensino médio, seu amigo o convidou para uma festa naquela mesma noite, falando que tinha uma festa legal, e queriam se divertir. Lá, Eduardo encontrou Mônica, os dois conversaram muito e foram se conhecendo, mas a festa estava muito estranha. Eduardo já não aguentava beber e estava atrasado para chegar em casa, pois já eram quase duas horas da manhã.
Os dois trocaram telefone, e após um tempo, decidiram se encontrar. O Eduardo sugeriu para se encontrarem numa lanchonete perto da casa dele, mas a Mônica queria ir ver o filme do Godard. Então os dois decidiram se encontrar no parque da cidade, que ficaria no meio do caminho para os dois.
Eles eram muito diferentes. Mônica era uma mulher mais alternativa, falava coisas sobre o Planalto Central, também magia e meditação. E gostava do Bandeira, do Bauhaus, de Van Gogh e dos Mutantes. Já Eduardo ainda era aquele garotinho que jogava futebol de botão com seu avô, e fazia aulas de inglês.
Mesmo com tudo diferente, os dois se davam muito bem. Começaram a se ver todos os dias e a vontade de um pelo outro crescia cada vez mais. Eduardo e Mônica fizeram muitas coisas juntos, como natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar. Por serem muito diferentes, aprendiam muitas coisas. A Mônica explicava pro Eduardo coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.
O tempo passou, Eduardo aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer, e decidiu trabalhar. Enquanto isso, Mônica terminava a faculdade. Ela se formou no mesmo mês que ele passou no vestibular. Os dois comemoraram juntos, e também brigaram juntos, como qualquer outro casal. Todo mundo dizia que eles se completavam, que nem feijão com arroz.
Logo após isso, decidiram morar juntos, construíram uma casa e tiveram gêmeos. A vida dos dois era difícil, tiveram que batalhar muito para conseguir dinheiro para se sustentar, foi a parte mais difícil de suas vidas. Decidiram voltar para Brasília e seguiram suas vidas, com altos e baixos, mas sempre enfrentando tudo juntos, mesmo com todas suas diferenças. Mas quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
Até o amor acaba.
ResponderExcluir“Embora machuque
serei o primeiro a dizer
Que eu estava errado
Oooh sei que eu provavelmente estou muito atrasado
Em tentar me desculpar por meus erros
Mas só quero que você saiba
espero que ele te compre flores
espero que ele segure sua mão
Te dê todas as horas dele
Quando ele tiver a chance
Leve você a todas as festas
Porque me lembro o quanto
Você amava dançar
Faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era seu homem
Faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era seu homem.”
(Bruno Mars – When I was your man)
“Carta 37:
Eu sei que talvez essa seja só mais uma carta que você não vai responder, mas, honestamente, eu espero que não seja. Já faz mais de um ano desde que tudo acabou, Ana, eu sei que a culpa é minha, sei que eu fui um idiota durante a maior parte do tempo, mas eu mudei. Desta vez eu estou falando sério. Por favor, uma resposta é só o que eu te peço, o que eu te suplico! Eu prometo que paro de lhe escrever se me der uma resposta a isso, preciso saber se você ainda me vê como a pessoa de antes, então, por favor, não devolva essa carta como fizestes com as outras trinta e seis. Te amo.
Com todo o amor do mundo, Arthur.”
Ana releu a carta cerca de dez vezes antes de sequer pensar em como a respondê-la. Era um assunto que estava se repetindo pela trigésima sétima vez, no período de apenas um ano, desde que o romance dos dois teve seu fim. Esta carta, diferentemente das anteriores, era extremamente curta e decisiva, o que fez seu conteúdo mexer com as emoções e o coração de Ana.
Seu novo namorado, Marcos, não se chocou quando descobriu que Arthur a havia procurado. Ele sabia o quão especial sua namorada era e não estava disposto a deixá-la. Apesar de ter certa segurança em relação ao seu relacionamento, ele conseguiu perceber o quão abalada Ana ficou, logo, sugeriu que ela respondesse a carta, como um meio de dizer que tudo realmente acabou e zerar a possibilidade de um reencontro.
Dentro destas circunstâncias, Ana se encontrava em um café, no centro, longe de seu atual namorado, sozinha com a carta do homem que machucou tanto seu coração. Ela decidiu por escrever uma resposta, mas não conseguia pensar em quase nada. Ana escrevia palavras aleatórias em um pedaço de papel, e ao escrever apagava-as imediatamente. A única palavra restante foi “acabou”. Por fim, desistiu de escrever racionalmente palavra por palavra e deixou-se levar por seus sentimentos e dúvidas.
Ao receber uma carta com o endereço de Ana, Arthur animou-se e desejou ser uma carta de reconciliação, porém ao ler seu conteúdo, derramou-se em lágrimas.
ResponderExcluir“Alguma vez você se colocou no meu lugar? Já se perguntou como eu me sentia quando recebia suas mensagens apaixonadas, sabendo que não era a única? O meu grande consolo é saber que um temporal não dura para sempre e o amor também não. Arthur, amor não é um costume, algo para se agarrar quando se esta solitário, e muito menos uma palavra bonita para se dizer. Ele é uma coisa simples e feliz, que acontece apesar de nós.
Ana”
Agora já não adiantava espernear, insistir, implorar. Ele a perdera. A verdade é que Arthur se importava muito com Ana, mas não tanto como achava e nem tão pouco quanto Ana pensava.
Semanas se passaram sem nenhuma noticia de Arthur, ele finalmente havia desistido. Ana não conseguia fingir que a insatisfação não tomava conta do seu ser e, consequentemente, Marcos, seu namorado, percebeu que as cartas de Arthur haviam desencadeado algo profundo nas emoções de Ana.
Andando pelas ruas de seu bairro, com Ana. Marcos perguntou, casualmente:
-Ele não enviou mais nada?
-Não. Respondeu Ana, claramente incomodada com o assunto.
-Você poderia pelo menos fingir que ele não é mais importante3 na sua vida.
-Eu cansei de fingir marcos. Cansei de tudo pra falar a verdade.
Os dois param na beirada da calçada, e Marcos tenta abraçar Ana. Ela não retribui seu gesto e, ao contrário, o empurra para longe.
-Marcos, eu não consigo mais fingir tudo isso. Eu gosto muito de você, mas de que adianta gostar sem saber gostar nem de mim mesma? Eu estou cansada de só estar feliz quando você esta feliz, francamente, não gosto disso, e estou cansada.
-Eu achava que você me amasse, era o que você dizia.
-Eu não sei amar ninguém, ainda não. Eu tenho que primeiro aprender a amar a mim mesma, a acordar todo dia de manhã por mim e por mais ninguém! Sinto muito, mas não podemos mais continuar com isso.
-Então acabou?
-Sim, acabou.
Ao voltar para casa, nada era igual, todas as relações de Ana não haviam funcionado e mais um estava ali, a arrumar suas coisas e ser colocado para a rua por ela.
Houve apenas uma última carta de Arthur, que, agora, não mexia mais com o coração de Ana. A carta era endereçada à Marcos, mas como não haviam condições psicológicas de entregá-la, Ana leu-a.
“Marcos, não escrevo esta ultima carta para causar afronta nenhuma, pelo contrário, quero lhe dizer para não desperdiçar a chance que tens nas mãos. Pessoas assim não se encontra duas vezes na vida, então, leve-a para dançar quando ela quiser, segure a mão dela quando ela estiver com medo, ame-a o máximo que puder, pois ela merece.
Com carinho, Arthur.”
Ana se sentiu um tanto insultada ao receber aquilo, mas sabia que deveria responder. Ela sentia-se confiante e pronta para seguir em frente, desde que fechasse este capítulo de sal vida.
“Querido Arthur, não há necessidade em dizer como devo ser tratada, eu mesma consigo sair pra dançar sem precisar de ajuda alheia, eu consigo controlar meus medos e inseguranças, e ninguém no mundo algum dia vai me amar tanto quanto eu.
Ana.”
Novo começo.
ResponderExcluir"Outra noite que você
Passa e finge que nem vê
Não esconde o teu rancor
Quer tentar me enlouquecer
Quanta coisa a gente faz
Depois quer voltar atrás"
(Armandinho-Outra noite que se vai)
Sofie sempre foi dessas de amar demais, sentir demais, querer demais, tudo demais. Porém, desta vez, sentia que era diferente, era algo muito mais além de amor, era obsessão... Todos os defeitos de Bernard lhe encantavam, seu jeito de falar enrolado, seu olhar que lhe parecera o mais sincero, seu jeito de andar feito um príncipe. Pra falar a verdade, para Sofie, Bernard era um príncipe. Era o chamado “amor de sua vida”, o final feliz, o “felizes para sempre” que toda a princesa já desejou ter.
Seu amado, Bernard, até gostava dela, mas gostava mais de farra, de beber, de sair, de noite. Bernard, porém, sabia enganar do melhor jeito possível e fazê-la acreditar que se amavam na mesma intensidade. Não que Bernard não gostasse de Sofie, gostava, muito, mas sabe aquela história “...Mas é algo que sinto aqui dentro, feito flor que perde o perfume com o tempo...” então, isso definia. O amor de ambos com certeza não eram na mesma intensidade, Bernard já estava cansado, sabia que não servia para relacionamentos sérios, mas tentou,tentou por ela, por ele, pelos dois. Bernard podia dizer que foi amor á primeira vista quando encontrou Sofie, por volta de dois anos atrás, seus olhos negros lhe assustavam, mas era o susto mais belo que podia sentir seus longos cabelos loiros ao vento, expressavam a maior doçura que alguém já pode ter visto tido e sentindo.
Os dois juntos eram o tipo de casal perfeito, um conto de fadas, a dama e o vagabundo.
– Lembro-me como se fosse ontem de nossas tardes no parque em dias ensolarados, de nossas sessões de filme em noites chuvosas e frias, cobertor, pipoca, filme e nós dois mais nada importava naquele instante. Estendo-me ao falar dele, pois foi uma longa história, pode ser que essa história ainda continue, mas eu me garanto e sei que isso vai demorar, pois desta vez, o buraco foi profundo, a dor foi enorme e recuperar tudo não vai ser uma tarefa fácil, se é que um dia iremos decidir recuperar isso.
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ResponderExcluirBernard fazia de tudo para ver Sofie sorrir, pois achava seu sorriso lindo, mas também amava lhe ver braba, irritava-a brincando mesmo que Sofie odiasse isso. Apesar de tudo, o que Bernard menos queria era vê-la chorar, por mais que não gostasse na mesma intensidade, sabia que se falasse ou demonstrasse isso para ela, iria ser uma tremenda desilusão.
ResponderExcluirUma coisa que me esqueci de falar sobre Bernard, é que ele era fraco em relação á garotas, ainda mais na situação em que estava não sabendo ao certo o que sentia mais sobre Sofie. Não sabendo se queria continuar ou, se queria arriscar. Bernard nunca imaginou que Sofie , uma garota que sempre foi tão bobinha e ingênua iria descobrir aquilo, quem dirá, procurar, arriscar, e ver , ao vivo e á cores.
Então, Bernard estava traindo-a, talvez fosse por motivos de fraqueza, mas nada explica uma traição, Bernard não tinha mais saída, era admitir sem saber com que cara e com que jeito reagir, pois foi pego no flagra, na hora certa, no lugar certo e no momento certo. Sofie ficou sabendo desta suposta traição á tempos, mas nunca acreditou, pois estava cega de amor, talvez não só cega, mas cega, surda e muda. Até que, na festa do dia 2 de novembro de 2011, do colégio em que estudavam, Sofie descobriu. Ela esperava daquela noite, um das noites mais especiais de sua vida e que iria poder enfim, provar para todos que Bernard não lhe traia coisa nenhuma. Mas para sua surpresa, tristeza, desilusão e ódio (talvez de si mesma, por se deixar levar pelo “papo furado” de Bernard), ao entrar no salão, Sofie se deparou com umas das cenas mais horríveis de sua vida, como se o tempo parasse naquele momento, todos olhavam pra ela como se falassem ao mesmo tempo “eu te avisei”, ver Bernard beijando outros lábios, sentindo outros gostos, para ela, era impossível acreditar, se pôs a chorar. Não sabia o motivo do choro, se era ódio, um ódio imortal da garota por ser tão cara de pau a ponto de beijar seu namorado, ou ódio dele, ódio por tudo que ele foi por tudo que deixou de ser, por todas as mentiras, por toda ilusão, talvez aquele choro seguido de soluços, podia ser de tristeza mesmo, por não ter escutado seus amigos, por ser tão ingênua. Mas só lhe passava uma coisa pela cabeça: á quanto tempo isso já vem acontecendo? Por quê? Como? Quando?
– Eu Juro... ju...
Bernard tentava se explicar, até que, foi interrompido com uma forte fala de Sofie, que decidiu levantar-se e falar o que precisava ser dito ali, naquele momento, precisava mostrar-se forte só por um instante.
ResponderExcluir– Você... Eu só não esperava isso de você, não mesmo Bernard. Não me procure, não mais quero desculpas nem “choromelas”, eu já estou triste e decepcionada demais para isso, e estou farta de mentiras. Lamento por você, por desperdiçar amor maior. Mas de uma coisa você pode ter certeza: igual á mim e ao meu amor, você não vai encontrar nunca mais. Nunca!
Sofie virou as costas e se foi. Deixando todos pasmos, simplesmente não acreditando que aquilo acontecera. Bernard chorando com seu sentimento de culpa, afinal, bem feito. A menina? Ah, essa nem estava mais ali, já tinha fugido á tempos para escapar de uma briga maior. Desde então, Sofie e Benard nunca mais se falaram, das redes sociais eles desapareceram, seus celulares foram apagados, e as lembranças foram passando pelo tal “processo de esquecimento”, era o necessário.
Anos se passaram e Sofie já era uma nova menina, uma mulher, mais madura, mais realista e agora sabia dos perigos que a vida traz, já estava na faculdade, trabalhando e levando sua própria vida e também com um novo relacionamento, com um homem mais maduro, porém, mesmo assim, Sofie não acreditava mais nos contos de fadas e sabia que não iria encontrar um príncipe encantado. Já Bernard, estava levando sua vida do mesmo jeito, estava na faculdade também e trabalhando. Porém, solteiro e o sentimento de culpa ainda lhe pertencia, mais fraco, mas ainda estava ali.
Bernard achou o número de Sofie em um casaco. Aquele que tinha usado em seu primeiro encontro com ela, pensou muito e decidiu enfim ligar, chamou, até que Sofie atendeu e com aquele mesmo tom de voz, jeito de falar, disse o tão esperado “Alô? Quem é?”
– Alô, sei que não é uma pessoa que você esperava uma ligação, e também nem sei se lembra mais de mim, mas é o Bernard.
– Bernard? Ah claro, lembro...
Resmungou com o tom de quem realmente não esperava aquilo.
– Pois é Bernard, não sei se você lembra de como eu era também, mas aquela garotinha mudou, agora sou uma mulher, e como eu já disse, não quero desculpas nem mais nada que venha de ti. Agora quem diz dane-se sou eu.
Encontro de amor
ResponderExcluir"Tava tudo armado esquematizado
Pra você ficar comigo
Fui ao teu encontro, todo arrumado
Nem tinha noção do perigo
Você não estava sozinha
Levou alguém mas que surpresa
Por pouco não perdi a linha
Me conquistou, mais que beleza
E eu fiquei olhando hipnotizado
E até rolou um clima"
(Apaixonado pela sua amiga-Gustavo Lins)
Rodrigo era um homem bonito,bem sucedido mas porém solitário,sua vida era dedicada inteiramente ao trabalho.Tinha sofrido uma desilusão amorosa, sua namorada o traio com seu melhor amigo depois disso ele nunca mais se envolve com ninguém.
Até que certo dia ele resolveu entrar num site de relacionamento e acabou se envolvendo com uma mulher, que se dizia a procura de um grande amor.Eles passavam horas e horas conversando, Rodrigo chegava do trabalho e ia direto pra frente do computador, conversar com Aline. Passou-se uma semana e eles marcaram de se encontrar em um bar da Lapa, Rodrigo estava ansioso e Aline insegura pois não sabia o que lhe esperava lá e acabou levando sua amiga Ana junto no encontro.
Ao chegar em frente ao bar Rodrigo viu duas mulheres sentadas em uma messa, logo percebeu que uma delas era Aline, pois os dois haviam combinado de irem de camisa branca pra se reconhecerem.Mas Rodrigo ficou encantado com a amiga de Aline, ele cumprimentou as duas sentou-se a mesa e não conseguiu disfarçar seu encanto por Ana, passou o tempo todo admirando ela; Aline acabou percebendo e pediu pra ir ao banheiro mas acabou indo embora.
Ana e Rodrigo ficaram conversando e não viram o tempo passar,até que Ana percebeu que sua amiga não tinha voltado e que já era de madrugada, Rodrigo disse que a levava em casa, ao sair do carro Rodrigo pediu o numero de Ana e tacou-lhe um beijo.Rodrigo chegou em casa encantado, estava apaixonado pela moça.Ana assim que entrou em casa ligou para amiga e confessou que tinha se apaixonado por Rodrigo, Aline disse pra ela ser feliz e que não era pra ela se preocupa, pois Rodrigo não fazia seu tipo.
No outro dia Rodrigo ligou para Ana e os dois combinaram de sair, ficaram um mês saindo direto, até que Ana descobriu que estava gravida, os dois acabaram se casando e descobriram que iam ter filhos gêmeos.
O novo cavaleiro resurge! (1/2)
ResponderExcluir"Todo mal combater
Despertar o poder
Sua constelação
sempre irá te proteger
Supera a dor e dá forças pra lutar"
(Pegasus Fantasy, versão brasileira, Angra.)
Diz a lenda, que desde os tempos mitológicos, a cada 240 anos, um grupo de cavaleiros é formado para livrar o mundo das forças do mal, esses cavaleiros são treinados desde crianças com o único propósito de serem dignas para vestirem suas armaduras, feitas do pó de estrelas, dando-as um poder inacreditável e uma brilhosidade incrível. Ao todo são 12 armaduras, cada uma representando um signo do zodíaco, esperando desde sempre um jovem capaz de elevar seu cosmo a ponto de poder trajá-las.
Numa pacata e monótona tarde de uma segunda feira na Itália, Draven, um adolescente de 16 anos, teria sua vida mudada para sempre com a visita inesperada de um idoso em sua casa. O idoso tocou a campainha e vagarosamente Draven atendeu a porta:
- O que foi seu velho? Eu te conheço? O que te traz aqui?
- Eu vim lhe tornar um cavaleiro, um cavaleiro de Atena, disse o idoso sorridente
- Você é louco? Quem é você? Cavaleiro? Atena?
- Me dê um momento para explicar melhor, O mundo precisa de você, Atena precisa de você, você tem poderes incríveis...
-Saia da minha casa seu velho louco! Chamarei a polícia se você não me obedecer - Disse Draven, interrompendo o calmo senhor.
Nesse momento o velho faz uma proposta a Draven, pedindo um tempo de sua atenção se ele mesmo conseguisse esmigalhar uma rocha com as próprias mãos, Draven rindo e duvidando do velho aceita a proposta e fica totalmente abismado quando vê um paralelepípedo sendo esmigalhado em milhões de pedaços pelas mãos do velho com uma imensa facilidade.
- Co-como você fez isso? É um super herói? Não me machuque, por favor!
- Eu não vou te fazer mal meu rapaz, agora cumpra com sua palavra.
Após uma longa conversa entre os dois, foi revelado pelo velho que Atena é a protetora do planeta terra, uma deusa, e a cada 240 anos surgem os cavaleiros, os cavaleiros de Atena, no qual sua fonte imensa de poder vem do cosmo emanado de dentro de seu corpo, um poder que todos os humanos possuem, mas só os cavaleiros o sabem utilizar e o fortalecer, assim os fazendo possuir força sobre-humana.
O novo cavaleiro resurge! (2/2)
ResponderExcluir- Mas porque os cavaleiros são formados de 240 a 240 anos? Proteger a terra de quem? Os policiais não podem resolver isso?- responde Draven, repleto de dúvidas.
- Haha, creio que apenas os policiais não poderiam combater o que está por vir meu caro... Logo, Hades, o imperador do inferno, atacará a terra, como faz a cada 240 anos na chamada "A Guerra Santa", e precisamos do último cavaleiro para estármos preparados contra Hades, e esse cavaleiro é você, da constelação de sagitário.
- EEEEU???-respondeu Draven indignado- Sou apenas um jovem normal, sem nenhum talento especial! Você deve estar se confundindo! Eu até agora não sei oque é esse cosmo que você tanto falou, e pelo oque eu entendi, ele está ligado totalmente e fonte de poder dos cavaleiros...
- Não existe erros meu jovem, a própria Atena, que se encontra na grécia, apontou você como cavaleiro de sagitário... Falando nisso, vamos tirar o resto de suas dúvidas com ela e com os outros cavaleiros- disse o senhor, com uma serenidade invejável
Draven, como era de se esperar, estava desesperado, e replicou dizendo que não poderia ir até a Grécia do nada, sem dar satisfações nenhumas com seus pais, ainda mais com um velho que acabara de conhecer. Ignorando o rapaz, o idoso simplesmente com sua bengala deu uma batida no chão, os fazendo aparecer, do nada, dentro de um grande palácio de mármore, onde em um trono havia uma mulher linda, jovem, cercada de 11 homens trajando enormes e pesadas armaduras douradas
-Bom trabalho Garen, trouxe Draven até nos! - disse a mulher misteriosa sentada no trono.
- Só cumpri com o que me foi pedido, senhorita Atena.
- Espera ai, como você sabe meu nome? Onde estou? Quem são vocês!? - disse Draven quase desmaiando de medo
- Sou Atena, jovem cavaleiro, fique tranquilo, estes senhores o ensinarão tudo o que é necessário, fico feliz de contar com sua presença
Por semanas, Draven, aprendeu sobre como ser um cavaleiro, tendo aulas e ensinamentos com o restante dos cavaleiros, testando sua capacidade física e sua lealdade ao máximo, assim como o fazendo aumentar o poder de seu cosmo. Garen, o velho, o ajudava o teletransportando para sua casa na Itália todos os dias, e o trazendo para a Grécia.
-Enfim, nomeio o novo cavaleiro de sagitário, Draven!- disse Atena após meses de preparação de Draven para se tornar um cavaleiro, uma festa foi realizada e seu nome na história dos cavaleiros mitológicos foi escrita. É só uma questão de tempo até guerra contra Hades começar, porém, podemos dormir tranquilos, sabendo que 12 fiéis e poderosos cavaleiros nos protegerão, assim como ocorreu desde sempre.
Gabriel Henrique Lemos Trazzi, 302.
FLORICULTURA
ResponderExcluir“Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito como eu rolo com você
Sinceramente você pode se abrir comigo
Honestamente eu só quero te dizer
Que eu acertei o pulo quando te encontrei
Acertei o pulo quando te encontrei”
( “ Sinceramente”, CACHORRO GRANDE)
Em um dia de muito sol e calor na cidade de Belo Horizonte, Bernardo, um advogado recém formado tentava atravessar uma avenida muito movimentada, para ir em direção ao seu trabalho. Nos breves minutos que estava parado na sinaleira, começou a observar uma floricultura, admirar a beleza das flores, que estavam do outro lado da rua. A sinaleira e Bernardo atravessou, indo de encontro com as flores para observa-las mais de perto, pois adorava flores. Quando chegou bem próximo delas, uma menina mediana, morena e simpática se aproximou dele.
-Oi! Posso te ajudar? – Disse ela-
Bernardo pôs os olhos na menina, começando pelos pés e seguindo em direção ao rosto. Bernardo no exato momento que há viu se apaixonou por sua beleza e simpatia.
-Oi! – Ele respondeu
Bernardo tentava pensar em alguma coisa para falar com a menina, mas sua cabeça não conseguia raciocinar. A única coisa que ele percebeu foi seu crachá, aonde mostrava que o nome dela era Julia. Enquanto Julia esperava a resposta de Bernardo entrou uma outra menina na loja e com isso Julia pediu licença e foi atende-la. Bernardo saiu da loja com uma sensação que não conseguia descrever, como se duas almas que até então andavam sozinhas, agora haviam se encontrado e eram com um encaixe perfeito. O dia todo passou lentamente para Bernardo, todo o tempo que ficou lendo processos e cuidando dos afazeres do escritório pensava em Júlia, na sua beleza, no seu sorriso, na sua voz, no conjunto dela que havia deixado ele encantado.
No outro dia então, Bernardo acordou mais cedo e voltou até a floricultura, agora mais arrumado e perfumado do que nunca. Logo que avistou Julia caminhou de encontro há ela.
-Bom Dia Júlia! Será que você pode sair pelo menos uns 30minutos para tomar café comigo? - Disse ele rapidamente-
-Bom Dia! Posso perguntar para o meu chefe se consigo esses 30 minutos. – Disse Júlia meio insegura em relação ao que deveria fazer, mas algo nela dizia que deveria sair com ele. –
Então Júlia entrou em uma sala da loja e poucos minutos depois saiu de lá, confirmando assim a proposta de Bernardo. Os dois então saíram da loja e foram até uma padaria que tinha ali perto, sentaram em uma mesa perto da janela, um de frente para o outro. Bernardo estava visivelmente nervoso, mas mesmo assim de primeira deixou explicito para Júlia o que havia sentido.
- Júlia, ontem quando atravessei a rua para ver as flores e encontrei você senti algo que nunca tinha sentido por alguém na minha vida, algo muito forte. Sei que não nos conhecemos, mas quero saber cada detalhe da sua vida, cada segredo, mania, sonho, tudo!- Disse Bernardo. –
- Bom...não posso dizer que não senti o mesmo, me senti atraída por você também, mas acho que devemos ir com calma. – Disse Júlia meio assustada, mas surpresa positivamente. –
Então os dois ficaram conversando por alguns minutos, até que chegou o horário da Júlia voltar para a floricultura. Os dois então na mesma noite acabaram saindo, conversando mais, ficando, e todas as manhãs eles se viam e aquele sentimento de encantamento se renovava. Os dois acabaram descobrindo muitas coisas em comum, gostavam das mesmas bandas, receitas, passeios, muitas coisas em comum. E então os dois que não acreditavam no amor a primeira vista acabaram vivenciando ele e aproveitando totalmente.
Tays Peres Remião, 302
DEPRESSIVA ADOLECÊNCIA
ResponderExcluir“Estátuas e cofres e paredes pintadas
Ninguém sabe o que aconteceu.
Ela se jogou da janela do quinto andar
Nada é fácil de entender.”
(Pais e Filhos, Legião Urbana)
Acordou atordoada, sua cabeça fervilhava pensamentos: não sabia se havia sido um sonho ou lembranças do dia passado. Sofia era uma menina de 16 anos que já conhecia as frustrações da vida. Isolada e cabisbaixa, passava seis horas de agonia diárias enquanto estudava. Passou a ser rejeitada desde a infância. Seus pais, os únicos símbolos de motivação e exemplos de confiança sempre deram suporte, porém não percebiam o conflito interno que se passava com a filha. Sofia até dava sinais; no inicio tentava desenrolar um diálogo com a mãe, contando suas dificuldades na escola. De nada ajudou, os conselhos eram sempre os mesmos: “você está passando por uma fase, tudo melhorará no futuro”.
Sofia era uma menina muito talentosa. Fazia arte como ninguém mais. Adorava pintar quadros. Quadros depressivos, porém de uma exuberância sem igual. Voltava da escola e ia para seu quarto, uma espécie de ateliê. Quieta e inquietante como uma rosa num jardim de outono. Refugiava-se da incerteza do amanhã sem sentido. Era seu único meio de realmente libertar suas expressões.
Na multidão sentia-se sozinha. Sozinha sentia-se isolada. O vazio sempre era o mesmo. Como o mundo poderia ser tão cruel? Apesar de conturbada, era uma menina que exigia muito de si mesma. Questionava-se: “como explicar para meus pais que não sou alguém feliz?”. Era comum passar tardes e tardes cogitando a possibilidade de deixar de existir: “No fim ninguém sabe a razão de viver, então para que viver uma vida triste?”.
Já era outubro. Preparava-se para o tão aguardado fim dos dias de ensino médio (já que estava no último ano de escola). Manteve-se firme durante os próximos meses. O pensamento às vezes falava mais alto. Sofia procurava por respostas, porém nada mais fazia sentido. Parecia simplesmente não existir nenhuma luz no fim do túnel. A dor emocional era tamanha que seria pouco comparar com qualquer dor física.
No último dia de aula. Sofia parou para refletir toda sua vida desde que nasceu. Morreu, naquele dia, a insegurança. A morte era certa. As frustrações da vida não faziam mais parte de seu futuro. Acabou percebendo que por mais incerta que a vida fosse, a única certeza era de que ninguém sabia nada de nada. Deu-se conta de que foi julgada por pessoas que não sabiam nada da vida, afinal ninguém sabe. Naquela tarde ensolarada de novembro, Sofia se suicidou; ou melhor, Sofia suicidou sua depressão.
LEMBRANÇAS
ResponderExcluir"Momentos meus, que foram teus
Agora é recordar."
("Nossos Momentos", Gal Costa)
Quando Ana Elizabeth e Eduardo voltavam para casa, depois de um longo e cansativo dia de trabalho, ela mal poderia esperar pela notícia que receberia. Ana via em Eduardo uma expressão estranha, diferente, algo que jamais havia visto nele, mas era incapaz de imaginar o motivo. Tentou puxar alguns assuntos, mas eram rapidamente interrompidos por ele com respostas simples e curtas.
Ao final do jantar, Eduardo calmamente resolveu abrir-se com Ana e disse que sentia muito, mas a relação de 17 anos havia acabado para ele. Eduardo achara outra pessoa que o faria mais feliz que Ana Elizabeth. Com um gesto de frieza, se levantou da mesa, foi até o quarto e pegou uma mala que já deixara pronta, deu um beijo de adeus na testa de Ana e foi embora, sem dar a ela ao menos uma chance de se despedir.
Ana sem saber o que fazer desnorteada em meio tal notícia, iniciou um choro que perdurou durante dias. Tornou-se uma rotina chegar do trabalho e admirar a casa solitária. Volta e meia ela decidia pegar uma caixa, onde guardava as lembranças de seu relacionamento com Eduardo, mas nunca teve coragem de abrir. Desde o dia em que ele a deixaram ela nunca mais o viu ou teve noticias suas.
Ana ao longo do tempo esquecia Eduardo, construiu uma nova vida sozinha, porem algumas coisas eram difíceis de serem superadas. Nunca entendeu como ele pode deixa-la de tal forma, logo ela que o amava incondicionalmente e que acreditava encontrar nele o grande amor de sua vida.
Alguns anos depois, em um sábado, Ana acordou cedo e resolveu arrumar a casa, e já havia superado definitivamente a falta que Eduardo fazia, foi então que tocaram a campainha e ela graciosamente desajeitada abriu a porta e quem se encontrava do lado de fora era Eduardo, ele viera pedir desculpas e se disse arrependido, querendo voltar. Foi quando Ana disse que era tarde demais e muito tempo se passara. Ela já havia superado a sua falta. Aconselhou Eduardo para que seguisse em frente, pois foi essa a única escolha que ele a deixou quando foi embora.
Ana fechou a porta e continuou a arrumação que havia começado, e só naquela noite ela se lembrou da caixa que escondera, pegou-a, abriu e então relembrou momentos especiais que vivera ao lado de Eduardo, mas que agora eram apenas lembranças dentro de uma caixa jogada no fundo do guarda-roupa. Lembranças, nada mais do que lembranças.
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ResponderExcluirNOSSAS VIDAS
ResponderExcluir"Sua mãe te fez assim linda,
te embrulhou e dedicou pra mim."
("Até o Final" de Projota)
Tudo aquilo que viria a acontecer, aquelas duas vidas ligadas, uma a outra, passando por todos os momentos, bons e ruins, até o final. Aquilo que ninguém imaginou, aquilo que nem os dois imaginaram, agora se concretizou.
Cada um em seu lado, mas os dois estudando no mesmo colégio e morando no mesmo bairro, desde os sete anos de idade. Ela, politicamente correta. Ele, o "rebelde" da turma e o terror do bairro em que moravam. Ninguém em nenhum momentos poderia imaginar aquelas duas pessoas, tão diferentes vivendo uma do lado da outra, unidos até o final.
Naquele primeiro dia de julho, depois das merecidas férias, em que ela viajou para a Disney por dez dias, e ele viajou para a serra gaúcha por dois dias, foi quando eles se conheceram. Ela como sempre chegando no horário, e ele atrasado, todo afobado para não perder a prova de geografia, a primeira do trimestre, em que ele trombaram no corredor do colégio, e por um milagre ele se tornou um cavalheiro e a ajudou a juntar seus livros didáticos, seus cadernos, seu estojo azul e sua garrafa d'água cinza metálico. Foi assim que suas vidas se cruzaram, de um jeito indelicado, mas que aos poucos se tornou o relacionamento de mais felicidade para os dois.
Ninguém queria, ninguém imaginava cada um largando seus respectivos casos para ficarem um com o outro. Após alguns meses eles acabaram descobrindo que suas vidas estavam unidas a muito mais tempo do que eles mesmo pudessem imaginar. foi assim que eles descobriram que sim, eles foram feitos um para o outro, para ficarem juntos até o final.
"Quase ri até chorar,
ResponderExcluir(ha hahahahaha)
Invocando seus medos mais profundos
(vem cá sua p*** de m****)
Deve tê-la apunhalado cinquenta malditas vezes,
Não posso acreditar nisso,
Rasguei seu coração diante dos seus olhos,
Os olhos enganam fácil, coma, coma, coma"
(A Little Piece of Heaven - Avenged Sevenfold)
Era Novembro. O clima estava frio e mórbido, e as árvores, secas.
Brendom sempre foi um homem diferente. Gostava muito de estudar, assim como todas as noites saía sozinho para caminhar nas longas noites de inverno. Por algum motivo, muitas pessoas não gostavam dele. Apesar de ser extrovertido, tinha algo estranho em seu olhar. Um vazio inexplicável, uma ausência de brilho que diversas vezes perturbava as pessoas. Talvez seja porque viu sua mãe assassinar seu pai diante de seus olhos. Talvez seja porque sua mãe o culpava pela morte do marido. Talvez porque ele teve que se virar sozinho pois foi largado na rua por se opor a sua mãe. Talvez não.
Sarah era a única amiga de Brendom. Nunca ligou para a beleza ou para aspectos físicos. Era uma mulher doce e sentimental, clara e pura como a neve.
-Como as estações passam rápido, não é, Brendom?
-Na verdade, eu acho o contrário. Adoro o inverno! Essa estação, em particular, tem uma beleza inexplicável. Não sei por que diabos ninguém gosta de uma estação tão linda...
-Deve ser por causa do frio extremo. Até mesmo no verão! Não suporto mais ficar na Lituânia.
-Quanto tempo vamos demorar até chegar? - Ambos estudavam na FUMEN (Faculdade Federal de Medicina), e faziam algumas Cadeiras juntos. - Estou cansado de caminhar.
-Já estamos chegando, seja paciente.
Após alguns minutos caminhando, finalmente chegaram.
-Sarah, até depois. Como não nos veremos na aula, nos encontramos lá na festa.
-Tranquilo. Se cuida, Bren. Não se esqueça de passar lá em casa às 22h!
Brendom gostava muito de Medicina, mas odiava Microbiologia. Passou a aula debruçado sobre a mesa. Só levantava a cabeça para ver o horário e depois voltava a cochilar.
Algum tempo se passou. Brendom estava atrasado.
-Ei, acorde!
-Hum, o que houve?
-Já são 21h, acabou a aula há 30 minutos. Saia logo daqui, Brendom.
-Ah, que desgraça! Desculpe-me, já estou indo.
Brendom correu com todas as forças para casa. Tinha que se arrumar para o evento e levar Sarah junto. Ele simplesmente não podia se atrasar.
Colocou o primeiro Blazer que viu, arrumou uma gravata e penteou o cabelo. Estava quase saindo de casa quando percebeu que estava usando apenas um par de meias com sua roupa de baixo. Voltou para o quarto, colocou uma calça e, finalmente, saiu de casa.
Ao olhar para seu relógio - 22h e 15min - se desesperou. Correu até avistar o Apartamento de Sarah.
Ao chegar, ele ajeita seu Blazer e passa a mão no cabelo, bate na porta e, para sua surpresa, a madrasta de Sarah é quem abre a porta.
-Olá, querido. O que faz aqui?
-Oi, a Sarah está?
-Na verdade, não. Alguns rapazes vieram aqui e a levaram para a festa. Sinto muito, ela avisou que ia sair?
-Não, na verdade não. Iríamos juntos, mas tudo bem. Nos encontraremos lá.
Brendom, cabisbaixo, sai de lá e vai direto à festa. Ficava perto de uma colina escura, onde costumava fazer caminhadas. Passando pela colina, vê uma luz fraca e decide se aproximar, para ver o que estava acontecendo.
Chegando lá, vê algumas pessoas rindo e ouve sons estranhos. A luz fraca ilumina o local e então vê sua amada, ainda consciente, sendo estuprada por 3 homens. Seus gritos de desespero penetram em seus ouvidos e chegam até seus tímpanos com uma frequência ensurdecedora. Tudo o que pôde fazer, foi assistir a lenta morte do seu maior amor, novamente sem poder fazer nada.
Ele jurou vingança.
O TEMPO VEM.
ResponderExcluir"Tá tudo certo mas não sei o que dizer
Eu não vou, mas o tempo vem aqui"
(Olhos Certos, Detonautas)
E eu continuo tentando te encontrar, pra dizer que ainda lembro daquelas noites. É, aquelas noites em que começávamos juntos e terminávamos juntos. Daquele blusão azul brega que naquela viagem á Gramado me fizestes comprar. Dizer que meu único desejo é te fazer feliz, viver ao teu lado e nada mais. Me perco nesses pensamentos, e me encontro indo ao teu encontro, até por os pés nos chão. Amanheci mais um dia, sem aquela habitual mensagem de bom dia, sem aquele porta retrato do meu lado de quando fomos ao zoológico e te fiz superar teu medo de macacos. Almocei, arrumei-me colocando aquela blusa que você achava linda, coloquei aquele perfume que me destes no meu aniversário e saí. Peguei minha bicicleta e fui para a escola cabisbaixo, lembrando que irei te ver, mas não poderei te ter. Cheguei na escola, te vi chegar, fitei nos teus olhos, que sempre me deixavam sem ter o que dizer. Me encantei e me encanto todos os dias pelo teu olhar. Nos olhamos, um sorriso, nada mais, e entramos.
Um, dois, três períodos sem nem ao menos pegar na tua mão, acariciar teus cabelos e perceber como tu estas linda hoje. Te via descontente, mas será que não eram teus olhos que me enganavam? Percebi que não eram quando vi um bilhete sobre minha mesa em seguida que você passou. Gelei. Meu coração batia forte. Abri o bilhete, li mentalmente: "Podemos ir até o parque de bicicleta?" Ela perguntava algo à minha professora sobre cadeias carbônicas e me fitava com o seu olhar hipnotizante. Eu me perdia num mar negro, onde eu era escravo de uma beleza absurda. Quando voltou para seu lugar, pegou o bilhete sutilmente e sentou-se. Olhava para o relógio contando os segundos para o final da aula. O que Caroline haveria de me dizer? Que me amava e nada mais importava? Que essas coisas de relacionamento desgastado era uma crise de momento e seríamos felizes?
Cinco e meia, o sinal bateu. Esperei que ela arrumasse seu material na mochila. Saímos juntos da sala, porém friamente. Caroline mal me olhava. Sentia ela fria ao ficar perto de mim. Pegamos nossas bicicletas e fomos em direção ao parque. Fiquei meio constrangido de dizer algo. Eu estava completamente feliz, porém assutado. Faziam dias que não tinha um contato com Caroline sem ser no ambiente escolar. Chegamos ao parque, o sol estava quase se pondo. Desembarcamos das bicicletas e
sentamos na grama. Fiquei a olhando e lembrando do nosso primeiro beijo. Mesmo lugar, primavera também, porém eu ainda usava aparelho nos dentes.
CONTINUAÇÃO:
ResponderExcluirEla olhou para o sol, me olhou pelo canto dos olhos, sorriu e disse:
- Surpreso?
- Um pouco... - Respondi.
- Te chamei até aqui por que acho que não tivemos uma conversa descente.
- É, de certa forma concordo.
- Queria que soubesse que estou meio descontente com o fim que tivemos, eu ainda te amo. Talvez te ame de uma forma que nunca amarei ninguém.
- Certo, e por que a duas semanas atrás veio com o papo de "namoro desgastado?" - Entrei em um momento de raiva, falei meio grosseiro.
- Na verdade, o problema sou eu.
- Me explique.
- Faz três anos que estamos juntos. Tivemos uma história linda, tu foi a melhor pessoa que eu conheci até hoje...
- Prossiga...
- Eu quero estudar, curtir, viver a vida mais intensa. Não que perdemos tempo, mas quero um momento novo na minha vida. Tu fez parte de três anos da minha vida.
- Está querendo dizer que prefere viver novas "aventuras" do que namorarmos?
- Não quero que entenda assim...
- Eu passei dias sem te ver Caroline, e mesmo assim tu continuou em mim, e sempre vai continuar. Dói ouvir que fui trocado por novas "experiencias". Devo ter sido uma delas, só que a longo prazo!
- Bernardo, está sendo idiota falando isso.
- Acho que a única idiota aqui é você Caroline, por tocar três anos no lixo por aventuras. Bom, essa conversa me fez concluir bastante coisa. Preciso ir embora. Posso te levar em casa...
- Não se preocupe, mais pai vai me buscar. Vamos para à praia e levarei minha bicicleta. Avisei que estaria aqui.
- Tudo bem.
- Me perdoe por tudo isso eu s...
- Não se preocupe, não tenho raiva de você. Só não me peça nada mais. Amizade, nada. Acho que não posso esperar mais nada de você, também não quero que espere nada de mim.
- Tudo bem, só quero que saiba que também estou sofrendo...
Dei uma risada irônica, peguei minha bicicleta e fui em direção de casa. No caminho, o vento batia em meu rosto, como se ele trouxesse todas as lembranças minhas e de Caroline. Eu ficava, mas o tempo vinha em minha direção, batendo em mim junto com o vento. Continuava pedalando, e cada vez mais o tempo vinha, trazendo Caroline apenas em minhas lembranças.
High School - Nicki Minaj ft Lil’ Wayne
ResponderExcluirEle disse que veio da Jamaica
Ele tinha alguns acres
Alguns vistos falsos
Por que ele nunca conseguiu seus papéis
Desistiu do amor, f-deu com as destruidoras de corações
Mas ele estava ganhando dinheiro
Com os mandachuvas
Ele estava misturado com muitas coisas, comandando como se tivesse anéis
Drogas no condomínio e alguns gramas para a Sing Sing
Braço esquerdo, uma tatuagem de sua mãe
5 anos preso, eles o libertaram
De qualquer forma, eu o senti, ajudei-o.
Tranquei-o, botei o cinto nele.
Levei-o para Bélgica, bem-vindo!
Garotas bonitas assim são raras.
A minha cela é melhor que a cela onde ele estava preso
Sou a vadia por aqui
Chamo-o de papai como se fosse filha dele
Ele gosta quando fico bêbada
Mas eu gosto quando ele está sóbrio
Isso é o melhor que há
Nunca f-do com iniciantes
Deixo-o brincar com a minha b-ceta
E depois lambo dos seus dedos
Estou na área
Eles chegam junto a mim, mas é você.
Você, isto não é Ensino Médio.
Eu e minha galera, podemos curtir.
Eu me doo a você sempre que você quiser
Ponha onde você quiser
Baby, é seu em qualquer lugar, em todo lugar
Baby, é o seu mundo, não é?
Baby, é o seu mundo, não é?
High School (Parte 1)
-Então... Lily era seu nome? - Perguntava o rapaz.
-Na verdade seu nome era Milena, mas eu preferia seu apelido. - Ele respondeu.
-Entendo. Ela fugiu? Como isso aconteceu?
-Ah, longa história.
Marcelo estava nervoso com o questionário imposto pelo rapaz. Cada minuto que passava ficava mais aflito, e aquela situação não estava o ajudando.
Com alguns dólares a menos no cofre, Marcelo tentava contar sobre a moça para o rapaz da forma mais detalhada possível, mas não conseguia controlar o nervosismo. Até mesmo aquela casa já trazia a ele lembranças ruins. Em sua sala de estar, cheia de janelas e com lareira. Até mesmo a grande poltrona em que estava sentado trazia lembranças á sua mente. Marcelo tentava continuar:
-Não sei nem porque ela fez isso. Realmente não entendo.
O que mais o deixava frustrado não era o seu dinheiro roubado, mas sim a fuga de Milena. A sensação do vazio que o preenchia naquele momento era intensa e ele não conseguia fazê-la parar. Como pode? Como pode o amor de sua vida deixá-lo dessa maneira? Marcelo sabia que era errado financiar sua razão de viver da forma que fazia e, de certa forma, já considerava a possibilidade de acontecer tudo isso, mas ainda assim era mais forte do que ele. Ele sabia que se parasse de levar as coisas da maneira que estava levando Milena iria embora de qualquer forma. Foi o que aconteceu, mas não da exata maneira que ele esperava.
-Tudo bem, cara. Vamos fazer o possível. Ainda assim não é certo, não fazemos ideia de para onde eles fugiram.
“Eles”. Essa palavra ecoava na cabeça de Marcelo. Sim, Milena fugiu com mais alguém. Fugiu com um homem, aquele desgraçado. Desgraçado era o homem que levou Milena embora e também como Marcelo se sentia naquela hora.
“Eu o ajudei. Eu a amava e sustentava. Como puderam fazer tal coisa?” Continuava a pensar. O tal homem tinha surgido, aparentemente, do nada: Simplesmente apareceu na região e falou com Marcelo. Dizia que estava quebrado e que estava sendo perseguido no seu país de origem por conta de dívidas pessoais. Pedia ajuda. Na verdade, implorava por ela. Marcelo entendeu a situação logo de cara e não realmente achou que aquele homem pudesse dar tanto prejuízo, como aconteceu. Ele fazia parte da mesma empresa e, se fosse bem acolhido, podia tornar-se um ótimo aliado em tempos mais difíceis, como normalmente acontecem nesse ramo.
-Hm... Tudo bem, mas ainda estou um pouco confuso. -Dizia o rapaz- Conte-me a história inteira, por favor. Acho que vai nos ajudar.
-Tudo bem. A história começa quando conheci Lily: Estava eu andando de carro pela zona sul da cidade quando me deparo com uma bela figura. Ela andava na calçada próxima a um conjunto de lojas durante a madrugada, e tinha cabelos negros como a mesma. Mulher alta, mas com formas bastante femininas, tinha um jeito imponente de andar. Eu sabia que me envolveria em encrenca, mas não resisti. Assim que parei o carro, ela se aproximou da janela e trocamos algumas palavras. Convidei-a para entrar no carro e, assim que o fez, decidimos algum lugar melhor para irmos. Ambos sabíamos o que queríamos naquele momento, era fácil perceber.
ResponderExcluir-Milena era uma... -O rapaz falou assustado. Dando a entender a palavra que faltava na frase com sua expressão facial.
-Sim. Mas naquela noite eu também não ligava pra isso. Você sabe como são as coisas. -Marcelo havia entendido a pergunta e também a surpresa do rapaz, afinal, era a reação normal de todas as pessoas. - Aquela noite foi uma das melhores de minha vida, tenho absoluta certeza. - Cabisbaixo, fez uma leve pausa, onde parecia pensar nas palavras que diria. Depois de levantar a cabeça, respirar profundamente e se acalmar, continuou: - Eu não achei que fosse me sentir da forma que me senti na manhã seguinte. Após aquela noite com Lily, não queria que acabasse daquela forma, nem naquele dia.
Marcelo voltara a ficar nervoso, a forma como se lembrava dela naquele momento tão bom em que passou com Lily fazia-o ficar desconfortável.
-Vários dias passaram e eu ainda pensava nela. Não por causa daquela noite, a situação já havia mudado: Pensava nela como minha mulher, minha esposa. - Continuou Marcelo.
-Mas você já pensava em tê-la como esposa logo após o primeiro encontro? - Perguntou o rapaz.
-Não. Na verdade, houve outros encontros. Todos foram ótimos, exatamente como o primeiro. A questão é que ela me atraia de uma forma incrível. Era misteriosa, sedutora. Queria que ela passasse mais tempo comigo, mas eu teria de continuar pagando. Você sabe, a vida que ela vivia, apesar de repugnante para a sociedade, rendia a ela uns bons trocados. Ela não ficaria comigo, um completo estranho para ela, sem que eu a pagasse mais do que o que ela ganhava.
-O casamento de vocês era um acordo? - Perguntou
-E também de mentira. Nunca realmente nos casamos, ela apenas morava comigo.
Marcelo voltou a ficar cabisbaixo. O rapaz, André, estava achando aquilo tudo muito estranho: Como pode alguém tão rico e poderoso estar tão abalado com tal situação? Sendo Marcelo um dos mais poderosos chefes da máfia do país em que viviam, era simplesmente muito assustador. Mas André ainda não sabia o que deveria ser feito:
-Mas me explique mais. Devo persegui-los, mata-los? O que quer que eu faça? - Perguntou André.
-Não faço a mínima ideia do que deve ser feito. -Respondeu Marcelo, ainda pensativo.
-Conte-me mais sobre a história, então. Decidimos o que a minha gangue deve fazer no final da história.
Marcelo, então, continuou:
-Estávamos bem. Vivíamos felizes e sem problemas para nos preocuparmos. Ter a visão de Milena á beira da piscina era algo revigorante. Ela me dava forças. Na verdade, vê-la de qualquer maneira era algo esplendidamente bom pra mim. O real problema foi quando
Juan surgiu. Ele disse pra mim que estava tendo problemas e que precisou fugir, mas que ao invés de vir pra cá e tentar viver normalmente, resolveu me procurar, pois queria continuar no ramo. Ele gostava desse tipo de vida. Esse entusiasmo todo dele me animou: Podia ser um ótimo aliado caso as coisas ficassem mais embaraçosas do que já eram normalmente. Não que fosse comum: Eu sempre fui o líder da região, você sabe. É muito raro alguém me incomodar por aqui. Ou precisa ser alguém preparado, ou alguém muito burro. Você sabe, não é, André?
Assustado e visivelmente nervoso, André olhou para os dois guarda-costas que estavam posicionados atrás da poltrona de Marcelo e, rapidamente, confirmou com a cabeça.
-Foi quando ele chegou por aqui que senti que Lily não era mais a mesma. Continuava misteriosa, porém de uma forma diferente. Sentia que ela estava evitando me falar algumas coisas. Estava nas nuvens, parecia não ligar para o que estava aqui embaixo. Suspeitei que Juan pudesse ter algo a ver com essa alteração de Milena, mas ainda assim não procurei entender mais sobre isso.
ResponderExcluir-Quando foi que você teve certeza? - Questionou André, agora mais calmo.
-Comecei a suspeitar quando, á noite, estava indo ao meu quarto. Vi ambos em um corredor, próximos, conversando. Ao notarem a minha presença, imediatamente se afastaram e, enquanto ela me paparicava, ele saia de lá, sem fazer sua presença ser notada. No momento não fiz questão de saber do que se tratava o cochicho, mas aquela noite foi uma noite ruim.
-Como assim? -Continuava a perguntar o rapaz, já curioso pela história.
-Eu não conseguia parar de pensar sobre aquela cena. Sobre o que eles estavam conversando? Por que aquela reação quando cheguei? Não dormi bem. Era o amor de minha vida me evitando e um homem já muito suspeito dentro de minha casa.
-Mas por que você simplesmente não o tirou daqui?
-Eu tentei. Mas Milena não me permitia. Eu me rendia á sua vontade e ela me entregava o que eu queria: Ela mesma. Estávamos levando as coisas dessa maneira desde que ele chegou. Certa vez ela me pediu um carro e eu, como parte do acordo, dei. Ela, então, “repassou” o carro para o tal de Juan. Foi ai que eu finalmente resolvi fazer o que já deveria ter feito há muito tempo: Depois desse acontecimento, á noite, resolvi olhar os vídeos da câmera de segurança. Já era tarde demais: O plano deles já estava em ação. O carro estava posicionado próximo á porta da mansão e alguém mascarado pegava tudo de um de meus cofres. Era o que possuía a maior quantidade de dinheiro, colares e afins. - Marcelo então ficou com uma expressão de raiva. Parecia que ao lembrar-se de algumas cenas, sua cabeça se enchia de ódio e nojo de ambos os fugitivos.
-E então? - André chegava á ficar aflito com a história contada por Marcelo.
-Quando finalmente cheguei á sala, junto de meus seguranças, já era tarde. Ambos haviam fugido. Achei apenas uma máscara jogada ao chão e um DVD.
-Um DVD? O que havia nele? - André continuava a interromper Marcelo.
Sem realmente dar atenção á pergunta de André, Marcelo continuou sua história:
-Só depois de toda a adrenalina passar foi que eu percebi que o mistério sobre o mascarado era, na verdade, mais claro que água: Era lógico que Milena era a pessoa mascarada. Ela era a única que sabia a combinação do cofre e, com certeza, armou algum plano de fuga, junto de Juan, para levar o dinheiro embora.
Fez uma pausa e decidiu responder a tal pergunta:
- No DVD tinha sido gravado um relato da própria Lily, contando sobre o que estava acontecendo, sobre como ela se sentia. No DVD ela deixava claro que estava infeliz e que o dinheiro não importava mais, na verdade, estaria levando ele por causa de Juan. Disse que só foi junto dele pois ambos se amavam e que ela jamais sentiria algo tão real por mim. Ainda por cima tive que ouvir um “blá blá blá” sobre ele também ter se decepcionado amorosamente antes de sair da Jamaica. Aquela desgraçada.
-Entendo. - Confirmou André.
-É por isso na verdade, que preciso de você. Quero que você ache ambos e mate-os. Prefiro vê-la morta do que nos braços de outro alguém.
-Serviço dado é serviço feito, Marcelo. Você sabe disso.
Título:
ResponderExcluirSolidão
“Pobre de espírito aquele que não se aventurar
ResponderExcluirO comodismo é um mal parasitário
Juventude perdida é o caralho
Eu tenho muito mais pra dizer”
(Forfun – Good Trip)
Era uma sexta-feira, e alguns jovens se preparavam para passar o final de semana na praia. Eram cinco jovens: Josivaldo, Derpino, Herp, Josicleide e Maricleide. Eles planejaram passar o final de semana na praia para sair um pouco da rotina, conhecerem novos lugares e pessoas novas.
Eles partiram para a praia na sexta-feira de noite, eles tinham alugado uma casa e pretendiam fazer uma festa lá. Chegando lá eles arrumaram as coisas na casa e foram descansar, pois foi uma viajem muito longa, onde todos dormiram, só Josivaldo ficou acordado, pois foi quem dirigiu.
No sábado, eles acordaram por voltas das 11 horas da manhã, nem tomaram café, pois já estava praticamente na hora do almoço. Então as meninas, Josicleide e Maricleide, foram fazer a comida, enquanto os rapazes foram comprar algumas coisas para a festa que eles pretendiam dar, e já convidar algumas pessoas para irem.
A festa, por incrível que pareça, foi muito boa, pois muitas pessoas foram e todos se divertiram muito, não tiveram brigas, muitas pessoas se conheceram e fizeram amizades e algumas conseguiram até um relacionamento sério. No domingo os 5 jovens voltaram para suas casas.
A juventude é uma coisa que os jovens têm que saber aproveitar, e fazendo esse tipo de coisa, eles conseguem manter essa jovialidade, claro que nem tudo é festa, mas tem que aproveitar enquanto pode e ter responsabilidades.
Muitos acham que os jovens de hoje em dia tem a juventude perdida, mas na verdade, são apenas questões de gerações diferentes, e não, a juventude não está perdida e os jovens de hoje ainda têm muito pra mostrar.
O Incrível Cavalo
ResponderExcluir“Olhe para o meu cavalo.
Meu cavalo é incrível.”
(Amazing Horse – Weebl’s Stuff)
Era uma vez um homem que tinha um cavalo e esse cavalo era incrível, era um grande cavalo, com o pelo macio e sedoso, o cavalo era tão incrível que com um simples tapa em sua nuca se transformava em um avião, e depois voltava a sua forma de cavalo, o nome do cavalo era Cavalo, ele tinha esse nome porque era tão incrível que não precisava de um nome, porque todos sabiam quem era Cavalo e o quão incrível ele era.
Um dia enquanto passeava pelo bosque o homem encontrou uma bela moca parada em baixo de uma arvore, ele era um homem muito sagaz e esbelto e que sabia das qualidades incríveis de seu cavalo, Cavalo, ele veio de encontro a moca e disse a ela:
-Olhe para meu cavalo, meu cavalo é incrível
A moca lambe o peito do incrível cavalo e diz:
-Hummm, tem gosto de passas.
A moca ficou tão maravilhada pelo modo como Cavalo era incrível que ficou hipnotizada por sua beleza de deus grego, sabendo que a moca estava encantada pela forma de como Cavalo era incrível o homem disse para moca:
-Suba no meu cavalo, que vou leva-la ao redor do universo, e todos os outro lugares também.
A moca sem pensar subiu em Cavalo, e eles foram felizes para sempre voando pelo universo a fora.
Matheus Rede